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Justiça com equilíbrio e paixão

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Aos 66 anos, Fernanda Oliveira é Advogada em prática individual e Agente de Execução. Começou na área das ciências, passou pela Portugal Telecom, mas encontrou na justiça a sua verdadeira vocação.

Da Ciência ao Direito

Com um percurso inicialmente virado para a área científica, Fernanda sonhava com a psiquiatria. No entanto, a impossibilidade de conciliar as disciplinas práticas com o trabalho levou-a a reconsiderar. Voltou atrás, trocou as Ciências pelas Humanidades e ingressou no curso de Direito. Foi aí que tudo mudou. “Ingressei em Direito, porque era a única disciplina que, por assim dizer, me chamava a atenção e achava alguma utilidade. E fui tirar Direito, apaixonei-me pelo Penal e achava que iria para Procuradora”, conta a advogada.

 

Fernanda Oliveira, Advogada e Agente de Execução

 

Advocacia com Duas Faces

Fernanda exerce advocacia em prática individual, uma escolha que reflete a sua independência e visão própria da profissão. Após mais de uma década dedicada exclusivamente à área civil, decidiu alargar o seu campo de ação. “Fazia só civil, abandonei um pouco a parte penal, mas depois de 10 a 15 anos a exercer, fiz a formação de agente de execução e comecei a conciliar as duas atividades”.

Atualmente, está a concluir uma especialização em Master em Relacionamentos, com o mentor Eduardo Torgal, como forma de abrir um novo nicho de atuação. “Não é uma nova profissão, mas uma nova vertente dentro da advocacia”.

Este novo caminho nasce de uma convicção profunda: “Tenho experiência, tenho mercado, mas agora quero tranquilidade e quero deixar alguma coisa feita. Quero colocar ao serviço da justiça e dos relacionamentos tudo aquilo que fui fazendo até aqui”.

A paixão pela advocacia rapidamente se estendeu à atividade de agente de execução. Com uma forte ligação à área civil, percebeu que poderia contribuir ainda mais para a justiça no terreno. “Gosto de estar com as pessoas, de percorrer o país, de fazer justiça dentro das casas, nas fábricas, nos bastidores da vida real”, afirma. Acredita firmemente que é possível defender os interesses de uns sem prejudicar os outros. “A equidade está em mim. É isso que pratico todos os dias”.

“Não vejo obstáculos, vejo objetivos”

Fernanda recusa a ideia de que a sua vida tenha sido marcada por dificuldades. “Não considero que tenha tido obstáculos. Para mim, o verdadeiro desafio é não saber o que se quer”.

O seu percurso é exemplo disso: trocou uma carreira estável, com boas condições numa empresa pública, para abrir sozinha o seu escritório. “Nunca trabalhei com ninguém da família. Quando saí da Telecom, negociei um pé-de-meia para começar com dignidade, sem depender de ninguém. Foi uma escolha, não um sacrifício”.

A capacidade de gerir tudo, carreira, estudos e família vem de uma filosofia muito clara: método e amor. “Eu sou polivalente. Faço tudo por amor”. Mesmo nos tempos exigentes do início da carreira, com um emprego a tempo inteiro e estudos à noite, nunca descurou a vida pessoal. “Nunca faltei às aulas, mas também nunca deixei de ter um jantar romântico. Ao fim de semana era esposa, não estudante”.

Conhecimento, Relações e o Futuro

Fernanda traça objetivos que vão além da advocacia: quer deixar legado. “O que quero é transmitir o que fui aprendendo, deixar ficar esse conhecimento”. Essa vontade é também pessoal. “Quero conhecer-me melhor. Estou a entrar numa nova fase em que acredito verdadeiramente na importância dos relacionamentos”.  A meta de Fernanda é clara: transformar décadas de experiência em conhecimento útil, aplicável e transmissível. “O meu filho não quer seguir esta área, é das matemáticas. Mas o que faço vai ficar. Outros virão, se transformarão e continuarão. Quero seguir com a vida, dando mais de mim, e transformando o que sei em algo maior”. Com os pés na justiça e o olhar no afeto, Fernanda propõe um novo caminho para o direito: mais humano, mais atento e mais transformador.

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