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Dinamismo e confiança no futuro

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Ricardo Pinteus, Presidente da Câmara Municipal do Cadaval, aposta no desenvolvimento do concelho com foco na qualidade de vida da população, sustentabilidade agrícola, promoção turística e inovação económica. Com projetos estruturantes em curso, o objetivo é unir esforços para enfrentar desafios e consolidar o Cadaval como referência na Região Oeste.

Até agora vice-presidente da Câmara Municipal do Cadaval, Ricardo Pinteus, é o novo presidente deste órgão executivo. Quais serão as suas principais prioridades enquanto Presidente da Câmara do Cadaval?

Em primeiro lugar quero deixar uma mensagem de confiança a todos os Cadavalenses e reafirmar o meu empenho pessoal e do executivo que agora lidero, na prossecução do desenvolvimento do nosso concelho.

Embora já conheça bem a autarquia, sei também que existem sempre oportunidades de melhoria, portanto uma das prioridades será melhorar ainda mais as respostas que a Câmara Municipal dá à população nas mais diversas áreas pelas quais é responsável.

Neste sentido, estamos a trabalhar para que, até ao verão deste ano, parte dos serviços da autarquia passem para o novo edifício de serviços, o que irá proporcionar melhores condições de trabalho para todos os funcionários. Para além disso, existem diversos projetos que já estavam em andamento, a que pretendo dar prioridade, nomeadamente na área da saúde, pois é uma das áreas que, não sendo matéria da responsabilidade da autarquia, são, na minha opinião, prioritárias na medida em que são uma necessidade da população. E nós estamos cá para dar resposta a problemas e preocupações reais da população, mesmo que a competência legal seja de outras entidades.

No essencial, conto com todos, funcionários da autarquia, instituições locais, entidades do Estado, empresas e população, para levar esta missão a bom porto, pois se ela tiver sucesso, todos teremos sucesso e o Cadaval sairá a ganhar de certeza.

 

Ricardo Pinteus, Presidente da Câmara Municipal do Cadaval

 

A agricultura é um setor fundamental para o Cadaval. Que iniciativas estão previstas para apoiar os produtores locais e promover a sustentabilidade no setor?

A partir de agora o Cadaval passa a contar com uma vereadora, engenheira agrónoma reconhecida no setor, para me ajudar a desenvolver a área de Agricultura e Desenvolvimento Rural e Desenvolvimento Económico e Empresarial, o que será uma mais valia para o setor e para o concelho. Um dos projetos que já estava em desenvolvimento e que terá atenção redobrada da nossa parte é o “Aproveitamento Hidroagrícola e Multifuncional das Bacias Hidrográficas do Rio Real e do Rio Bogota no concelho de Cadaval”, cujo estudo prévio está em fase de conclusão e que agora precisa do acompanhamento e do envolvimento dos principais interessados que são os agricultores e as suas associações. No resto, queremos ouvir as associações de agricultores e os agricultores, pois embora tenhamos uma ideia sobre esta temática, é preciso envolver quem conhece bem o setor e vive diariamente com as suas problemáticas. Só em conjunto é que poderemos promover a sua sustentabilidade.

O Cadaval tem um património natural e cultural rico. Que projetos estão planeados para valorizar e preservar esses recursos?

Existem diversas iniciativas de âmbito cultural que têm sido promovidas com sucesso, que têm espaço para serem melhoradas e iremos focar-nos nessas possibilidades. Quanto ao património natural, nunca podemos pensar nele sem pensar na Serra de Montejunto e em todo o potencial que aquele património natural encerra em si mesmo.

Existe neste momento um problema que merece toda a nossa atenção, pois da sua resolução dependem os investimentos em curso neste espaço.  Há mais de um ano que não temos sistema de bombagem de água para a serra, toda a água que é consumida é transportada pelos carros dos Bombeiros, uma vez que a Força Aérea não resolve o problema que é na sua estrutura.

Existem diversos investimentos que estão em curso, como os bungalows no parque de campismo, mas, de facto, é urgente resolver este assunto do fornecimento de água à serra que se arrasta há tempo demais.  Uma das iniciativas que está em curso e na qual deposito muita esperança como alavanca à dinâmica turística e económica que pretendemos implementar no concelho, são os “passadiços de Montejunto” que serão decerto importantes para a promoção do turismo. Julgo que este projeto terá uma importância acrescida, não só para a economia do concelho, mas de toda a região.

 

Em termos de infraestruturas e mobilidade, quais são as principais áreas de intervenção previstas para o município?

Neste momento já está em curso um grande investimento na área da manutenção de vias de comunicação, com a construção de valetas de cimento em todas as freguesias e a asfaltagem das estradas que não se encontram nas melhores condições.

Na área da mobilidade, temos também em curso um plano para tornar todos os edifícios públicos acessíveis e sem barreiras físicas.

Ainda no que respeita à mobilidade, o Município do Cadaval aderiu desde a primeira hora ao plano de mobilidade do Oeste, comparticipando na mobilidade inter-regional, que permite que o passe mensal de transporte rodoviário nas operadoras entre o Cadaval e Lisboa, por exemplo, seja de 40 euros, e que dentro da região seja gratuito para todos. Este significativo investimento do município engloba ainda o passe  totalmente gratuito, para estudantes, também nas carreiras inter-regionais.

