Numa altura em que a mobilidade se reinventa e o automóvel ganha novas formas de utilização, a Hertz Portugal reafirma-se como uma marca capaz de antecipar tendências e transformar o aluguer numa verdadeira experiência. Em entrevista, Duarte Guedes, CEO da Hertz Portugal, fala sobre a aposta na inovação, o papel da empresa na transição energética e o compromisso em criar soluções que respondem a diferentes perfis de clientes num setor em plena transformação.
A Hertz é reconhecida por transformar o conceito tradicional de aluguer em experiências de mobilidade. Como é que essa visão se traduz hoje nas operações e na relação com os clientes portugueses?
No conceito “tradicional” de aluguer, a experiência é sempre o que os nossos clientes vivem nas suas viagens. O nosso trabalho é tirar fricção e acrescentar valor às jornadas dos nossos clientes. Levando o conceito de experiência muito a sério e a um nível acima, temos produtos como a Hertz Ride ou o Campers onde tentamos dar soluções para uma experiência muito única.

A transição energética e a digitalização estão a redefinir o setor automóvel. Que papel assume a Hertz Portugal neste processo e que iniciativas têm sido implementadas para acelerar a mobilidade elétrica e sustentável?
A Hertz em Portugal foi a primeira empresa em Portugal a fazer uma plataforma de car-sharing 100% elétrica em 2017. O nosso objetivo era também aprender a linguagem e operacionalização de uma frota elétrica. Temos dado os nossos passos nesta jornada, mas a adoção no aluguer de curta duração é ainda bastante pequena por diversas razões como a fraca apetência do lado da procura, a infraestrutura insuficiente, e os valores residuais em queda. Continuaremos assim a adaptar-nos às alterações do mercado automóvel e a dar aos nossos clientes o apoio necessário nesta transição. Mas uma frota como a da Hertz contribui em muito para a sustentabilidade, uma vez que é renovada a cada 2/3 anos, quando comparada com um parque automóvel nacional com 14 anos.
Após décadas de liderança no mercado de rent-a-car, a Hertz continua a reinventar-se. Quais têm sido as principais apostas estratégicas para manter a diferenciação e resiliência num setor cada vez mais competitivo?
Temos de privilegiar, sendo um foco de investimento, a qualidade do serviço como fator diferenciador. Paralelamente, temos aumentado ao longo dos anos o tipo de oferta com diversos produtos, como já mencionado, e também apostado em partes da cadeia de valor como a reparação e venda de viaturas usadas.
O turismo e o tecido empresarial português estão em plena transformação. De que forma a Hertz Portugal acompanha e antecipa essas mudanças, criando soluções adaptadas a diferentes perfis de clientes – do viajante de lazer ao executivo de negócios?
Para além do que fazemos localmente, escutando clientes e parceiros, beneficiamos de estar integrados numa marca global que testa diferentes soluções nos diversos mercados onde opera. Apenas dando um pequeno exemplo, é possível perceber o que se passa numa Noruega quando se quer antecipar efeitos de uma eletrificação maior na frota.

A inovação é um eixo central da vossa atuação. Como é que a marca integra tecnologia, experiência do cliente e sustentabilidade para criar valor e reforçar a confiança na vossa oferta?
A experiência do cliente, essa sim, é um eixo central para os projetos tecnológicos que desenvolvemos. Ouvimo-los e tentamos melhorar no serviço que prestamos utilizando as ferramentas necessárias. A confiança depois cria-se com o serviço prestado e o que se fala de nós quando não estamos presentes.
O futuro da mobilidade parece caminhar para modelos integrados e flexíveis. Como imagina a Hertz Portugal o seu papel num ecossistema onde a partilha, a eletrificação e a personalização ditam novas regras de movimento?
A Hertz fará parte desse ecossistema que menciona e providenciará o acesso a uma mobilidade individual e customizada. Para tal, tem de saber falar e ligar-se ao restante ecossistema, acrescentando conjuntamente valor e simplicidade para o cliente final.






