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Do nome próprio à marca sólida

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Fundada por Carlos Conceição, a Fase Criativa nasceu da experiência técnica e da visão de criar uma empresa onde a marca e a cultura empresarial se sobrepõem ao nome do fundador. Com mais de 30 colaboradores, a empresa destaca-se pelo planeamento rigoroso, inovação e foco na satisfação do cliente, consolidando-se em setores estratégicos como habitação, terciário, industria e instalações técnicas.

Do nome próprio à marca reconhecida

Carlos Conceição começou em nome individual em 2010, motivado pela vontade de preencher lacunas que observava nas empresas por onde passou. “Aprendi muito de como não se devem fazer algumas coisas a nível de gestão de recursos humanos e gestão de cliente, através do que via, achava que podia fazer melhor. Quando abri atividade em nome individual, comecei a ter clientes, e percebi que preenchia bem essa lacuna do mercado, tinha sucesso e o negócio começou a crescer”, conta. A formalização da empresa como Fase Criativa em 2013 foi estratégica: não queria que a empresa funcionasse em torno do seu nome, mas sim de uma marca sólida. “Hoje em dia, as pessoas já não sabem bem quem é o Carlos Conceição, conhecem a Fase Criativa, quando ligam para a empresa, querem falar com alguém da Fase Criativa. Isso é que é importante, a empresa tornou-se uma marca, isso libertou-me para gerir essa marca, essa empresa e as pessoas que a compõem, para que essas mesmas pessoas estejam em sintonia com esse conceito e essa cultura que sempre quis instalar”, explica.

Desde então, a Fase Criativa tem-se destacado não só pela execução técnica, mas também pela forma como constrói relações sólidas com clientes e colaboradores. Carlos explica que o foco está sempre na consistência ao longo do tempo e na qualidade: “O nosso objetivo é que, independentemente do projeto ou do cliente, a experiência seja sempre a mesma. Isso exige planeamento, acompanhamento contínuo e as equipas alinhadas com os valores da empresa”.

 

Carlos Conceição, CEO

 

 

Cultura, consistência e resiliência: o segredo do sucesso

O espirito de equipa e a satisfação do cliente, segundo Carlos, vêm de uma cultura sólida, aplicada em todas as equipas, apoiada em reuniões semanais, planeamento, formações internas, convívios, conversas informais de alinhamento. “Todos dentro da empresa sabem quais são os objetivos a curto, médio e longo prazo e percebem que temos princípios e conceitos que têm de ser respeitados. Isso faz com que possamos apresentar resultados consistentes ao cliente ao longo do tempo”, afirma. O controlo de qualidade é garantido através dos chefes de equipa que são apoiados pelos diretores de obra com supervisão direta, eles funcionam como “os meus olhos e voz” na gestão em cada projeto. Ajustes contínuos e comunicação constante permitem manter a excelência em todos os projetos, e muitos são extremamente desafiantes, como uma remodelação que fizemos da loja Espaço Casa em apenas 15 dias ou mudanças de quadros elétricos em hospitais à noite, mantendo as instalações prontas para o público no dia seguinte, remodelações de balcões Novo Banco, feitas com os balcões em funcionamento, entre outros.

Planeamento, atitude e reconhecimento

Carlos explica que o sucesso não depende apenas de execução técnica, mas também de planeamento financeiro e atitude proativa: “As obras começam antes mesmo de começarem efetivamente no terreno: planeamento, fluxo de caixa, compras bem feitas, materiais disponíveis e atitude proativa das equipas. É um ciclo virtuoso”.

O reconhecimento externo, como o PME Excelência, é valorizado, mas não é o motor principal. “O Estado não cuida bem das empresas PME. O prémio acaba por ser uma consequência de o mercado rever em nós uma mais-valia, de lhe acrescentarmos valor. A chave do sucesso para a empresa é oferecer um trabalho de excelência ao longo do tempo de uma forma consistente ao cliente”, comenta.

