O Quality Award 2026 distingue a Maria das Letras pelo rigor, consistência e excelência do seu trabalho. Gabriela Khaled, fundadora da marca, reflete – numa entrevista exclusiva – sobre os fatores que conduziram a este reconhecimento, a importância da qualidade como elemento diferenciador e a ambição que orienta o futuro da empresa.
O que representa, a nível pessoal e profissional, a conquista do Quality Award para a Maria das Letras?
A conquista do Quality Award representa uma validação muito especial do percurso da Maria das Letras. A nível pessoal, é um reconhecimento profundamente emotivo, porque este projeto nasceu de uma vontade genuína de criar através da arte e de trabalhar com pessoas. A nível profissional, confirma que é possível construir uma marca artística sólida, sustentável e reconhecida, sem abdicar da sensibilidade, da proximidade e do cuidado com cada detalhe. Este prémio transmite a mensagem de que a arte feita com tempo, intenção e humanidade continua a ter um lugar relevante e valorizado.

Na sua opinião, que elementos distintivos do universo da Maria das Letras terão sido decisivos para alcançar o Quality Award?
A Maria das Letras distingue-se sobretudo pela experiência que cria em cada evento. Mais do que o resultado final da ilustração, o nosso foco está no momento vivido: artistas reais, presentes no espaço, a desenhar pessoas reais, em tempo real. A interação com os convidados, a proximidade e o carácter humano do processo são centrais na nossa identidade. A técnica e a estética são importantes, mas o que realmente nos diferencia é transformar a ilustração numa experiência única, memorável e emocional, onde cada pessoa se sente vista e valorizada.
De que forma a Maria das Letras equilibra a sua identidade com as necessidades de cada cliente ou projeto?
Esse equilíbrio acontece de forma muito natural porque partimos sempre do mesmo princípio: pessoas em primeiro lugar. A nossa missão é fazer pessoas felizes através da arte, e isso reflete-se na forma como estamos presentes nos eventos, na sensibilidade no contacto com os convidados e no cuidado com cada ilustração. Adaptamo-nos ao contexto de cada evento, seja um casamento ou um evento corporativo, respeitando o ambiente, o ritmo e os objetivos do cliente, mas sem nunca perder a nossa essência. A consistência está na experiência proporcionada e na qualidade humana e artística do serviço, mais do que num estilo rígido.

De que forma este Quality Award abre novas oportunidades e como pretendem capitalizar este reconhecimento?
Este reconhecimento abre portas a novas oportunidades editoriais, institucionais e comerciais, reforçando a credibilidade da Maria das Letras junto de parceiros e marcas. Pretendemos capitalizar este prémio através do desenvolvimento de novos projetos, da expansão da nossa presença em contextos culturais e empresariais e da valorização do trabalho das artistas que integram a equipa. É também uma forma de dar maior visibilidade à ilustração portuguesa enquanto experiência artística e humana.

Que tendências identifica atualmente no campo da ilustração e como se prepara para continuar a inovar?
Sentimos uma procura crescente por experiências reais, feitas à mão, com tempo e intenção, especialmente num mundo cada vez mais digital e acelerado. As pessoas valorizam cada vez mais o contacto humano, o processo artesanal e aquilo que não pode ser replicado. A Maria das Letras prepara-se para continuar a inovar reforçando exatamente isso: investindo nas artistas, na qualidade do serviço ao vivo e na criação de experiências artísticas cada vez mais cuidadas, autênticas e memoráveis. Para nós, inovar é aprofundar o lado humano da arte.






