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Da infância ao palco na origem da Dream Dancing

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A paixão pela dança, cultivada desde a infância, evoluiu para a criação de uma escola sólida, inclusiva e reconhecida. A Dream Dancing é hoje um projeto vibrante, marcado pelo ritmo, pela técnica e pela criatividade, que alia excelência artística a um forte compromisso com a comunidade. A sua fundadora, Bárbara Vieira, partilha como enfrentou desafios e superou obstáculos para transformar um sonho de criança numa realidade que inspira e transforma vidas.

Uma ideia que ganhou corpo

“Vi que cresceu com cinco alunas e agora… já tem mais de 170 e várias modalidades”. Esta frase resume a evolução da Dream Dancing desde o seu início modesto até à atual dimensão. A ideia surgiu quase por acaso, inicialmente como uma atividade lúdica entre amigas de infância, mas a paixão pela dança rapidamente consolidou-se como um compromisso sério.
Nos primeiros passos sentiu “dificuldades enquanto mulher em fazer acreditar no nosso projeto. O facto de ser dança, de ser considerada uma área feminina, uma ‘coisa de menina’, parecia dar a ideia de pouca consistência ou seriedade. Mas a brincar às vezes fazem-se coisas muito, muito sérias e, portanto, não foi um processo fácil”. Persistiu, contudo, apostando numa visão mais humana e inclusiva do que meramente competitiva.

 

Bárbara Vieira, Fundadora

 

 

Uma escola para todos e para a comunidade

A Dream Dancing expandiu-se não apenas em número de alunos ou estilos de dança, como dança contemporânea, ballet, hip-hop e fitness, mas também em abrangência social. Atualmente, a escola conta com dezenas de parcerias com creches e jardins-de-infância, além de programas de férias e atividades culturais. “As nossas aulas são para todos. Temos crianças, incluindo algumas com necessidades educativas especiais, que frequentam e adoram”. Uma dessas crianças, cuja mobilidade estava sob suspeita, “começou a dar passinhos” nas aulas, um triunfo que Bárbara considera “sem dúvida, o mais gratificante de tudo”.

Liderar com sensibilidade e visão

Sem formação prévia em liderança, Bárbara apostou na aprendizagem contínua para gerir a Dream Dancing. Hoje, descreve a direção da escola como um processo colaborativo: “todas as nossas decisões são tomadas em conjunto” com a equipa. Destaca também a importância de dar voz a quem trabalha no projeto, promovendo sentido de pertença e colaboração.
Sobre o papel da mulher numa área frequentemente estigmatizada como pouco séria ou “coisa de menina”, Bárbara Vieira confessa que foi “uma grande batalha mostrar que a dança é algo muito sério e que pode trazer muitos benefícios, apesar de não serem quantificáveis”. A fundadora sublinha que, muitas vezes, os projetos ligados à dança são avaliados apenas por resultados numéricos, esquecendo o impacto positivo que estas atividades têm no bem-estar, no desenvolvimento pessoal e na confiança das crianças, jovens e até adultos que participam nas aulas. Para Bárbara, afirmar a seriedade e o valor pedagógico da dança tornou-se tão importante quanto ensinar os próprios passos de dança.

 

 

Olhar para o futuro sem perder raízes

Futuramente, a principal ambição passa por consolidar a relação com os alunos existentes e continuar a chegar a mais pessoas: “mais importante do que criar novos alunos é manter aqueles que já temos”. A intenção é expandir a atuação da Dream Dancing para outras comunidades e inspirar outras escolas com o seu exemplo.
Sonha com aulas acessíveis, inclusivas e contínuas, para crianças, jovens e adultos, mantendo sempre o espírito de comunidade que sustentou tudo desde o início: um espaço onde a dança é, antes de mais, um veículo de bem-estar, crescimento e união.

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