 

 

 

Equipa e talento: o ativo mais valioso

Para Carlos, o sucesso da Fase Criativa depende das pessoas. Com mais de 30 colaboradores, a gestão da equipa é um desafio diário, equilibrando juventude e experiência, motivação e capacidade técnica. “Libertar-me da execução direta e passar a ser líder significa perceber que o nosso ativo são as nossas pessoas. Não é o número de carros ou um armazém bem equipado; são as pessoas que executam o trabalho de forma consistente ao longo do tempo, e para isso acontecer, têm de se sentir bem no grupo, estarem felizes”, afirma.

A empresa mantém uma cultura forte, onde os mais experientes ajudam a integrar os novos e cada membro entende a importância do planeamento, da atitude proativa e da entrega de resultados. A diversidade também é valorizada: portugueses, brasileiros, angolanos, cabo-verdianos e ucranianos trabalham em conjunto, desde que se alinhem com a cultura da empresa. Carlos frisa que a retenção de talento é muito difícil, mas também muito importante e felizmente essa base tem-se mantido, porque a felicidade da equipa é essencial para que isso aconteça, para o sucesso coletivo.

Formação contínua e desafios constantes

A formação continua tem de ser um dos pilares da sustentabilidade da empresa, mudámos recentemente de instalações, que para além de nos dar capacidade de crescimento em número de equipas, capacidade de stock, gabinete de projeto, também nos capacitou com condições de podermos fazer formações internas, workshops, entre outros. Depois também cada projeto representa um desafio único, evitando a monotonia e mantendo a equipa motivada, mais do que formações teóricas os desafios diários e a forma de os resolver trazem-nos bagagem, acaba por ser uma “escola” a Fase.

A empresa aposta em tecnologia para otimizar processos, incluindo o uso de uma aplicação própria para gerir os pedidos de material, as documentações para o  acompanhamento das obras, facilita bastante, a tecnologia agiliza a logística, reduz desperdícios e permite que os chefes de equipa se concentrem na execução, na equipa e no cliente, espero a curto prazo poder otimizar ainda mais esse setor importante através da Inteligência Artificial.

 

 

Visão de longo prazo e projetos futuros

Olhando para o futuro, a Fase Criativa quer continuar a crescer de forma sustentada, com passos firmes e consistentes. A estratégia passa por consolidar a produção, expandir mais para setores estratégicos como o terciário a industria e até talvez entrar noutro sector de atividade como complemento ao elétrico, mas é uma questão que  não me quero alongar aqui, isto sempre com humildade e os pés bem assentes na terra, respeitando as pessoas da Fase, os parceiros e os clientes”.

 

 

 

Equilíbrio entre trabalho e paixão pelo empreendedorismo

Carlos defende hoje que empreender não deve significar sacrificar a vida pessoal, mas sim encontrar formas de alinhar os dois mundos. “É preciso gostar daquilo que se faz, mas também perceber quando é altura de parar, de estar com a família ou simplesmente de descansar. Uma empresa só é saudável quando o seu líder também o é”, partilha.

A paixão pelo empreendedorismo mantém-se como motor principal, mas agora acompanhada por uma maior maturidade na forma de encarar os desafios. “No início, trabalhava 14 ou 15 horas por dia, tinha de fazer o que tinha de ser feito para o negócio começar a crescer, para escalar, achava que era capaz com o mundo, mas muitos anos nesse tipo de rotina e com o acumular de stress e ansiedade, tive de abrandar o ritmo e reestruturar a empresa, ganhar “alavancagem”. Hoje, sei que chegar mais longe implica partilhar responsabilidades, confiar na equipa e dar espaço para que todos cresçam”. Para Carlos, a evolução da Fase Criativa é também a sua evolução pessoal: uma caminhada marcada por resiliência, aprendizagem constante e a certeza de que o verdadeiro sucesso está em construir algo sólido, que perdure e faça diferença para clientes, colaboradores e comunidade. Mais recentemente abriu um outro projeto, a Outra Fase Investimento, que vem também cobrir uma lacuna no mercado de aluguer de quartos para estudantes, um projeto onde adquire habitações num estado degradado, faz a sua reabilitação, sempre com um cunho pessoal, sempre inspirado num tema, que faça lembrar a cidade local Caldas da Rainha, onde o objetivo é trazer valor para a comunidade.

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