Oliveira do Bairro foi distinguido com o Galardão de Excelência Autárquica no Envelhecimento graças a uma estratégia integrada que promove o envelhecimento ativo. Duarte Novo, Presidente da Câmara, destaca o papel do Pelouro da Idade Maior e projetos como o Chá Dançante e (In)Formar para Cuidar na melhoria da qualidade de vida dos seniores.
Quais foram os principais critérios avaliados para a atribuição do Galardão de Excelência Autárquica no Envelhecimento ao Município de Oliveira do Bairro, e que iniciativas do Pelouro da Idade Maior se destacaram nesse processo?
Este reconhecimento não se deve apenas a uma iniciativa isolada, mas sim à estratégia integrada e ao conjunto de projetos que o Município tem vindo a implementar na área do envelhecimento ativo. A avaliação do Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração, entidade promotora deste galardão, centrou-se nas práticas de apoio à população idosa, abrangendo áreas como planeamento, orçamento, recursos humanos, participação comunitária, segurança e inovação. Ainda assim, acreditamos que projetos como o Chá Dançante, o Carnaval Sénior, o 65 em Festa, o ProximIDADES ou o (In)Formar para Cuidar tiveram um peso relevante neste reconhecimento que muito nos honra.

De que forma este reconhecimento reforça o compromisso da autarquia com o envelhecimento ativo e saudável, e quais são os impactos concretos já observados na qualidade de vida da população sénior?
O nosso compromisso com a população sénior é permanente e não depende de prémios. No entanto, é com orgulho que assinalamos que, desde a criação do Pelouro da Idade Maior, há sete anos, já fomos distinguidos com nove reconhecimentos nacionais por entidades como a Ordem dos Psicólogos Portugueses, a Associação Nacional de Gerontologia Social ou o Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais. Em relação aos impactos, destacamos o aumento da participação sénior nas atividades culturais, desportivas e de voluntariado, bem como o maior acesso à informação e aos serviços sociais. As visitas domiciliárias têm contribuído para combater o isolamento e promover a autonomia. A formação de cuidadores, formais e informais, através do projeto (In)Formar para Cuidar, tem tido impacto direto na melhoria da qualidade dos cuidados prestados, aliviando o esforço físico e emocional dos cuidadores.
Tendo em conta que o Pelouro da Idade Maior foi criado em 2018, como é que a sua evolução tem refletido as prioridades definidas pelo Conselho Local de Ação Social (CLAS), e quais são os desafios ainda por superar?
A criação do Pelouro da Idade Maior marcou uma viragem nas políticas municipais para a população idosa. Em articulação com a Rede Social e o CLAS, temos procurado metodologias e ferramentas que permitam uma resposta mais eficaz, integrada e célere, em estreita colaboração com entidades locais, regionais e nacionais. O nosso objetivo passa pela capacitação contínua dos idosos e dos seus cuidadores.
Que novas estratégias ou projetos estão a ser preparados pelo Município para consolidar o trabalho já desenvolvido e, eventualmente, alcançar o grau máximo deste galardão nos próximos anos?
Entre os projetos em desenvolvimento, salientamos o Campus da Idade Maior, uma resposta inovadora, promotora de um envelhecimento ativo, saudável e feliz. Esta iniciativa aposta na saúde, na aprendizagem ao longo da vida, no estímulo das capacidades cognitivas e físicas e na promoção de estilos de vida saudáveis. Queremos proporcionar aos nossos seniores um sentimento renovado de importância, utilidade e propósito, aumentando a sua satisfação, bem-estar e qualidade de vida, e retardando a institucionalização.







