Com apenas um ano de atividade, a NeuroPsyque afirma-se como uma clínica de saúde mental e neurológica com uma abordagem integrada e centrada na pessoa. Em entrevista, José Mendes, Diretor Clínico, explica como o tempo, a multidisciplinaridade e a personalização dos cuidados são pilares essenciais de um modelo que procura respostas duradouras para problemas complexos.
Uma clínica que olha para a pessoa como um todo
A NeuroPsyque nasceu com uma ambição clara: romper com abordagens fragmentadas e oferecer um acompanhamento clínico que considere a pessoa na sua totalidade. “Aqui não tratamos apenas sintomas isolados. Olhamos para o cérebro, o corpo, as emoções, o contexto social e os objetivos de vida de cada pessoa”, sublinha José Mendes.
Esta visão traduz-se numa oferta clínica alargada, que integra especialidades como neurologia, psiquiatria, psicologia, neuropsicologia e fisioterapia, a par de áreas complementares como a acupuntura e a psiconeuroendocrinoimunologia. O objetivo é claro: articular diferentes saberes para construir planos terapêuticos coerentes, progressivos e verdadeiramente personalizados.

O tempo como ferramenta terapêutica
Um dos aspetos que distingue a NeuroPsyque é a duração das consultas. Em média, cada consulta tem cerca de 45 minutos, um tempo superior ao habitual na prática clínica. Para José Mendes, esta opção não é um detalhe logístico, mas uma escolha filosófica. “Nós colocamos o tempo como recurso terapêutico. O tempo que investimos na pessoa já é, por si só, terapêutico”, afirma.
Esta disponibilidade permite avaliações mais rigorosas, a compreensão aprofundada do contexto de cada doente e a construção de uma relação de confiança, essencial sobretudo em casos complexos. “Não queremos soluções rápidas que funcionam no início e depois desaparecem. O nosso compromisso é sempre a longo prazo”, reforça.
Casos complexos e sintomas cruzados
A clínica recebe maioritariamente pessoas com quadros neurológicos e neuropsiquiátricos complexos, muitas vezes marcados pela sobreposição de sintomas físicos, emocionais e cognitivos. Ansiedade exacerbada, pseudodemência, depressão, perturbações do sono ou dor crónica são alguns dos motivos mais frequentes de procura. Há também uma forte aposta na reabilitação neurológica, incluindo recuperação pós-AVC ou após traumatismos cranioencefálicos. “A fronteira entre a neurologia e a psiquiatria é um território central para nós”, explica o diretor clínico, referindo ainda condições como PHDA, TOC, enxaqueca ou trigeminalgia.

Jovens adultos e saúde mental
Nos últimos meses, a NeuroPsyque tem registado um aumento da procura por parte de jovens em idade laboral. Dificuldades de adaptação, ansiedade, ataques de pânico ou depressão refletem, segundo José Mendes, uma maior consciencialização sobre a saúde mental. “Os jovens estão mais atentos aos sinais e procuram respostas especializadas e humanizadas”, observa.
Trabalho em equipa e decisões partilhadas
Com uma equipa de 15 profissionais, a clínica funciona numa lógica claramente multidisciplinar. A decisão sobre o tipo de acompanhamento não recai numa única especialidade, mas resulta da articulação entre várias áreas. “Não é só o neurologista ou o psicólogo. Procuramos sempre a melhor perspetiva de melhoria possível”, explica. Mesmo em situações aparentemente específicas, como a enxaqueca, a abordagem é alargada. “O sono, o stress ou até problemas ao nível da mandíbula podem ser determinantes”, exemplifica, referindo casos em que intervenções não farmacológicas levaram a melhorias significativas.
Neuroterapias como alternativa e complemento
A NeuroPsyque distingue-se também pelo seu centro de neuroterapia, procurado sobretudo por pessoas que desejam reduzir ou evitar a medicação. Técnicas como a estimulação magnética transcraniana, o tDCS ou o neurofeedback são utilizadas tanto como alternativa como complemento terapêutico.
Há uma procura crescente por parte de pais de crianças medicadas para PHDA, preocupados com os efeitos a longo prazo. “O nosso objetivo é reduzir a medicação ao mínimo necessário e, sempre que possível, libertar as pessoas dos fármacos”, afirma o diretor clínico.

Compromisso com o cuidado duradouro
O futuro da NeuroPsyque assenta em três eixos estratégicos: prevenção, integração e medicina personalizada. A clínica está a investir em Inteligência Artificial e prepara-se para lançar soluções de reabilitação cognitiva que poderão ser realizadas em casa.
Apesar da aposta na inovação tecnológica, José Mendes garante que a essência do projeto mantém-se. “Vamos continuar a apostar em consultas aprofundadas e numa relação terapêutica sólida”, afirma.
Construindo o futuro do cuidado integrado
Num contexto em que a saúde mental assume cada vez mais como uma prioridade, a NeuroPsyque destaca-se pela sua abordagem centrada no paciente, na valorização do tempo e na integração de diferentes saberes clínicos. Invés de soluções rápidas e superficiais, a clínica aposta num acompanhamento rigoroso, humanizado e sustentável, que articula ciência, experiência e compreensão do contexto de vida de cada pessoa. Esta filosofia permite tratar sintomas e promover mudanças duradouras na saúde física e mental, reforçando a confiança e a autonomia da pessoa. Mesmo com apenas um ano de existência, a NeuroPsyque já demonstra que é possível transformar a prática clínica através da atenção detalhada, inovação terapêutica e compromisso com o bem-estar a longo prazo, estabelecendo-se como uma referência emergente no cuidado integrado da mente e do corpo.






