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Martínez defende Ronaldo e traça rumo ao Mundial

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Num almoço-debate promovido pelo International Club of Portugal, Roberto Martínez abordou temas centrais da atualidade da seleção nacional, defendendo Cristiano Ronaldo das críticas recentes e destacando a importância da liderança e clareza no rumo ao Mundial2026. 

Roberto Martínez foi o convidado especial do mais recente almoço-debate do International Club of Portugal, onde falou sobre “Liderança, Honestidade e Clareza”, mas o encontro rapidamente se transformou num amplo balanço sobre o presente da seleção portuguesa. Perante empresários, dirigentes e várias figuras do setor empresarial, o selecionador respondeu a todas as questões sem reservas, com Cristiano Ronaldo a ocupar um lugar inevitável no centro da conversa.

No dia em que o capitão português era esperado na Casa Branca para um encontro com Donald Trump, Martínez classificou esse reconhecimento internacional como uma “boa notícia para Portugal”, sublinhando o papel do avançado como figura global. “Cristiano representa a seleção e o povo português, esteja onde estiver”, afirmou, reforçando que o camisola 7 continua a ser um exemplo de profissionalismo e compromisso. O técnico voltou ainda a reagir às críticas que surgiram depois da vitória por 9-1 sobre a Arménia, encontro em que Ronaldo não esteve presente: “Falou-se dos nove golos sem o Cristiano, mas ele marcou 25 nos últimos 30 jogos. Não há outro ponta de lança nesse nível”.

A ausência do jogador no Dragão, no jogo que garantiu o apuramento para o Mundial2026, também foi tema, mas Martínez foi categórico ao afastar dúvidas. “Ninguém pode colocar em causa o compromisso do Cristiano. Vinte e dois anos de seleção não são por acaso”.

Entre perguntas incisivas dos presentes, Roberto Martínez abriu igualmente a porta a possíveis escolhas para o ataque caso a FIFA confirme uma lista de 26 convocados. Paulinho, André Silva e Fábio Silva surgem como alternativas reais a juntar-se ao habitual duo Gonçalo Ramos–Ronaldo. Já sobre casos como Pote, Trincão ou Quenda, o selecionador garantiu total neutralidade: “O selecionador não tem camisola. As decisões são para ganhar jogos”. 

O almoço permitiu ainda a Martínez uma aproximação ao tecido empresarial português, algo que fez questão de valorizar. “Foi uma oportunidade para aprender mais sobre o nosso povo. Senti paixão e honestidade em todas as perguntas”.

Com o apuramento garantido e um jogo particular frente aos Estados Unidos já alinhado para março de 2026, Portugal segue agora o caminho de preparação para um Mundial que, nas palavras do selecionador, deve ser encarado com ambição, responsabilidade e… liderança, dentro e fora de campo.

Num encontro marcado pela transparência e pelo diálogo direto, Roberto Martínez deixou claro que a união entre equipa, adeptos e instituições será determinante para os desafios que se aproximam. A confiança no grupo e a valorização das suas figuras-chave reafirmam a visão de um selecionador focado no futuro e na construção de uma seleção forte e coesa.

 

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