Numa entrevista exclusiva, Nuno Barreto, Diretor Clínico da NBfisio, reflete sobre as duas últimas décadas de progresso na Fisioterapia, sublinha a urgência de consolidar o acesso universal a cuidados especializados, e defende uma prática com identidade, valor e impacto estrutural na saúde pública e na qualidade de vida.
Pode contar-nos um pouco sobre o seu percurso, a génese das Clínicas NBfisio, e os principais serviços/valências?
Sou fisioterapeuta desde 2005, e é com muito orgulho que completo este ano 20 anos de carreira. Foram 20 anos de muitas aprendizagens e crescimento. Com esforço e humildade realizei o sonho de construir com a minha equipa o grupo de saúde – NBfisio – de referência com cinco clínicas e duas lojas de material ortopédico. Somos uma equipa de 30 fisioterapeutas e oferecemos um elevado padrão na prestação de cuidados de Fisioterapia em Almada, Estoril, Lisboa, Olhão e Alcantarilha, com especializações múltiplas e direcionadas para as necessidades de cada pessoa. Optámos pela zona da Grande Lisboa e Algarve por serem zonas do país com grande potencial humano e geográfico e também porque sou algarvio de nascença e realizei grande parte da minha formação em Almada e Lisboa. Passei como fisioterapeuta pelo Centro Hospitalar de Lisboa Central – Curry Cabral, São José e Santa Marta entre 2005 e 2015. Para além da área da Fisioterapia, temos outras valências na NBfisio, como Osteopatia, Acupuntura, Terapia da fala, Nutrição, Podologia ou Psicologia.
Na NBfisio temos um compromisso de exigência nos cuidados de saúde prestados a todos os utentes e através das melhores práticas, recapacitar integralmente e de forma informada e partilhada desde 2009. Trabalhamos de forma multidisciplinar, por forma a potenciar a reabilitação plena sempre que possível. Com uma população cada vez mais idosa e com profissões cada vez mais sedentárias, o universo de situações com que temos de lidar diariamente, vai de patologias da coluna vertebral a tendinopatias do ombro, cotovelo e mão. Através de planos de tratamento adequados, temos taxas de sucesso e satisfação de mais de 90%.

Portugal tem menos fisioterapeutas por habitante que a média europeia. O que deve ser feito para inverter este cenário e ampliar o acesso aos cuidados?
Para inverter esta realidade é necessário fixar os jovens que concluem a sua licenciatura em Portugal! São imperativas, políticas de integração destes fisioterapeutas, no setor público, social e privado, com melhores vencimentos e incentivos, acesso a habitação digna, valorização profissional com carreiras justas e progressivas e uma melhoria global das condições de vida, mais e melhores incentivos à formação contínua. Mais tempo para a família e lazer e uma carga horária laboral que seja mais flexível e ajustável aos objetivos profissionais e pessoais de cada um.

Qual é o impacto do Dia Mundial da Fisioterapia e da Ordem dos Fisioterapeutas na valorização da profissão?
Os fisioterapeutas enquanto profissionais autónomos, têm na sua Ordem profissional o fim de regular o acesso e o exercício da profissão, que privilegia a defesa dos interesses dos utentes, fazendo respeitar o direito dos cidadãos à saúde. A Fisioterapia é uma disciplina científica e autónoma. O estatuto profissional da Fisioterapia foi introduzido em 1966, sendo atualmente referenciada no grupo dos “profissionais intelectuais e científicos”. O regulamento que definiu o “ato de Fisioterapia” veicula legalmente todos os fisioterapeutas registados na ordem, enquadrando competências, autonomia e responsabilidade, que independentemente do contexto, apenas pode ser realizado por fisioterapeutas. Neste dia comemora-se o acesso a Fisioterapia para todos, sem barreiras ou limites. Porque a Fisioterapia, previne lesões e disfunções, trata e cuida de quem precisa e promove a qualidade de vida de todos os cidadãos.






