Joana Vasco, Diretora da Clínica Sons da Fala, é uma profissional que viu na união entre a saúde e a comunicação a chave para o seu percurso. Com uma visão inovadora, foi além da Terapia da Fala tradicional e transformou a sua prática numa verdadeira abordagem multidisciplinar. Em entrevista, Joana revela os desafios enfrentados na sua jornada, os princípios que sustentam a sua clínica e a importância de uma liderança que alia competência profissional e empatia.

O que a motivou a seguir a carreira de terapeuta da fala e quais os maiores desafios que encontrou ao longo do seu percurso profissional?
Desde cedo vi na saúde e na comunicação a aliança perfeita. Quando comecei, senti necessidade de “desbravar” caminho para que a profissão se tornasse mais do que “ensinar crianças a falar”. Hoje tenho outros desafios. Gerir uma equipa também acarreta muito tempo e preocupação com todos os elementos. O meu compromisso é a valorização de todas as especialidades da Sons da Fala. Somos uma equipa em crescimento e isso implica conhecer bem cada um, quais os seus objetivos pessoais e profissionais e integrar tudo isso num ambiente favorável e saudável para todos é sempre um desafio, mas um desafio bom.
A Clínica Sons da Fala tem-se destacado pelo atendimento especializado em terapia da fala. Quais são os princípios e valores que orientam o trabalho da clínica e que a tornam única no mercado?
Na Clínica, a Terapia da Fala conta com técnicos especialistas em Terapia Miofuncional e também em Perturbações do desenvolvimento da fala e da linguagem. Mas ser bom tecnicamente não é suficiente. Na equipa procuro sempre perceber motivações e qualidades pessoais de cada colaborador. Aliar boas competências profissionais a empatia, envolvimento e lealdade é a fórmula para uma equipa de excelência. Só assim conseguimos dar uma experiência realmente completa e diferenciadora às famílias que nos procuram. O nosso método de atuação foi pensado para que a criança seja o ponto central da nossa intervenção, mas com o envolvimento familiar e escolar que nos permite ampliar as oportunidades de aprendizagem.
Enquanto mulher empreendedora e terapeuta da fala, como mantém o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional?
Empreender em saúde é, por vezes, solitário. Ser Terapeuta da Fala, empreendedora e gestora de uma empresa é muito exigente. O segredo está numa rotina organizada e estar perto de pessoas essenciais, a família e os amigos. Ter uma equipa alinhada na visão, missão e valores da empresa também contribui muito para que este equilíbrio se mantenha. Aprendi que ter um negócio que não depende apenas de mim, me traz felicidade, liberdade e realização pessoal e profissional.
Quais são os projetos futuros para a Clínica Sons da Fala e o que gostaria de transmitir a outras mulheres que aspiram a seguir o caminho da liderança no setor da saúde e bem-estar?
Vamos lançar um projeto que permitirá aproximar, ainda mais, dois núcleos de profissionais que são grandes potenciadores do desenvolvimento infantil. Acredito que a partilha de conhecimento e experiências são aquilo que nos torna melhores profissionais e mais humanos. Defendo que o crescimento de uma empresa estará sempre dependente do crescimento de outros, e vejo grande potencial nesta reciprocidade. Vamos continuar a trabalhar sempre no sentido de acrescentar valor em tudo o que fazemos – é o nosso lema. Considero que para liderar uma equipa não basta acreditar nas suas ideias ou projetos. É necessária uma grande consciência de “onde se está” e “onde se quer estar”, ter clareza de qual o propósito e uma boa dose de auto-conhecimento e de auto-cuidado, para liderar com confiança.




