Num mercado imobiliário em transformação, marcado pela exigência de sustentabilidade, inovação e criação de valor a longo prazo, a VIC Properties afirma uma estratégia centrada em projetos integrados e comunidades resilientes. João Cabaça, CEO da empresa, partilha a visão que está a moldar alguns dos mais emblemáticos desenvolvimentos urbanos em Portugal.
Num panorama imobiliário marcado por projetos de grande escala como o Pinheirinho na Comporta ou a reabilitação da Matinha, quais os principais desafios que a VIC Properties enfrenta para equilibrar inovação arquitetónica com desenvolvimento sustentável a longo prazo?
Mais do que projetos imobiliários de grande escala, encaramos cada intervenção como um compromisso de longo prazo com os territórios e comunidades onde atuamos.
No Prata Riverside Village, em Marvila, e no Pinheirinho, partimos do princípio de que a inovação arquitetónica deve respeitar a paisagem, a cultura e a identidade de cada local, promovendo uma integração harmoniosa e duradoura. Por sua vez, a Matinha seguirá os mesmos valores. Em paralelo, apostamos em soluções sustentáveis, materiais duráveis e infraestruturas eficientes, essenciais para garantir resiliência ambiental, eficiência energética e qualidade de vida futura.

Com a escassez de oferta residencial em cidades como Lisboa e Porto, e projetos como o Prata Riverside Village a redefinir bairros urbanos, que oportunidades estratégicas identifica a VIC Properties para criar valor comunitário e acessibilidade em tipologias diversificadas?
A escassez de oferta residencial é um dos grandes desafios do setor e, na VIC Properties, encaramo-la como uma oportunidade para criar projetos que gerem valor real para cidades e comunidades.
Através da diversificação de tipologias e usos, promovemos comunidades mais completas, integrando habitação, comércio de proximidade, serviços e espaços públicos, criando bairros dinâmicos e com vida própria. A acessibilidade urbana, social e ambiental é central na nossa abordagem. No Prata Riverside Village, a requalificação da frente ribeirinha reforça a ligação à cidade, promovendo inclusão, pertença e qualidade de vida.
Diante das perspetivas otimistas para 2026, com foco em ativos alternativos e turismo qualificado, como está a VIC Properties a posicionar-se face às tendências de diversificação de investidores internacionais e digitalização no sector hoteleiro e residencial premium?
Perante este cenário, a VIC Properties foca-se na criação de valor a longo prazo, acompanhando a evolução do investidor internacional e as transformações do setor. Verificamos uma procura mais sofisticada, orientada para projetos com identidade, qualidade arquitetónica, credenciais ambientais e valorização estável. Respondemos com projetos de uso misto – residenciais, hoteleiros e de experiência – e, no turismo qualificado, com modelos híbridos que combinam hospitalidade, branded residences e serviços de elevado valor.
A digitalização é um pilar central, integrada em todo o ciclo dos ativos para reforçar eficiência, segurança e atratividade internacional.
Que visão estratégica tem a VIC Properties para os novos projetos em pipeline nos próximos anos, e como estes incorporam inovações em sustentabilidade e living experiences para responder às expectativas de investidores e residentes no sector imobiliário português?
Na VIC Properties, a visão estratégica assenta numa abordagem integrada entre inovação, sustentabilidade, qualidade e valor a longo prazo. Apostamos em projetos diferenciadores, focados no bem-estar, capazes de responder a investidores exigentes e a residentes que procuram qualidade de vida. Continuaremos a desenvolver projetos de uso misto que integrem habitação, hospitalidade, trabalho, lazer e natureza. A sustentabilidade é transversal, desde a eficiência energética à gestão de recursos, garantindo impacto ambiental e social positivo. A living experience centra-se nas pessoas, com espaços comuns, serviços partilhados e tecnologia como facilitador.






