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Dialogus: dar voz ao bem-estar

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Na Dialogus, cada detalhe foi pensado para cuidar da pessoa como um todo. Fundada e dirigida por Cláudia Correia, esta clínica multidisciplinar alia ciência, empatia e escuta ativa para promover o equilíbrio físico, mental e emocional. Mais do que um espaço de tratamento, é um refúgio de acolhimento, onde a comunicação é vista como o ponto de partida para uma vida mais plena e saudável.

Um projeto que nasce da paixão e da escuta 

Sob a direção da Cláudia Correia, terapeuta da fala com mais de 15 anos de experiência, a Dialogus nasceu com um propósito claro: criar um espaço de saúde verdadeiramente integrado, onde cada pessoa é acolhida, compreendida e acompanhada de forma humana. “Mais do que tratar sintomas, queremos cuidar das pessoas”, afirma Cláudia. “Cada paciente que entra na Dialogus é ouvido na sua totalidade e não só na queixa com que chega, mas em tudo o que o rodeia: o que sente, como vive, o que o preocupa. É isso que nos distingue”. A clínica oferece uma vasta gama de serviços, desde terapia da fala, medicina geral e familiar, psicologia, nutrição, audiologia, acupunctura, osteopatia e consulta do sono reunindo uma equipa multidisciplinar que trabalha em sintonia para promover o bem-estar físico, mental e emocional. 

 

Claúdia Correia, Fundadora e Terapeuta da Fala

 

Terapia da fala: a voz como espelho da vida 

A paixão de Cláudia pela terapia da fala é o coração do projeto. “O ar que sai dos pulmões passa pelas pregas vocais e produz o som. Mas o que molda esse som são as cavidades como faringe, nariz, boca. É incrível perceber como pequenas alterações nos nossos articuladores podem transformar a forma como a voz é percecionada”, explica. Fala com entusiasmo sobre a ligação profunda da voz à identidade: “Trabalhamos com crianças que estão a aprender a comunicar e com adultos que, por motivos de saúde ou profissionais, precisam de reaprender a usar a sua voz. A voz é quem somos, perder a voz é perder a nossa identidade”. 

Cláudia recorda emocionada os casos mais marcantes: “Tive pacientes que tiveram que retirar a laringe por possuir lesões graves. Esses pacientes riem, choram e não há som que acompanhe a emoção. Têm de comunicar por usar uma voz esofágica. Quando passam a fazer som, é uma sensação indescritível. Há muita emoção nessa sessão. É por isso que faço o que faço”. 

A clínica acompanha também profissionais da voz: professores, advogados, jornalistas, cantores e oradores ajudando-os a preservar e fortalecer o seu principal instrumento de trabalho. “Um advogado que perdeu a mobilidade de uma prega vocal pode reaprender a falar e voltar à sua atividade. Um professor pode aprender a projetar a voz sem esforço. A prevenção e a consciência vocal são fundamentais”, sublinha. 

Cuidar desde o primeiro sopro 

Na Dialogus, o acompanhamento pode começar logo nos primeiros dias de vida. Cláudia Correia traz consigo uma vasta experiência em unidades de cuidados neonatais, onde acompanhou bebés prematuros. Nesses casos, o trabalho de um terapeuta da fala é fundamental para estimular o tónus muscular e a coordenação respiração, sucção, deglutição, assegurando que o bebé consiga fazer uma sucção eficaz e iniciar alimentação com segurança.  

À medida que a criança cresce, as necessidades evoluem e o acompanhamento adapta-se a cada fase. Problemas aparentemente simples como a dificuldade em mastigar, engolir determinados alimentos ou lidar com certas texturas podem ter impacto direto na fala e na articulação das palavras. Na Dialogus, estes sinais são analisados com uma visão integrada: respiração, mastigação e deglutição são funções essenciais que influenciam o processo de articulação das palavras. Qualquer desequilíbrio em uma dessas funções altera as restantes. A equipa multidisciplinar trabalha, assim, de forma coordenada para garantir um desenvolvimento harmonioso desde a infância. O objetivo é acompanhar o indivíduo em todas as etapas da vida, prevenindo dificuldades e promover uma comunicação eficaz.  

Mais do que intervenção clínica, a Dialogus aposta na prevenção e na educação parental, ajudando as famílias a compreenderem os sinais de alerta e a importância da estimulação adequada. Esta abordagem precoce reflete a filosofia da clínica: cuidar desde o primeiro sopro, garantindo que a comunicação se constrói com segurança, afeto e equilíbrio. 

