Sob a liderança de Luís Costa, a Tek West destaca-se no setor automóvel, criando um ambiente de trabalho colaborativo que prioriza valores humanos essenciais. A empresa não alcança apenas sucesso no mercado, mas também cultiva uma cultura organizacional onde a comunicação, o respeito e a humildade são pilares fundamentais.
Desde pequeno, Luís Costa sonhava ser mecânico. Em 1988, deu início à sua jornada profissional numa pequena oficina. Posteriormente, passou a trabalhar num multi concessionário de várias marcas. Simultaneamente, também exerceu funções como segurança e porteiro durante 12 anos, sempre com muito orgulho. Em 2015, a empresa na qual trabalhava foi adquirida por novos donos e foi então que percebeu que aquele não era mais o seu lugar. Assim, decidiu estabelecer-se por conta própria. Em 2016, adquiriu 90% da empresa que hoje possui, e entre 2019 e 2020, completou a aquisição do restante. Para o nosso entrevistado, a escolha do nome Tek West representa mudança e transformação, refletindo uma dinâmica constante que norteia o seu dia a dia. Com três décadas de atuação, menciona que, mesmo mantendo a paixão, sente um certo cansaço. A busca pelos resultados torna-se cada vez mais desafiadora, obrigando a ajustes frequentes para superar os obstáculos do setor. “A evolução é enorme, e sem precedentes”, diz Luís. Essa necessidade de adaptação implica investimentos significativos, fundamentais para acompanhar a evolução do mercado.
Gradualmente, Luís foi ajustando e melhorando a empresa à sua imagem, transformando-a naquilo que é hoje, uma empresa que se preocupa com os seus clientes, que sabe ouvir, compreender, dissecar e ir ao encontro do que o cliente precisa. “Temos muitos cuidados com os clientes, porque eles estão a despender dinheiro”.
Do avô materno, Luís guarda com carinho duas máximas que orientam a sua vida e o seu trabalho: “Se respeitares toda a gente, toda a gente te respeitará” e “Faz aos outros o que gostavas que te fizessem a ti”. Estas filosofias de vida são, segundo o entrevistado, fundamentais para se conseguir um ambiente de respeito e empatia, tanto na vida pessoal, quanto profissional. Luís fala com imenso carinho sobre os seus pais, destacando a humildade, o espírito de sacrifício e o trabalho árduo que os caracterizavam. Apesar das dificuldades, ele recorda que a educação foi o legado mais importante que lhe deixaram. “O próximo é um igual que é preciso respeitar”.

Comunicar, saber esperar: pilares básicos para o sucesso
Para Luís, a comunicação é um pilar essencial para que haja aprendizagem e crescimento. A maneira como comunicamos e interagimos com os outros é o que nos diferencia. Refere que um diálogo aberto e respeitoso é fundamental para construir relacionamentos sólidos e promover um ambiente colaborativo. A qualidade da comunicação não apenas facilita a troca de ideias, mas também fortalece a empatia e o entendimento mútuo. Num contexto atual, onde as interações são muitas vezes mediadas pela tecnologia, cultivar habilidades de comunicação eficazes torna-se ainda mais importante para garantir que todos se sintam ouvidos e valorizados. “Se quisermos esperar aprendemos sempre algo. A questão é se estamos aptos a querer esperar”.
Na sua ótica, não existem seres melhores ou piores; existem, sim, seres diferentes. Acredita que o cliente ocupa o topo da hierarquia, e tudo o que vem a seguir é uma questão de equilíbrio. Essa visão de vida reflete -se na forma como trata os clientes, com quem tenta estabelecer uma relação de amizade. Para ele, o sucesso não é uma conquista individual, mas sim o resultado do trabalho em equipa.

Novos Desafios, novas soluções
A tecnologia avançou significativamente, especialmente com a crescente presença dos carros elétricos no mercado. Embora esses veículos exijam menos manutenção, o custo das peças de reposição é elevado, e a disponibilidade de serviços para os reparar ainda é limitada. Quando questionado sobre a compra de carros elétricos, Luís acredita que a solução passará pelos combustíveis sintéticos, motores a combustão ou até mesmo hidrogénio. Considera que deverá haver uma maior aposta em energias renováveis, eólica e solar, uma vez que são mais sustentáveis o que, a longo prazo, será mais vantajoso. “Como em qualquer negócio, há a procura de retorno do investimento que é feito”. A questão económica, é um fator primordial, pois os carros elétricos apresentam custos altos e, no nosso país, ainda não há capacidade para carregar simultaneamente uma quantidade significativa desses veículos, devido à limitada infraestrutura energética. Para Luís, a autonomia é fundamental, e enquanto não houver soluções viáveis, a transição permanecerá um desafio. “Se quisermos ser autónomos, temos de fazer investimentos numa grande quantidade de painéis solares, baterias, algo que vai ainda levar muitos anos”.
Quando questionado sobre os serviços que a sua empresa oferece aos clientes, o entrevistado destaca a mecânica, eletricidade e a autonomia no serviço de carroçaria. Para os serviços de colisão, refere que recorre a parceiros, pois não domina esse setor. Essa abordagem permite que a Tek West ofereça um atendimento abrangente, garantindo que os clientes recebam serviços de qualidade, mesmo nas áreas em que a empresa não atua diretamente. Essa colaboração com parceiros especialistas reflete o compromisso de Luís em manter altos padrões de serviço e satisfação do cliente.
Luís investe na formação da sua equipa, pois acredita que a experiência coletiva é fundamental para o sucesso. Valoriza a troca de experiências, reconhecendo que essa prática traz inúmeras mais-valias. Com confiança na sua equipa, Luis afirma que todas as vivências da vida moldam as pessoas, e o importante é aprender com elas. Essa filosofia não apenas enriquece o ambiente de trabalho, mas também promove um espaço onde todos podem crescer juntos e contribuir para o desenvolvimento contínuo da Tek West.

Com os olhos postos no futuro
Quanto ao futuro, o entrevistado afirma que pretende alcançar os objetivos que idealizou e deseja parar enquanto está na plenitude para aproveitar os dias ao lado das pessoas que lhe são mais próximas, especialmente a sua esposa, referindo que “a vida é uma peça de teatro. Aproveita-a até que o pano caia”.





