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Presidenciais. Gouveia e Melo considera sanções europeias contra Israel “tardias”

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O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo afirmou esta quarta-feira que as sanções anunciadas pela União Europeia contra Israel “já vêm tarde”, defendendo que Bruxelas deveria ter tomado medidas mais firmes muito antes.

“Acho que verdadeiramente vem tarde porque a Europa já devia ter dado passos mais concretos e passos em áreas políticas que verdadeiramente importam. Muitas vezes nós fazemos muitas declarações, mas as declarações não têm consequências no terreno”, disse, à margem do debate Conversas com o Presidente, promovido pela Fundação AEP, no Porto.

O candidato lembrou que Israel tem tido “ações que violam a lei internacional de forma grave desde há algum tempo” e alertou para as consequências dessa postura: “O Estado de Israel parece querer moldar uma nova situação no Médio Oriente, isso vai criar uma instabilidade muito grande e estou em crer que isso será, a médio e longo prazo, negativo para o próprio Estado de Israel”.

Sobre a crise em Gaza, Gouveia e Melo sublinhou que se trata de “um problema verdadeiramente preocupante e um problema humanitário que devia envergonhar todos”. Por isso, defendeu que, “se a Europa tem a possibilidade de aplicar sanções, deve aplicá-las porque, caso contrário, acabará por ser um anão dentro do que é a ordem internacional e ninguém a respeitará”.

No mesmo dia, Ursula von der Leyen, no discurso sobre o Estado da União, declarou que a fome provocada por Israel em Gaza “não pode ser uma arma de guerra” e anunciou medidas adicionais para aumentar a pressão sobre Telavive, como sanções a ministros extremistas e colonos violentos, além da suspensão parcial do acordo de associação comercial com Israel.

Criticada por inação face à situação dos palestinianos, a presidente da Comissão Europeia reconheceu estar consciente de que “qualquer ação será excessiva para alguns e insuficiente para outros”.

Entretanto, Israel acusou Von der Leyen de ceder a pressões ao propor sanções contra ministros israelitas e a suspensão parcial do acordo comercial com o país.

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