Com base em ciência, visão e propósito, a Lxbio Pharmaceuticals afirma-se como uma jovem biofarmacêutica portuguesa com ambição global. Sob a liderança do seu CEO, Carlos Paula, licenciado em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e gestor com vasta experiência no setor, a empresa aposta em terapias biológicas inovadoras para enfrentar desafios de saúde global, como a resistência antimicrobiana, o cancro e as doenças inflamatórias. Numa indústria altamente competitiva, a Lxbio procura conjugar inovação científica, sustentabilidade e impacto clínico real – posicionando Portugal como um ator estratégico no ecossistema europeu de biotecnologia.
A Lxbio Pharmaceuticals (Lxbio) é uma empresa bio farmacêutica portuguesa recente. Qual é o seu posicionamento no mercado farmacêutico em Portugal e que áreas de atuação mais se destacam?
A Lxbio é uma empresa biofarmacêutica portuguesa de base científica sólida e ambição global, dedicada ao desenvolvimento de terapias biológicas de última geração. Posiciona-se em áreas de elevada necessidade médica não satisfeita, nomeadamente as infeções resistentes aos antibióticos e as doenças oncológicas, inflamatórias e oculares. O nosso modelo combina um pipeline próprio, com colaborações estratégicas com a academia e parceiros científicos, reforçado pela Lxbio Ab, unidade especializada em descoberta e engenharia biológica. Esta integração permite consolidar a nossa capacidade de inovação e acelerar o desenvolvimento tecnológico. Embora tenha Portugal como a sua base científica e industrial, a Lxbio desenvolve os seus programas com foco no mercado internacional, alinhando-se com os padrões científicos e regulamentares das principais jurisdições globais.

A inovação na saúde e a investigação e desenvolvimento (I&D) em medicamentos e em novas soluções terapêuticas é cada vez mais uma aposta da indústria farmacêutica nacional e internacional. Como se posiciona a Lxbio nesta área?
A Lxbio posiciona-se em I&D através de uma lógica de inovação de plataforma, e não apenas de produto. Apostamos no desenvolvimento de terapêuticas com agentes biológicos (bacteriófagos) para combater a resistência antimicrobiana – uma das maiores ameaças globais à saúde – e em soluções avançadas nas áreas da oftalmologia, oncologia e imunologia, baseadas em anticorpos e sistemas de entrega dirigida. A Lxbio Ab desempenha um papel central neste posicionamento, ao permitir acelerar a nossa engenharia e otimização de anticorpos e abordagens celulares, garantindo autonomia tecnológica e capacidade de diferenciação. Portugal pode afirmar-se como gerador de inovação competitiva na biotecnologia europeia quando articula ciência de excelência, capacidade industrial e visão estratégica de longo prazo.
Que novos produtos e/ou serviços estão em fase de lançamento e deverão contribuir para o reforço do portefólio da empresa?
O portefólio da Lxbio organiza-se em três eixos estratégicos. No combate global à resistência antimicrobiana, desenvolvemos terapêuticas com bacteriófagos para infeções do pé diabético, integradas num portefólio mais amplo que abrange outras infeções. Exploramos igualmente a aplicação destes agentes em contextos de emergência e resiliência sanitária, incluindo a colaboração com a Unidade Militar Laboratorial de Defesa Biológica e Química (UMLDBQ) do Exército, no desenvolvimento de um Biobanco para infeções complexas, descontaminação e preparação para ameaças biológicas. Na área da oftalmologia, estamos a desenvolver soluções tópicas inovadoras para infeções oculares e para a perda de visão associada à diabetes e ao envelhecimento. Em oncologia, trabalhamos numa plataforma modular de entrega dirigida de fármacos, concebida para combinar elevada especificidade biológica com potencial de maior eficácia e menor toxicidade. Todos os programas refletem uma estratégia coerente de biotecnologia de precisão, orientada para gerar impacto clínico real.
Num setor altamente competitivo e regulado como o farmacêutico, de que forma a Lxbio equilibra inovação científica com acessibilidade e sustentabilidade no mercado português?
Num setor altamente competitivo e regulado, acreditamos que inovação e sustentabilidade são dimensões complementares. Desenvolvemos terapias direcionadas que visam reduzir efeitos adversos, internamentos hospitalares e procedimentos invasivos, contribuindo para maior eficiência do sistema de saúde. Para nós, a inovação deve traduzir-se em valor clínico mensurável, previsibilidade regulamentar e responsabilidade ética. Atuamos com sensibilidade ao contexto da saúde nacional, defendendo que a biotecnologia reforça a sustentabilidade quando promove maior precisão terapêutica e melhor utilização de recursos.

Que papel pode a biotecnologia portuguesa desempenhar no reforço da autonomia estratégica europeia em saúde?
As recentes crises globais evidenciaram vulnerabilidades nas cadeias de valor em saúde e reforçaram a necessidade de autonomia estratégica europeia. Portugal dispõe de talento científico altamente qualificado, instituições académicas de excelência e um ecossistema biotecnológico em crescimento, com potencial para se afirmar como polo estratégico na área dos medicamentos biológicos e terapias avançadas. A Lxbio e a Lxbio Ab representam um modelo integrado de criação de capacidade tecnológica a partir de Portugal, alinhado com prioridades europeias como o combate à resistência antimicrobiana e a inovação em oncologia. Esta capacidade não só contribui para reforçar a resiliência do sistema de saúde, como pode gerar exportações de elevado valor acrescentado, impulsionando um crescimento sustentável da economia portuguesa.
O Dia Mundial da Saúde, que se assinala anualmente a 7 de abril, foi uma data criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1948, tendo como objetivo alertar a sociedade civil para temas-chave na área da saúde que afetam a humanidade, além de pretender incentivar ao desenvolvimento de iniciativas com vista à promoção do bem-estar das populações. Que reflexão gostaria a Lxbio de partilhar nesta data tão relevante?
O Dia Mundial da Saúde recorda-nos que a saúde é um bem público global e um pilar essencial do desenvolvimento sustentável. Conceitos como One Health evidenciam a interligação entre saúde humana, animal e ambiental, sublinhando a necessidade de termos, cada vez mais, abordagens integradas. A resistência antimicrobiana constitui uma ameaça estrutural que exige cooperação entre ciência, indústria e decisores públicos. A Lxbio acredita que inovação responsável, investimento contínuo em investigação e colaboração internacional são fundamentais para proteger as populações, fortalecer sistemas de saúde resilientes e garantir um futuro mais seguro e sustentável para todos.






