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Tecnigen: Indústria e farmácia lado a lado

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O estudo “O Papel da Farmácia Comunitária na Jornada do Doente” confirma o papel central do farmacêutico no ecossistema de saúde. Américo Vieira, Business Unit Director da Tecnigen, explica como a indústria pode apoiar este reposicionamento e que valor a empresa entrega às farmácias enquanto parceiro de negócio.

O estudo “O Papel da Farmácia Comunitária na Jornada do Doente” evidencia uma intervenção transversal dos farmacêuticos. De que forma é que estas conclusões podem influenciar o reposicionamento da farmácia comunitária no ecossistema de saúde em Portugal?

O que este estudo evidencia, e que nos parece decisivo, é que a intervenção do farmacêutico deixou de ser vista como algo à margem do sistema de saúde para passar a ser reconhecida, inclusive pelos médicos, como parte ativa da jornada do doente. Este é o momento certo para transformar essa perceção num reposicionamento claro da farmácia comunitária: mais colaboração formal com os cuidados primários, canais de comunicação mais diretos entre farmacêuticos e médicos, e um lugar mais central no ecossistema de saúde português – não como complemento, mas como parceiro reconhecido na gestão da saúde das pessoas.

 

 

Que tipo de valor acrescentado a Tecnigen procura entregar à farmácia comunitária como parceiro de negócio?

Enquanto parceiro de negócio, a nossa ambição é clara: sermos reconhecidos pela farmácia comunitária não apenas pela confiança que já construímos, mas pelo valor real que lhe trazemos no dia a dia. Isso traduz-se num portefólio abrangente e diversificado, de medicamentos sujeitos a receita médica (MSRM) e medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM), que cobre os diferentes perfis de utente; numa política comercial competitiva, estável e previsível, que contribui para a sustentabilidade financeira da farmácia; num investimento contínuo na capacitação técnica e comercial das suas equipas; e no desenvolvimento de projetos comuns que valorizam o papel da farmácia e do farmacêutico comunitário no ecossistema da saúde.

A Tecnigen tem vindo a afirmar-se como um player integrado, com controlo sobre todo o ciclo do medicamento. De que forma esta abordagem contribui para responder de forma mais eficaz às necessidades identificadas na jornada do doente?

A Tecnigen beneficia de fazer parte do Grupo Tecnimede, um grupo integrado que reúne três áreas complementares de atividade: inovação, consumer healthcare e medicamentos genéricos. Esta integração permite-nos ter uma visão mais abrangente das necessidades dos doentes e da prática da farmácia comunitária ao longo de toda a jornada terapêutica. No caso da Tecnigen, esta realidade traduz-se na capacidade de disponibilizar soluções terapêuticas fiáveis e acessíveis, suportadas por um controlo integrado do ciclo do medicamento em Portugal, desde o desenvolvimento e produção até à distribuição. Este modelo contribui para assegurar disponibilidade, previsibilidade e monitorização do abastecimento, aspetos essenciais para a resposta às necessidades dos doentes. Em simultâneo, enquanto Grupo, estamos a desenvolver indicadores que ajudam a demonstrar e valorizar a intervenção farmacêutica, reforçando o papel da farmácia comunitária na melhoria dos resultados em saúde.

Num contexto de crescente valorização da prevenção e da literacia em saúde, que papel entende que a indústria farmacêutica – e em particular a Tecnigen – deve assumir em articulação com as farmácias comunitárias?

O envelhecimento da população e o peso crescente das doenças crónicas colocam a prevenção, a literacia em saúde e a monitorização da doença crónica no centro da agenda do setor.

Esta monitorização vai muito além da literacia: exige ferramentas próprias na farmácia, um papel mais ativo do farmacêutico e sistemas de comunicação eficazes com o médico. Quanto mais amplo, e relevante, for o posicionamento da farmácia na intervenção em toda a jornada do utente, mais recursos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ficam libertos para situações clinicamente mais exigentes. É nesta articulação colaborativa, entre indústria e farmácia, que identificamos uma das alavancas mais relevantes para a saúde pública nos próximos anos.

 

 

O Prémio Tecnigen Farmácias Comunitárias reforça a ligação da empresa ao terreno. Que critérios têm orientado a seleção dos projetos finalistas e que impacto espera gerar junto dos profissionais e das comunidades?

O Prémio Tecnigen Farmácias Comunitárias tem como propósito central estimular a intervenção das farmácias junto das suas comunidades. Este ano, o júri é presidido por Hélder Mota Filipe, bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, e integra os presidentes da Associação Nacional de Farmácias (ANF), do Colégio de Especialidade de Farmácia Comunitária e da Associação de Farmácias de Portugal, além de uma professora auxiliar da Faculdade de Farmácia de Coimbra. Nesta edição, com categoria única para projetos em fase de conceito, os três vencedores serão anunciados no PharmaCall, em janeiro de 2027. Os projetos distinguidos recebem também formação executiva especializada, reforçando a sua capacidade de gerar serviços concretos. É esse o impacto que mais valorizamos: uma equipa mais preparada e um caminho mais claro para projetos que impactem a comunidade de forma útil. Mais do que um concurso, este prémio é, para nós, um convite à ação e à inovação.

Assinalando o Dia do Farmacêutico, como avalia a evolução do papel destes profissionais nos últimos anos e que competências considera críticas para responder aos desafios futuros da saúde?

A evolução do farmacêutico acompanha uma transformação mais ampla na forma como se pensa a jornada de saúde da pessoa: de um profissional associado sobretudo à dispensa, para um interlocutor de confiança, interventivo ao longo da jornada do doente – na prevenção, no acompanhamento da doença crónica e no apoio à decisão em saúde. Parte deste caminho passa também pela definição de protocolos de intervenção em áreas terapêuticas específicas, que dão mais segurança à atuação do farmacêutico. Para o futuro, este caminho exige investimento em três frentes: capacitação clínica continuada, literacia digital e uma gestão que garanta a sustentabilidade económica da farmácia. É nesta valorização das equipas que vemos o catalisador da mudança no setor.

 

 

Ainda no âmbito do Dia do Farmacêutico, que mensagem gostaria de deixar aos farmacêuticos comunitários enquanto parceiros estratégicos na promoção de uma saúde mais acessível, sustentável e centrada no utente?

Aos farmacêuticos comunitários deixamos um reconhecimento genuíno pelo papel que desempenham, todos os dias, junto de quem mais precisa. A Tecnigen reafirma o seu compromisso de caminhar lado a lado com a farmácia comunitária, como parceiro que entende os seus desafios de negócio e a responsabilidade acrescida que o setor tem assumido. Continuaremos a investir na soberania do medicamento, numa relação comercial e parceria estratégica que sustente a farmácia a longo prazo, e em iniciativas que valorizem o trabalho do profissional de saúde de farmácia. Construir um acesso à saúde mais próximo e centrado no doente só se cumpre em conjunto.

Acreditamos que um acesso à saúde mais próximo, sustentável e centrado no doente é também um acesso mais digno. É com esse compromisso que queremos continuar a construir, em conjunto com as farmácias comunitárias, soluções que contribuam para vidas mais longas, saudáveis e vividas com dignidade.

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