Primeira mulher a liderar os destinos de Montalegre, Fátima Fernandes inicia um novo mandato determinada a transformar os recursos endógenos do território – da agricultura e pecuária ao turismo e à economia social – em motores de desenvolvimento sustentável, coesão social e atração de talento. Assumindo como prioridade a fixação de pessoas, a valorização do estatuto de Património Agrícola Mundial e o reforço das políticas sociais, a autarca quer consolidar Montalegre como um concelho moderno, inclusivo e competitivo, capaz de seduzir jovens, empreendedores e profissionais qualificados.
Quais são os principais compromissos assumidos no início deste novo mandato, tendo em conta os desafios e as oportunidades que se colocam atualmente ao concelho de Montalegre?
Os compromissos assumidos são, com inovação, através da agricultura, pecuária, floresta, turismo, economia social, gerar desenvolvimento e economia para atrair e fixar pessoas.
Queremos potenciar a distinção que nos foi atribuída pela FAO como Património Agrícola Mundial, articulando e rentabilizando todos os recursos: antiguidade, história e cultura ancestral do território, o sistema agro silvo pastoril e o Homem no centro de tudo.
Privilegiamos as políticas sociais que ajudam à fixação demográfica e, ao nível das infraestruturas e desenvolvimento urbano, continuaremos a responder às necessidades e anseios das populações, bem como à obrigação de preservação do meio ambiente e da natureza.

Que estratégias e políticas pretende implementar para garantir a continuidade do desenvolvimento sustentável e da coesão social em Montalegre durante os próximos quatro anos?
Vamos trabalhar com todos e para todos. A relação com as associações e instituições locais é prioritária e o trabalho de proximidade desenvolvido em articulação com as Juntas de Freguesia é uma mais-valia no sentido de continuarmos a alavancar o desenvolvimento no concelho. Continuaremos a criar condições de bem-estar e qualidade de vida para os nossos munícipes com a construção de infraestruturas necessárias e a atribuição de apoios a famílias, entidades e associações, dinamizando a economia social. Privilegiamos políticas sociais que ajudem à fixação demográfica.
Valorizar o território e os seus recursos é objetivo a prosseguir, promovendo o concelho, os produtos endógenos e dinamizando o turismo – MONTALEGRE é já uma MARCA. O turismo sustentável é muito importante, promovendo-se a inovação com a valorização da agricultura. Desportos e eventos são pensados também como fator de atração. A educação, a formação e a cultura são objetivos basilares da atuação política porque são um direito de todos e garantia de desenvolvimento, inclusão social, estímulo ao pensamento crítico, ação e inovação.

Sendo Montalegre distinguido como Melhor Autarquia do Ano, na categoria Atração de Talento, como avalia o impacto que este prémio pode ter na afirmação do concelho e na mobilização de novas pessoas e competências para o território?
Esta distinção representa um reconhecimento de enorme relevância para a afirmação do concelho. Reforça a sua imagem como um território dinâmico, inovador e capaz de criar condições favoráveis para quem pretende aqui viver, investir ou desenvolver a sua atividade profissional. Valoriza as políticas públicas implementadas, como o Regulamento de Incentivos à Fixação de Médicos, e demonstra que Montalegre é um território que aposta nas pessoas, na qualificação e na atração de novas competências.
É um fator de credibilidade e confiança, essencial para mobilizar novos residentes, empreendedores e profissionais qualificados e evidencia que o município está empenhado em criar um ambiente favorável à instalação de talento, contribuindo para o reforço demográfico, para o desenvolvimento económico e para a melhoria contínua dos serviços prestados à população.
Que iniciativas e projetos serão prioritários para consolidar Montalegre como um concelho atrativo para jovens, empreendedores e profissionais, potenciando ainda mais o reconhecimento alcançado com esta distinção nacional?
Considerando que há tantas marcas identitárias no nosso território e projetos inovadores que o afirmam, temos aqui matéria mais do que suficiente para concretizar objetivos e perspetivar outros.
Conjugar natureza, identidade e gastronomia, permitiu criar eventos de grande sucesso que contribuem decididamente para o desenvolvimento do concelho e melhoria da qualidade de vida das pessoas.
A Sexta 13 e a Feira do Fumeiro são eventos de referência nacional, a que se somam atividades desportivas e lúdicas de natureza de grande adesão.
O território Património Agrícola Mundial tem visibilidade. Além de ser fator de atração para mais visitantes, há maior promoção dos produtos endógenos, acrescentando-lhes valor. A promoção deste reconhecimento é motivo de criação de emprego, contribuindo para a fixação de jovens. Além disso, o SIPAM do Barroso, enquanto centro de estudo, divulgação, investigação e de degustação de produtos locais, agrega várias iniciativas, dinâmicas e atividades de ensino e investigação que são potenciadoras de desenvolvimento, de criação de postos de trabalho e de fixação de pessoas. Promover doutoramentos e pósdocs, bem como organizar uma escola de Verão sobre os temas biológicos do Barroso com jovens de toda a Europa será a marca dos próximos anos. O mesmo se perspetiva com a construção de um centro de recursos/incubadora. Serviços de saúde de qualidade, de educação e formação, infraestruturas modernas, visibilidade territorial, produtos de excelência reconhecida, bom ambiente e boas pessoas são motivos suficientes e atrativos para escolher Montalegre para aqui viver e investir.






