A Draft-In Homes nasceu de uma ideia simples, mas pouco convencional no setor: acompanhar pessoas e não apenas fechar negócios. “Mais do que vender casas, queremos estar presentes em todo o processo de decisão”, resume Ricardo Cupido, responsável do projeto imobiliário, que atualmente integra mediação imobiliária, arquitetura, engenharia, construção e consultoria financeira num mesmo grupo.
Um projeto construído em conjunto
A origem da empresa está ligada ao percurso de Pedro Gonçalves, engenheiro, e Vasco Torrete, arquiteto, que já trabalhavam lado a lado há bastante tempo. “Tínham uma forma muito própria de olhar para os projetos, para o espaço e para a execução”, explica Ricardo Cupido. A esse núcleo juntou-se a componente comercial e de gestão, que acabou por dar ao projeto uma leitura mais ampla do mercado.
“A ideia foi juntar áreas que normalmente trabalham separadas”, refere. “Se conseguimos articular arquitetura, engenharia, construção e mediação, conseguimos também dar mais respostas ao cliente e mais coerência ao processo.” A Draft-In Homes foi desenhada com esse princípio: integrar etapas, reduzir ruído e dar continuidade entre a conceção e a concretização do projeto imobiliário.

Da experiência à visão de negócio
O percurso de Ricardo Cupido ajuda a perceber a lógica da empresa. Antes de chegar ao imobiliário, passou cerca de 20 anos ligado à hotelaria. “Aprendi a começar pelas funções mais básicas, a trabalhar em equipa e, só depois, a assumir responsabilidades de gestão.”, recorda. O contacto permanente com pessoas, equipas numerosas e ambientes de pressão marcou a sua forma de trabalhar. “Os meus pais tinham cinco restaurantes em Cascais e eu cresci nesse ambiente.
Havia trabalho todos os dias e aprendi cedo a importância de conhecer o trabalho desde a base para melhor lidar com as pessoas”, sublinha. A crise de 2008 mudou o rumo da sua carreira e levou-o a procurar outro caminho. Foi então que entrou na mediação imobiliária. Tratava-se de uma grande escola, caracterizada pelo método, disciplina e ritmo, ainda que tenha reconhecido que poderia seguir um caminho diferente.
A experiência revelou-lhe, desde cedo, o que queria evitar. “Trabalhava-se muito, mas com condições muito baixas”, lembra. Daí nasceu a convicção de que seria possível construir um modelo mais equilibrado, onde a exigência profissional andasse lado a lado com melhores condições para os consultores.
Um modelo pensado ao detalhe
Ricardo Cupido passou por várias estruturas do setor até chegar ao formato que hoje lidera. “Fui percebendo o que não queria para mim. Nunca me identifiquei com modelos assentes apenas no volume e na transação rápida”, diz. Na sua visão, a mediação imobiliária é, acima de tudo, um trabalho centrado nas pessoas, sublinhando que prefere não concretizar um negócio a realizar um negócio desfavorável.
Foi essa lógica que ajudou a desenhar a Draft-In Homes. A empresa apostou em comissões mais equilibradas, apoio interno e uma relação mais próxima com os consultores. “Quisemos criar um modelo em que o consultor tivesse condições para trabalhar bem e não estivesse sempre pressionado por custos”, explica. Para o responsável, equipas motivadas e acompanhadas produzem melhores resultados.
A apresentação dos imóveis tornou-se igualmente um eixo central, sendo referido que se investe desde da fotografia profissional, marketing digital, ações no terreno, entre outras, com a preocupação de assegurar uma execução rigorosa em cada angariação. É ainda destacado que, em determinadas situações, não se limita a colocação de uma placa, recorrendo-se a estruturas metálicas com iluminação, outdoors e campanhas direcionadas para zonas de grande circulação, sublinhando-se que a visibilidade constitui um fator determinante.
