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Produto do Ano 2026: A inovação validada pelos consumidores

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Num mercado cada vez mais competitivo, onde a inovação precisa de ser relevante e reconhecida, o selo Produto do Ano destaca as marcas que realmente fazem a diferença. Em entrevista, Paula Brito, General Manager do Produto do Ano Portugal, partilha os critérios, tendências e insights que marcam a edição de 2026, reforçando o papel do consumidor como peça central na validação da inovação.

O conceito de “inovação com impacto” foi referido como uma das prioridades desta nova fase do Produto do Ano. De que forma pretendem traduzir essa visão em critérios concretos de distinção e comunicação junto das marcas e dos consumidores?

Quando falamos de “inovação com impacto”, falamos de inovação que melhora efetivamente a vida das pessoas. O impacto no comportamento de compra é consequência não é o ponto de partida. Não distinguimos o que é novo. Distinguimos o que é necessário. Ao longo de mais de duas décadas, o Produto do Ano consolidou-se como um dos principais barómetros de inovação relevante no mercado português. O que realmente faz diferença no dia a dia e na vida das pessoas. O estudo da 22.ª edição mostra que 42% dos consumidores portugueses esperam que um produto inovador resolva um problema de forma mais eficaz do que as soluções existentes. A inovação valorizada não é cosmética nem puramente tecnológica: é funcional, prática e relevante. Traduzimos esta visão em critérios objetivos e auditáveis: Atratividade, Inovação Percebida e Intenção de Compra.

Em 2026 demos um passo estrutural ao segmentar cada critério em novos subcritérios claros, mensuráveis e alinhados com a experiência real do consumidor. Passámos a avaliar dimensões funcionais, emocionais e sensoriais de forma integrada, garantindo que a inovação distinguida não é apenas percebida como nova, mas como relevante na vida quotidiana. Aquela que faz a diferença. Estes indicadores não medem apenas novidade, medem utilidade, diferenciação e capacidade de gerar confiança no momento da decisão. O Produto do Ano não distingue promessas, distingue soluções que passaram pelo crivo direto de mais de 15.600 consumidores portugueses. O selo funciona como um filtro independente num mercado saturado de estímulos e ruído, ajudando o consumidor a reduzir risco e a decidir com segurança.

 

Paula Brito, General Manager

 

Quais considera ser os desafios para continuar a fortalecer a relevância do selo Produto do Ano num contexto em que as decisões de consumo estão mais orientadas por valores e propósito?

O maior desafio é manter independência e credibilidade num ambiente onde a comunicação é cada vez mais ruidosa e emocionalmente carregada.

O consumidor está mais informado, mais crítico e mais sensível a temas como sustentabilidade, ética e impacto social. Mas também está exposto a uma sobrecarga de conteúdos promocionais e recomendações pouco transparentes. Num mercado saturado de ruído, o verdadeiro desafio não é ser visível, é ser relevante.

O selo Produto do Ano funciona como um guia de confiança que ajuda o consumidor a decidir com mais segurança.

O Produto do Ano posiciona-se cada vez mais como um selo exigente, reservado a marcas que ousam investir em diferenciação real. Não é um prémio para todos. É um reconhecimento para quem decide liderar. A relevância constrói-se na consistência: ser um barómetro de inovação relevante, alinhado com as expectativas reais e não com tendências efémeras. A confiança é o nosso ativo estratégico.

 

 

Que principais inovações nos critérios de avaliação e processo de seleção foram introduzidas na edição Produto do Ano 2026, para garantir que o selo continue a ser o principal barómetro de inovação relevante e alinhada com as expetativas dos consumidores portugueses mais exigentes?

Na edição de 2026, com 73 produtos e serviços destacados e distribuídos por 73 categorias, que abrangem áreas como alimentação, saúde e bem-estar, beleza, tecnologia, produtos para o lar e para animais, eletrodomésticos, finanças e serviços, entre outras, reforçámos três pilares: robustez metodológica, amplitude setorial e leitura estratégica dos dados.

Ao tornar os critérios mais claros, segmentados e mensuráveis, reforçámos a transparência do processo. O consumidor sabe o que está a ser avaliado e as marcas sabem o que precisam de entregar.

A amostra representativa de mais de 15.600 consumidores portugueses garante profundidade estatística. Esta base de dados permite não só distinguir produtos vencedores, mas também identificar tendências de consumo que ajudam as marcas a compreender melhor o mercado. Expandimos categorias para refletir novas realidades de consumo, do digital ao bem-estar, da tecnologia integrada aos serviços. Esta evolução não é apenas metodológica. É estratégica. Estamos a preparar o Produto do Ano para um consumidor mais exigente, mais informado e menos tolerante à superficialidade. Mais do que premiar, analisamos tendências e criamos referência de mercado.

 

 

Com experiência em setores tão distintos como a saúde, beleza e grande consumo, que aprendizagens traz desses contextos para impulsionar a evolução do Produto do Ano enquanto plataforma de ligação entre inovação, marcas e consumidores?

Trago uma convicção clara: inovação só é estratégica quando é compreendida e valorizada pelo consumidor.

A inovação que não gera valor percebido é apenas custo interno. O mercado já não recompensa esforço invisível, recompensa relevância. Nos setores da saúde e beleza aprendi que confiança constrói valor sustentável. No grande consumo aprendi que diferenciação clara reduz pressão promocional.

O selo permite às marcas defender posicionamento, justificar preço e reforçar credibilidade no momento mais crítico: a escolha.

Numa era em que o consumidor procura autenticidade e transparência, que papel vê para o Produto do Ano na construção dessa relação mais próxima e confiante entre as marcas distinguidas e os seus públicos?

O Produto do Ano é um selo de legitimação social. Mais do que distinguir produtos, o Produto do Ano ajuda consumidores e marcas a encontrarem aquilo que realmente faz diferença. Num mercado onde a confiança é o principal critério de decisão, a validação independente cria uma narrativa objetiva entre marca e consumidor. Não é a marca que diz que é inovadora, são os consumidores que reconhecem essa inovação. O nosso papel é reduzir a assimetria de informação, clarificar a escolha no momento de compra e consagrar o esforço das marcas que investem verdadeiramente em fazer mais e melhor. O futuro do Produto do Ano passa por reforçar o seu papel enquanto selo exigente, que distingue marcas que ousam investir em inovação relevante e ajuda o consumidor a navegar um mercado cada vez mais complexo.

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