Investimento na formação digital e competitiva

Pedro Chitas, Sócio-Gerente

Com os olhos postos numa futura internacionalização, a atividade da Engigeo incide nas vertentes da Engenharia Geotécncica. Respondendo à digitalização do sector e ao inerente aparecimento de novas técnicas construtivas. Pedro Chitas, Engenheiro Civil e especialista em Geotecnia, partilha o forte investimento na formação, assegurando a transição digital que os mercados mais evoluídos exigem.

A Engigeo foi criada para colmatar a falta de resposta no mercado da Consultoria de Engenharia. Para além de uma oportunidade, foi também um risco num mercado desconhecido. Como se deu a implementação e crescimento até aos dias de hoje?

A Engigeo cresceu, em nosso entender, pelo reconhecimento da resposta em situações e projetos que requerem a mobilização de consultores com experiência consolidada em Geotecnia, mas que também exigem uma visão completa de diversas especialidades. Temos sentido que a nossa visão, sobretudo o cuidado que pomos na definição do processo construtivo, é valorizada.

A vossa atividade tem incidido, sobretudo, na elaboração de projetos de estabilização de taludes e de estruturas de suporte, mas com a modernização do sector há a necessidade de alargar o leque de serviços?

Mais do que alargar o leque de serviços (o que também temos efetuado), na nossa área, a modernização tem passado pelo aparecimento de novas técnicas construtivas, pelo recurso mais corrente a ferramentas de cálculo que, há dez anos, seria impensável e pela transição para novas metodologias de projeto. A transição para a Metodologia BIM tem sido mais lenta na nossa área, mas deveremos entrar em força nos próximos tempos.

O avanço tecnológico é cada vez maior e na Geotecnia existem cada vez mais técnicas. Como é que enfrentam estes desafios diários, porque existe investimentos humanos e materiais que têm de ser feitos?

Naturalmente, houve que proceder a algum investimento. Estamos também a prever um investimento forte em formação para assegurarmos a necessária transição digital que mercados mais evoluídos exigem.

Olhando para o mercado internacional, hoje apresenta-se quase sem barreiras, ou seja, estamos perante um mercado global. As parcerias dão uma maior flexibilidade e capacidade para competir?

As parcerias foram fundamentais para o crescimento da Engigeo. Desde logo, permitiram alargar o leque de serviços e a entrada em mercados que exigem maior escala. 

As parcerias foram fundamentais para o crescimento da Engigeo. 

Desde logo, permitiram alargar o leque de serviços

 

A escassez de recursos humanos qualificados nesta área de atividade coloca em causa o vosso poder competitivo face ao restante mercado? Como colmatam essa carência?

Já se assiste a escassez de talentos em toda a Fileira da Construção, e a situação vai agravar-se. Caso o cenário de crescimento sustentado se mantenha, cremos que poderá ser necessário importar mão de obra.

Volvidos três anos conseguem apresentar um conjunto de projetos significativos, que vos projetam mais facilmente para a internacionalização. É esse o vosso grande objetivo?

A maior parte dos projetos que foram desenvolvidos no nosso início de atividade estão agora em fase de construção. Destacamos a nossa participação em diversas intervenções para gestores de infraestruturas de transportes, tanto em Portugal Continental como nas Regiões Autónomas, com especial destaque para a Região Autónoma da Madeira. A conclusão com sucesso das diversas intervenções constituirá uma das bases para a internacionalização.

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