Filipa Antunes, filha do fundador do Pátio da Figueira, explica como uma antiga propriedade familiar, situada no coração do Oeste, evoluiu ao longo de três décadas para um projeto de alojamento e eventos que cruza turismo, produção agrícola e uma forte ligação ao tecido empresarial e social da região.
Uma casa que nasce da família e do território
O projeto nasce da iniciativa dos pais de Filipa Antunes, a partir de uma necessidade concreta da zona e de uma forte inquietação empreendedora. Situado numa estrada nacional que liga o interior à costa da região Oeste, muito próximo de Torres Vedras, o espaço começou por responder à procura de alojamento numa área em claro crescimento económico e turístico.
A propriedade pertencia a uma familiar da mãe de Filipa e incluía um edifício habitacional e um antigo palheiro. A antiga casa deu origem à primeira unidade de quartos e o palheiro foi adaptado para sala de refeições, mantendo o pé-direito alto e as linhas originais. Desde o início, a família procurou preservar a identidade do lugar, conciliando memória arquitetónica com funcionalidade contemporânea.


A aposta nos eventos como complemento natural
A criação da área de eventos surge como consequência direta do crescimento da unidade e da valorização dos espaços exteriores. Atualmente, o projeto acolhe jantares e almoços corporativos, aniversários, festas na piscina e casamentos de pequena dimensão.
A proposta passa por eventos informais, de pequena escala e com forte proximidade entre anfitriões e convidados. Para Filipa, trata-se de partilhar um espaço cuidado ao longo de décadas e de responder a um tipo de procura que valoriza ambientes familiares e experiências personalizadas.
Agricultura, produção própria e novos projetos
Para além do alojamento e dos eventos, o Pátio da Figueira integra-se num ecossitema empresarial mais alargado que inclui a construção civil e a agricultura. São explorados cerca de 30 hectares de vinha e olival, numa lógica de complementaridade entre atividades.
O azeite utilizado na unidade é de produção própria, assegurando um circuito curto entre a terra e a mesa. A médio prazo, está também previsto o desenvolvimento de um projeto de vinho, que permitirá reforçar a ligação entre turismo, território e produção agrícola.
Filipa admite ainda a possibilidade de virem a ser integrados projetos ligados à área da saúde e do bem-estar, aproveitando a sua formação em fisioterapia e o percurso académico dos irmãos.
Pessoas, equipas e responsabilidade social
Entre turismo, agricultura e construção, o grupo assegura entre 30 e 40 postos de trabalho. Uma parte significativa da equipa é composta por colaboradores estrangeiros, o que implica um trabalho permanente de integração cultural, apoio na regularização e acompanhamento das famílias. A criação de condições de estabilidade, a preocupação com a integração escolar dos filhos e o respeito pelas diferentes culturas fazem parte, segundo Filipa, da responsabilidade social que a empresa assume no território onde opera.
Consolidar, qualificar e acrescentar valor
O futuro do Pátio da Figueira passa por consolidar o que já existe, reforçar a área dos eventos, valorizar a produção própria de azeite e desenvolver, de forma sustentada, o projeto vínico e as novas áreas ligadas à saúde e ao bem-estar. Mais do que crescer em dimensão, Filipa Antunes sublinha a importância de continuar a acrescentar valor, mantendo a proximidade com os clientes, a ligação à terra e o espírito familiar que marcou o projeto desde a sua origem.