 

 

O Município do Cadaval está a investir 1,6 milhões de euros em habitação social. Quais são os principais objetivos deste investimento e que impacto espera que tenha na qualidade de vida das famílias beneficiadas?

Este projeto, que começou com um levantamento de famílias que residiam no concelho em condições consideradas precárias, algumas delas com criança menores, permitiu a que a autarquia pudesse ter acesso a financiamento para a construção de casas que, se espera, respondam às necessidades levantadas. O que é importante que aconteça, é que este significativo investimento público ajude a transformar a vida destas pessoas, melhorando a sua qualidade de vida e dando dignidade a todos os habitantes do concelho, sem exceções.

A educação e o apoio social são pilares importantes para qualquer comunidade. Que medidas estão a ser planeadas para melhorar a qualidade de vida da população do Cadaval?

Estamos neste momento a terminar o diagnóstico social do concelho, que nos vai ajudar a perceber como estamos deste ponto de vista, o que é importante para prepararmos as nossas respostas sociais que, estando já a ser dadas, podem e devem ser melhoradas.

Na área da educação, estamos a trabalhar em estreita parceria com o Agrupamento de Escolas, dentro das competências que foram transferidas para a autarquia e vamos, uma vez mais, fazer uma forte aposta na componente do Serviço de Apoio à Família, reforçando o programa “Férias na Escola”.

Este programa revelou-se uma mais valia para as famílias com filhos em idade escolar e o objetivo é apostar nestas respostas, que vão ao encontro das necessidades reais das pessoas. Uma outra iniciativa que está em curso, embora ainda vá demorar a estar concretizada pois nunca será exequível em pouco tempo, uma vez que se trata de obras de construção civil, será habitações de renda acessível, essencialmente para jovens, que estamos a projetar. Será sem dúvida um complemento às ofertas que estão a ser criadas pelos privados, mas que neste momento sabemos, são insuficientes.

 

 

Como pretende posicionar o Cadaval no contexto da Região Oeste? Existe alguma estratégia específica para reforçar a colaboração com os outros municípios da região?

O Município do Cadaval está integrado na estratégia conjunta da Comunidade Intermunicipal do Oeste, portanto a colaboração com os outros municípios da região é total. No entanto teremos sempre de nos afirmar na região, essa afirmação faz-se com aquilo que o concelho tem para oferecer e que os outros não têm. O meu objetivo é reforçar a nossa capacidade de retenção de talentos e dos empreendedores que escolheram o Cadaval para investir e de atração de novos investidores, para isso pretendo criar condições para oferecer o que precisam, nomeadamente com implementação de novas áreas para fixação de empresas.

Quais considera serem os principais desafios da Região Oeste, e como o Cadaval poderá contribuir para os superar?

Os desafios são muitos, começando por um dos desafios que afeta um pouco todos em geral, que está relacionado com o problema fitossanitário dos pomares de pêra rocha, o fogo bacteriano, até à questão do envelhecimento da população.

Se por um lado, o primeiro está relacionado com a principal atividade económica do concelho e da região, a agricultura, o outro traz outras questões associadas, como o caso da imigração, para a qual teremos todos de estar preparados para uma boa integração, pois vamos precisar dela. A falta de mão de obra em todos os setores de atividade é uma evidência e é preciso planear neste aspeto. A questão da resposta na saúde, ou a falta dela é também um desafio, e o novo Hospital do Oeste, embora ainda esteja a muitos anos de distância, não resolve o problema que temos a curto prazo.

Portanto os desafios são muitos e cá estaremos para poder responder aos anseios da população.

Com a recente distinção do Geoparque Oeste pela UNESCO, o Cadaval está posicionado para maximizar os benefícios desta honra, promovendo o turismo e a investigação científica nas suas formações geológicas únicas? Como é que o Cadaval planeia atrair ainda mais visitantes e promover o seu património local?

Sem dúvida que esta distinção traz mais visibilidade à região e com isso mais turismo e atividade económica, também ao Cadaval.

No entanto, qualquer oferta neste setor terá de ser sempre integrada e numa lógica de região, para ser séria.

Temos os valores naturais, agora temos de atrair os operadores e os investidores para a componente de oferta turística, e esse é o desafio que assumimos ao colocar a região no mapa mundial. Uma componente que me interessa é a investigação científica, e aqui a Serra de Montejunto, pode ter, uma vez mais, um papel fundamental na atração, por exemplo, de um centro de investigação na área geológica.

 

 

De que forma a Câmara do Cadaval está a trabalhar com entidades regionais para potenciar o desenvolvimento económico e sustentável da região?

Ainda na semana passada estivemos, em conjunto com os outros municípios do Oeste na Feira de Turismo de Madrid, isso é um exemplo de articulação na atração de pessoas para a região.

Por outro  lado estamos integrados em todas as iniciativas regionais e fazemos parte das principais entidades e associações da região.

Tão ou mais importante é a afirmação do nosso concelho e o seu desenvolvimento, pois se formos competitivos, teremos sempre um lugar de destaque que ajudará a região a potenciar de forma sustentável o seu desenvolvimento económico.

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