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O turismo como fator de desenvolvimento

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Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, foi o orador convidado do almoço-debate promovido pelo International Club of Portugal (ICPT), que decorreu no Sheraton Lisboa Hotel & Spa, subordinado ao tema “O Turismo como fator de Desenvolvimento”.

Num discurso marcado por uma visão estratégica e integradora, Pedro Machado sublinhou o papel estruturante do turismo na economia nacional. “O PRR são 22 mil milhões de euros para cinco anos. O turismo está a gerar um PRR e meio por ano para a nossa economia”, disse o governante, referindo-se ao Plano de Recuperação e Resiliência financiado por fundos europeus.

 

 

 

Ao longo da sua intervenção, Pedro Machado destacou a importância estratégica do setor e salientou que, em 2024, Portugal já superou os níveis de turismo registados em 2019, ano considerado o melhor antes da pandemia. Segundo estimativas do Governo, este ano deverá registar um aumento entre 3% e 4% no número de turistas e um crescimento de 6% nas receitas, podendo estas atingir cerca de 30 mil milhões de euros.

Por outro lado, o Secretário de Estado rejeitou a perceção de uma excessiva dependência da economia portuguesa em relação ao turismo: “Não é verdade que Portugal esteja dependente de uma mono-indústria. O turismo é transversal a 49 atividades económicas”, afirmou, destacando o impacto em áreas como a mobilidade, agricultura, cultura e indústria transformadora.

 

 

Durante a sua alocução, também contrariou a ideia de uma eventual saturação turística: “Não, não temos turistas a mais. Temos é de distribuir melhor os fluxos, no tempo e no território”, defendeu.

Pedro Machado revelou ainda que o Governo está a preparar a nova Estratégia Nacional para o Turismo 2030, a ser apresentada em setembro, com enfoque num “triângulo” de prioridades: crescimento sustentável, qualificação da experiência turística e satisfação do visitante.

 

 

Relativamente à mobilidade, sublinhou que a maioria das entradas no país se faz por via aérea, o que reforça a urgência em resolver os problemas nos aeroportos e alargar a oferta de ligações. “A TAP está a abrir novas ligações com os Estados Unidos, México, Argentina, Austrália e Arábia Saudita”, recordou.

O governante abordou também a escassez de mão-de-obra no setor e defendeu a criação de mecanismos que facilitem a entrada de trabalhadores estrangeiros. “Já em 2019 tínhamos este problema. Hoje, 15% da população residente em Portugal é estrangeira e tem um contributo fundamental para a nossa economia”, sublinhou.

Por fim, destacou iniciativas de requalificação urbana apoiadas pelo Turismo de Portugal: “Já recuperámos vários mercados municipais e espaços de visitação. São instrumentos de política pública no terreno”, concluiu.

O almoço-debate contou com a presença de diversas personalidades do meio empresarial, político e diplomático, reforçando o papel do ICPT como fórum privilegiado de debate sobre temas estratégicos para o futuro de Portugal.

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