No Grande Museu das Casinhas das Bonecas, liderado por Ângela Moreira, apresenta uma nova coleção dedicada à princesa Diana, criada por José Saldanha de Gouveia, transforma a memória numa experiência sensorial e inclusiva, onde o passado é recriado em escala reduzida para um público de todas as idades.
Há histórias que resistem ao tempo, outras reinventam-se. No coração do Porto, entre vitrines minuciosas e cenários detalhados, a figura de Diana, Princesa de Gales, volta a ganhar forma, desta vez em miniatura. A nova coleção apresentada no Grande Museu das Casinhas das Bonecas não é apenas uma exposição: é uma homenagem construída com rigor, emoção e uma profunda ligação pessoal.

O encontro com a princesa e com o príncipe Carlos marcou profundamente José Saldanha de Gouveia, que recorda esse momento como decisivo para reforçar a perceção de que existia, de facto, uma realidade de príncipes e princesas. Esse fascínio não ficou pelo ecrã: anos mais tarde, o colecionador viria a encontrar-se com a princesa Diana, à saída da cidade do Porto, um episódio que consolidou a ligação pessoal à figura da princesa e motivou a vontade de lhe prestar homenagem.
A coleção, considerada como a mais relevante do mundo no seu género, integra já 102 bonecas. Mais do que o número, distingue-se pelo rigor do detalhe, tendo sido necessário recriar peças de vestuário usadas pela Princesa que nunca chegaram a ser produzidas industrialmente. Atualmente, existem dez outfits reproduzidos, estando previsto o alargamento da coleção para mais de cinquenta peças, com o objetivo de alcançar reconhecimento no Livro do Guinness.
No Grande Museu das Casinhas das Bonecas, Ângela Moreira defende uma abordagem museológica que procura ir além da exposição tradicional. “O museu tem de acrescentar. Não queremos apenas contar histórias do passado, mas criar novas narrativas para o futuro”, afirma, sublinhando a abertura do espaço à partilha com outros colecionadores e projetos culturais.
A inclusão constitui um dos pilares do museu, que disponibiliza visitas guiadas adaptadas, conteúdos acessíveis através de QR Code e experiências táteis destinadas a visitantes com deficiência visual. O objetivo passa por garantir acompanhamento e conforto a todos os públicos, promovendo uma experiência cultural mais próxima e acessível.
O público é diverso, embora se destaquem as crianças e os visitantes mais velhos, que encontram no espaço uma forma de descoberta e de reencontro com memórias pessoais. O museu dispõe ainda de zonas de descanso e convívio, numa lógica de maior permanência e bem-estar durante a visita.
A exposição dedicada à princesa Diana surge como um complemento à programação do museu, acrescentando valor à experiência dos visitantes. José Saldanha de Gouveia destaca ainda o reconhecimento internacional do projeto, referindo que o livro enviado à família real britânica recebeu resposta. Foi ainda referido o agradecimento da família real britânica pela homenagem prestada à princesa Diana, acompanhado de votos de sucesso para a coleção.
Entre memória e homenagem, o Grande Museu das Casinhas das Bonecas afirma-se como um espaço onde o detalhe assume centralidade e a narrativa museológica constrói-se entre passado, criação e reinvenção, reunindo coleções que preservam histórias pessoais e as reinterpretam através de uma abordagem contemporânea, inclusiva e orientada para diferentes públicos, valorizando o património afetivo e a experiência de visita.