 

 

A força da multidisciplinaridade 

Na Dialogus, a comunicação não se limita à fala; é o elo entre todas as áreas clínicas. Psicólogos, nutricionistas, audiologistas trabalham lado a lado, num diálogo constante. “A saúde é um todo. Cada vez sabemos mais sobre menos, e por isso precisamos de trabalhar em conjunto. Acredito profundamente na articulação entre áreas, só assim conseguimos cuidar da pessoa completa”, afirma. 

Entre as especialidades disponíveis estão Psicologia (educacional, clínica e de casal), Nutrição (com foco em reeducação alimentar e patologias metabólicas), Medicina Geral e Familiar, Audiologia, Osteopatia, Medicinas Alternativas e Consulta do Sono Infantil, áreas que se cruzam com um objetivo comum: devolver o equilíbrio físico, mental e emocional. 

Entre ciência e emoção 

Cláudia Correia é também investigadora e publicou um estudo sobre adaptação transcultural de um instrumento de rastreio da disfonia para o português europeu, na revista científica CodaS, no Brasil. A formação técnica e o rigor científico são fundamentais, mas, para ela, o verdadeiro sucesso do tratamento vai além dos dados e protocolos: “O conhecimento é essencial, mas é o vínculo humano que potencia a cura. Quando alguém se sente visto e compreendido, a recuperação é mais rápida. É por isso que cada detalhe do espaço foi pensado para transmitir calma, conforto e confiança”, explica. 

Reforça que a ciência fornece ferramentas, mas é a atenção à pessoa como um todo que faz a diferença: “Podemos dominar técnicas avançadas, mas se o paciente não se sentir seguro, ouvido e acolhido, o progresso é limitado. A empatia transforma a eficácia do tratamento”. 

Na Dialogus, isso traduz-se em pequenos gestos e decisões conscientes, desde o ambiente da clínica até a forma como cada profissional interage com o paciente. “Tudo é pensado para que se sinta em casa, para que a experiência de tratamento seja positiva. Acredito que um espaço acolhedor e uma escuta genuína promovem resultados mais rápidos”, afirma. 

Cláudia acredita que a combinação de conhecimento científico e inteligência emocional é o que distingue a Dialogus. “A ciência dá-nos o caminho, mas a empatia mantém-nos conectados à pessoa. É essa junção que permite resultados duradouros não apenas na saúde física, mas no equilíbrio mental e emocional”. 

Para ela, cada paciente é uma história única, e entender essa história é importante para definir plano terapêutico adequado a cada paciente. “Quando alguém se sente compreendido em profundidade, a recuperação não é apenas física: é integral. É essa visão holística que guia tudo o que fazemos na Dialogus”. 

 

 

Dar voz ao futuro 

Em Portugal, a terapia da fala ainda é uma área em crescimento, e a Cláudia acredita que há um longo caminho na valorização da profissão. “Infelizmente há desconhecimento de todas as áreas de atuação de um terapeuta da fala. Muitos não sabem que trabalhamos voz, deglutição e funções orofaciais como respiração, sucção, mastigação. Precisamos de mostrar o impacto que a nossa intervenção tem em todas as fases da vida, desde a infância até à velhice”. Um dos fenómenos que mais a preocupa é o impacto das redes sociais no desenvolvimento da linguagem infantil: “Hoje, temos crianças portuguesas, filhas de pais portugueses a falar português do Brasil, a dizer ‘pirulito’ em vez de ‘chupa-chupa’. A falta de estímulo linguístico em casa afeta negativamente o desenvolvimento da linguagem e as habilidades de comunicação. Torna-se importante consciencializar os pais e agir”. 

Para a Cláudia Correia, a humanização é o caminho: “as novas gerações de profissionais são mais abertas, mais empáticas. Já não há aquela distância entre médico e paciente. Hoje é normal questionar, dialogar, procurar entender. Mas ainda há muito a fazer. A humanização tem de ser um compromisso real, não uma moda. É preciso tempo, escuta e valorização dos profissionais que estão na linha da frente”.  

A Dialogus é mais do que uma clínica: é uma extensão da filosofia de vida da sua fundadora. Um lugar onde se ouve antes de falar, onde se cuida antes de tratar, e onde cada pessoa é convidada a reencontrar a sua própria voz interior e exterior. “Queremos que cada visita à Dialogus seja uma experiência de bem-estar”, conclui Cláudia Correia. “Porque o verdadeiro equilíbrio não está apenas na saúde física, mas na sua harmonia com a saúde mental e emocional”. 

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