A AvenueOptions surge para responder a lacunas no mercado da intermediação financeira, oferecendo um serviço transparente e personalizado que simplifica processos complexos e reduz burocracias. Liderada por Yara Ebrahim, a empresa destaca-se pela literacia financeira e acompanhamento dedicado, ao mesmo tempo que supera os desafios de ser uma jovem mulher empreendedora num setor tradicionalmente exigente.
Como surgiu o seu percurso no empreendedorismo e o que a motivou a criar a AvenueOptions?
A AvenueOptions nasceu da minha perceção de que existia uma lacuna no mercado da intermediação e de querer oferecer um serviço mais transparente e acessível para o cliente. Isto traduz-se num acompanhamento especializado ao perfil do cliente para simplificar o processo e os desafios que nos podem propor. A minha passagem pelo setor imobiliário, ajudou-me a compreender o mercado de uma outra forma, que o intermediário “normal” pode não ter – permitiu-me observar de perto como funciona a intermediação e
as frustrações que são inerentes para o cliente. Desde que iniciei esta profissão, percebi que algumas dificuldades que se desenvolvem durante um processo resultam, muitas vezes, da complexidade com que os produtos bancários são apresentados ao cliente pelo intermediário de crédito e, por essa razão, decidi iniciar este percurso de empreendedorismo, pois havia uma necessidade e, ao utilizar um modelo diferente, crio proximidade e compromisso com o cliente, combatendo a falta de clareza e o excesso de burocracias.
Enquanto mulher empreendedora e CEO, quais foram os principais desafios que encontrou ao longo do seu percurso profissional?
Numa breve descrição é: validação e confiança nas minhas capacidades – é realmente um desafio ser mulher, ser jovem e ser empreendedora, agora uma jovem mulher empreendedora é ainda mais difícil conseguir ser respeitada nesta profissão em que é necessário estabelecer uma ligação baseada no rigor e confiança tanto com o cliente como com os colegas. A realidade atual é que enquanto mulheres temos sempre de nos esforçar um pouco mais para provar a nossa competência e credibilidade. Acredito, sinceramente, que enquanto mulheres, podemos trazer vários pontos fortes para o negócio e, por vezes, o nosso lado mais “sensível ou emocional” pode ajudar no relacionamento com o próprio cliente para que este entenda que queremos ativamente defender os seus interesses pessoais orientando o processo como se fosse o nosso.

Como descreve a missão e o posicionamento da empresa no mercado e de que forma a empresa se tem afirmado no seu setor de atividade?
A nossa missão sobre o que queremos atingir com a AvenueOptions é clara – queremos simplificar a informação de forma a aumentar os níveis de literacia financeira e desenvolver o acompanhamento personalizado do cliente para que o mesmo se sinta seguro de que está a tomar uma decisão informada. Isto é algo que não se atinge do dia para a noite, é algo que se constrói numa relação de confiança com a marca, através de uma comunicação transparente, profissionalismo e garantias de que estamos cá para facilitar o processo e conseguir um resultado favorável e seguro. O nosso objetivo desde o início é alcançar todas as faixas etárias, mas focando-nos nos jovens que, atualmente, tem tanta dificuldade em comprar casa, muitas vezes, pela falta de informação generalizada e, por essa razão, uma solução a médio longo prazo, será abrir também a AvenueOptions Imobiliária, para que este acompanhamento seja facilitado tanto da parte do crédito como a escolha do imóvel.
No âmbito do Dia Internacional da Mulher, que mensagem gostaria de deixar às mulheres que desejam empreender ou assumir posições de liderança?
O mundo empresarial tem muito que se lhe diga – principalmente sendo mulher numa posição de poder, temos sempre de nos esforçar um pouco mais para que a nossa palavra seja ouvida ou que as nossas opiniões sejam tomadas em consideração, pois querendo ou não somos sempre vistas como o elo mais fraco. A esta opinião digo: não esperem que seja o momento certo para começarem ou que alguém vos ajude, temos de ser nós a impulsionarmo-nos a nós mesmas, a motivarmo-nos a nós próprias. Se querem ser
empreendedoras não esperem pela autorização de quem quer que seja, pensem num modelo de negócio, identifiquem uma fraqueza no mercado e avancem!
As mulheres só trazem mais-valias e por sabermos isso temos de nos esforçar a chegar a cargos de poder e podermos afirmarmo-nos no mercado de trabalho com uma escolha inteligente, utilizando o que consideram como sendo os nossos pontos fracos, as nossas vantagens – transmitindo uma posição de confiança, profissionalismo, rigor e comunicação clara, elevando a qualidade do serviço.







