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Moedas quer continuar projeto para Lisboa

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No almoço-debate organizado pelo International Club of Portugal, realizado no dia 1 de outubro, no Sheraton Lisboa Hotel & Spa, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e Candidato da Coligação PSD/CDS-PP/IL, Carlos Moedas, falou sobre os desafios e o futuro da cidade no tema “Lisboa, o muito que foi feito e o que há para fazer”. O encontro abordou áreas como inovação, habitação, mobilidade, higiene urbana e sustentabilidade.

O atual presidente da Câmara de Lisboa e candidato da coligação PSD/CDS-PP/IL, Carlos Moedas, afirmou que está “a meio” do projeto que tem para a cidade e que pretende continuar nos próximos quatro anos, sublinhando que não se candidata contra ninguém.

As declarações foram feitas no almoço-debate organizado pelo International Club of Portugal, intitulado “Lisboa, o muito que foi feito e o que há para fazer”. Moedas destacou o trabalho desenvolvido ao longo do último mandato, assente na construção de um estado social local, que inclui desde o apoio à habitação até um plano de saúde para idosos.

 

 

O candidato mencionou a retirada de “mais de 500 tendas da cidade”, incluindo junto à Igreja dos Anjos, com soluções de realojamento que evitaram que muitas pessoas ficassem na rua. “Muitas pessoas não queriam que a situação se resolvesse”, afirmou, sublinhando que atualmente a câmara dispõe de uma equipa que trabalha 24 horas por dia com a população sem-abrigo. “Se uma cidade não tem paz social, se não tem um estado social local, que ajude as pessoas, essa cidade pode ter tudo o resto, mas não tem o essencial, que é a harmonia entre as pessoas”, disse Moedas, acrescentando que “a realidade é muito mais importante do que a ideologia”.

O autarca reforçou que cuidar das pessoas também permite “a capacidade de sonhar”, destacando projetos como a Fábrica de Unicórnios e investimentos na cultura, com novos museus e teatros, contribuindo para uma cidade “com alma”.

Durante o evento, que contou com a presença de empresários e de Joaquim Miranda Sarmento — “como amigo, não como Ministro das Finanças” —, Moedas respondeu a questões sobre imigração, licenciamentos urbanísticos e taxa turística.

Nos primeiros dias de campanha, a candidatura “Por ti, Lisboa” tem privilegiado a comunicação em ambientes controlados, sem responder a jornalistas, embora esteja a realizar ações de contacto direto com a população. “É um verdadeiro privilégio servir os lisboetas”, afirmou, reforçando que o seu projeto para Lisboa é “concreto” e que está “empenhado 24 horas por dia”. Apelou ainda à participação dos cidadãos nas eleições autárquicas de 12 de outubro, para escolherem entre “um retrocesso” ou a continuação do projeto iniciado em 2021.

 

 

 

Entre os desafios que pretende enfrentar, Moedas apontou o lixo, justificando a situação atual pela “desresponsabilização política” após a descentralização de competências para as juntas de freguesia e pela governação “em minoria”. Caso seja reeleito, propõe aumentar a recolha de lixo indiferenciado de três para seis dias por semana e lançar o canal “WhatsApp do Lixo”, que permitirá responder em tempo real aos pedidos dos lisboetas.

O candidato comprometeu-se também a reforçar a segurança, com mais videovigilância e polícias, defendendo que a Polícia Municipal deve poder deter suspeitos e encaminhá-los para a esquadra, sem assumir funções de polícia criminal.

Entre outras medidas, Moedas anunciou intervenções no Parque Florestal de Monsanto, Parque Papa Francisco e Tapada das Necessidades, a construção de habitação nos “250 hectares que estão parados há 20 anos entre o Vale de Chelas e o Vale de Santo António”, a reabilitação de 710 casas no centro histórico para jovens, a redução de metade das 476 taxas municipais e a continuação da devolução de 5% do IRS aos lisboetas.

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