Reconhecida como um dos melhores lugares para trabalhar, a APGAR conquistou a certificação Great Place to Work, um selo que valida a sua cultura organizacional baseada na confiança, colaboração e bem-estar dos colaboradores. Essa distinção reforça o compromisso da empresa em promover um ambiente de trabalho que valoriza e desenvolve o talento, destacando-se pela sua forte aposta em inovação, formação contínua e uma cultura que incentiva o crescimento humano e profissional de toda a equipa, como contam em entrevista, os sócios Pedro Farinha e Pedro Pinho.
A APGAR posiciona-se como uma empresa orientada por dados e Inteligência Artificial. Como é que esta vocação tecnológica influencia a forma como a liderança gere pessoas e talento?
Pedro Farinha (PF) – Desde logo, vemos os dados e a Inteligência Artificial como dimensões profundamente interligadas – é essencial que os dados empresariais sejam de confiança para que as iniciativas de IA tenham sucesso. Sendo temas que atraem perfis naturalmente curiosos, experimentais e com vontade de aprender, o nosso desafio de liderança é assegurar percursos de carreira que exponham as pessoas a novas tecnologias e a oportunidades de aprendizagem continua. Por isso, investimos fortemente em formação e em acesso generoso a plataformas de self-learning.

Numa empresa com mais de 250 consultores, que estratégias são fundamentais para assegurar um ambiente de trabalho colaborativo, saudável e motivador em diferentes geografias e projetos?
Pedro Pinho (PP) – A nossa estratégia assenta em quatro vertentes. Primeiro, na vertente humana, investimos bastante – a nível nacional e internacional – em escritórios localizados em ambientes inovadores e criativos que motivem a presença nos mesmos, bem como eventos corporativos que permitem que os consultores se conheçam em pessoa, sobretudo quando trabalham nos mesmos projetos. É fundamental que não nos vejamos apenas como “quadradinhos” no ecrã do Teams, mas como pessoas. Segundo, na vertente de suporte empresarial, investimos de forma significativa em tecnologias de colaboração – desde gestão de conhecimento, sessões internas de “Tech Talks” até, mais recentemente, apoios de IA que facilitam a cooperação entre equipas distribuídas. Terceiro, a nível da vertente de reconhecimento – investimos numa plataforma de feedback que permite ao colaborador recorrentemente de forma anónima dar o seu feedback sobre a forma como vê a empresa, a gestão e os seus pares; promovemos o reconhecimento de sucessos entre pares, e uma remuneração competitiva financeiramente e não só, como a oportunidade de participar em iniciativas de voluntariado. Finalmente, proporcionar trabalho com colegas de diferentes geografias e culturas é, por si só, um fator motivador e de crescimento profissional que os nossos consultores procuram e que nos esforçamos por viabilizar.

Que papel desempenham a formação contínua e a partilha de conhecimento na consolidação de uma cultura de excelência e inovação dentro da APGAR?
PF – Como o Pedro Pinho referiu, a formação contínua e a partilha de conhecimento são catalisadores das capacidades técnicas dos nossos consultores. Identificamos os melhores especialistas nas várias tecnologias com que trabalhamos, independentemente da geografia, e criamos “Communities of Practice” por tecnologia. Estas comunidades virtuais asseguram partilha ativa e evolução conjunta do nosso know-how nas áreas estratégicas.
PP – Outro ponto crítico é, à medida que crescemos, preservar a cultura Apgar – relações de longo prazo e mutuamente benéficas com clientes, parceiros tecnológicos e, naturalmente, entre os nossos consultores. Por isso, temos um processo de onboarding robusto, que inclui um sistema de “buddy/coach” que garante a transmissão dos nossos princípios de ética, qualidade e compromisso aos novos colaboradores
Como é que a empresa equilibra a exigência de desempenho técnico com o bem-estar e o desenvolvimento pessoal dos seus consultores?
PF – Um dos nossos princípios é construir relações de longo prazo e de benefício mútuo – e isso aplica-se plenamente aos nossos consultores. Queremos carreiras de maratona, não sprints de 100 metros. Para se correr uma maratona com sucesso é preciso um ritmo sustentável; o mesmo vale para o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Temos, por isso, várias iniciativas que favorecem esse equilíbrio, desde políticas de férias flexíveiss, à possibilidade de trabalhar remotamente seis semanas por ano, passando por um modelo híbrido de trabalho igualmente flexível e iniciativas de bem-estar integral (por isso ficámos bastante orgulhosos de termos obtido novamente o prémio de Wellbeing, algo que continuamos a prioritizar).

Quais considera serem os próximos desafios para manter e reforçar o estatuto da APGAR como um dos melhores locais para trabalhar, numa área tão competitiva e em rápida evolução como a da gestão de dados e IA?
PP – O primeiro desafio é garantir que a nossa cultura própria não se dilui à medida que continuamos a crescer – daí termos uma estratégia e uma equipa dedicadas à cultura organizacional, com iniciativas que mantêm todos alinhados com os princípios que, acreditamos, nos trouxeram a confiança dos nossos clientes.
O segundo desafio é continuar um processo de escuta e feedback contínuo – conseguir perceber onde podemos melhorar e não acreditar que o que fizemos até agora é suficiente. Por isso temos ferramentas internas de questionários e avaliação de satisfação semanal e anónimas, às quais damos bastante importância e cujas métricas (como taxas de recomendação e NPS) acompanhamos regularmente.
O terceiro desafio é manter-nos na crista da onda tecnológica, trabalhando com tecnologias realmente transformadoras e geradoras de valor – porque um cliente satisfeito é um dos maiores motores de motivação das nossas equipas. Por fim, continuar a alimentar a curiosidade dos nossos consultores com oportunidades de aprendizagem, crescimento e flexibilidade na progressão de carreira.