Crescimento e consolidação
O crescimento da empresa foi feito de forma gradual. “Começámos em Cascais e fomos percebendo, com naturalidade, onde fazia sentido estar”, explica. Hoje, a Draft-In Homes tem presença em várias zonas do país, incluindo Algarve, Leiria e Évora, além de outros pontos estratégicos.
Em alguns casos, a empresa optou por um conceito de escritório menos formal. “Queríamos que o cliente se sentisse confortável. Há espaços que funcionam quase como salas de estar”, diz. A ideia é simples: transformar a ida ao escritório num momento de conversa, acompanhamento e confiança, e não apenas numa passagem rápida para tratar de documentação.
Essa expansão trouxe também o reforço de novas áreas dentro do grupo, nomeadamente a intermediação de crédito, que veio complementar os serviços já existentes nas áreas da mediação, construção e arquitetura. “Hoje conseguimos acompanhar o cliente em várias fases do processo. Isso evita fragmentação e melhora a resposta”, refere. Para Ricardo Cupido, essa integração é uma das marcas do projeto. Não se pretendia ser apenas mais uma imobiliária, mas sim estabelecer uma ligação entre todos os elementos envolvidos.
Um mercado em transformação
O mercado imobiliário em Portugal tem registado mudanças profundas, com forte pressão da procura internacional e aumento dos preços, sendo reconhecido que a procura estrangeira continua a impulsionar o mercado. Em zonas como Cascais, esse impacto é particularmente visível, salientando-se a crescente dificuldade de permanência da classe média nessas áreas.
A empresa procura responder a essa realidade através de projetos mais equilibrados, promovendo também soluções dirigidas à classe média. É referido que se adquirem, constroem e comercializam imóveis com valores ajustados, dentro do possível, com o objetivo de garantir alguma acessibilidade. Sublinha-se ainda que o propósito não passa exclusivamente pela maximização da margem de lucro, valorizando-se uma abordagem mais equilibrada. Nesse sentido, são desenvolvidas habitações pensadas para quem pretende viver nos locais e não apenas investir.
“A estratégia passa por encontrar esse equilíbrio entre sustentabilidade do negócio e acesso à habitação”.
Ricardo Cupido assinala ainda a pressão especulativa em algumas zonas do litoral. “Há imóveis que são colocados no mercado por valores que me parecem exagerados. E mesmo assim vendem-se depressa”, diz. A sua leitura é clara: o mercado está fortemente segmentado, com grande procura em gama alta e enormes dificuldades para quem tenta comprar habitação própria.
Um crescimento sustentado em relações
Apesar da expansão, a filosofia da empresa mantém-se centrada nas pessoas, sendo sublinhado que “Trata-se, acima de tudo, de um negócio de relações humanas, em que a seriedade é um fator determinante para a continuidade das parcerias”. A estabilidade das equipas e a retenção de consultores constituem elementos diferenciadores, destacando-se que muitos profissionais se mantêm na empresa desde o início, demonstrando assim, um sinal de confiança no modelo adotado.
A organização criou igualmente uma estrutura de apoio jurídico, processual e financeiro, de forma a garantir que o consultor não fica isolado após a concretização dos negócios, assegurando-se acompanhamento em todas as fases do processo. Nesse sentido, é referido que, após a conclusão de uma venda, o acompanhamento mantém-se, o que reforça a segurança tanto do cliente como do próprio consultor. “O objetivo é que ninguém trabalhe sozinho no processo”. A proximidade é apresentada como um princípio estruturante da atividade, salientando-se a importância da coerência e da fiabilidade no cumprimento dos compromissos assumidos. “Aqui, a relação com o cliente não termina com a assinatura”.
Cinco anos após o arranque, a empresa consolidou-se como um grupo imobiliário integrado, com ambição nacional e uma visão orientada para a criação de uma estrutura mais completa e funcional, pensada para acompanhar todas as etapas do negócio. É ainda sintetizado que, mais do que a venda de imóveis, a atividade se centra no acompanhamento de decisões de vida, num processo que exige rigor, transparência e proximidade.








