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CIP apela a pacto social

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No almoço-debate do International Club of Portugal, Armindo Monteiro, presidente da CIP, alertou que o crescimento sustentável do país exige cooperação entre parceiros sociais, equilíbrio salarial e uma estratégia concertada para reforçar a produtividade e a competitividade.

O presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, foi o orador e convidado de honra do almoço-debate do International Club of Portugal, realizado a 20 de janeiro, subordinado ao tema “Cooperar para PROSPERAR: um dever de TODOS nós!”. Perante uma plateia de empresários reunida em Lisboa, o líder da confederação partilhou uma visão crítica e pragmática sobre os desafios estruturais da economia portuguesa, apelando à construção de um pacto social que permita ao país romper com décadas de estagnação.

Armindo Monteiro sublinhou que “o aumento real dos salários em Portugal tem sido maior do que o crescimento da produtividade e do PIB, logo, tem sido conseguido à custa da margem das empresas”. O dirigente empresarial alertou que, “se não houver um compromisso entre os parceiros sociais, não sairemos da cepa torta”, realçando que o crescimento sustentável exige equilíbrio entre valorização do trabalho e viabilidade económica.

Em resposta à recente contestação sindical e às medidas laborais propostas pelo Governo, Armindo Monteiro advogou que a solução para o progresso “não passa por greves gerais ou protestos, mas sim por fazer uma negociação, sentados à mesa, sem jogos político-partidários”. Uma posição que reforça o apelo à cooperação e ao diálogo como instrumentos essenciais para o desenvolvimento do país.

O presidente da CIP lamentou ainda que Portugal continue demasiado dependente dos fundos comunitários, sustentando que “nestes 40 anos de adesão à Europa, recebemos mesmo muito e transformámos mesmo muito pouco”. O responsável apelou às elites nacionais para que assumam um papel mobilizador, combatendo o que designou como “assistencialismo” e promovendo uma cultura de iniciativa e responsabilidade coletiva.

O líder empresarial recordou ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional se situa nos 27.200 euros, valor ainda abaixo da média europeia de 35.200 euros — um dado que ilustra, segundo sublinhou, a urgência de uma estratégia concertada que valorize a produtividade e fortaleça a competitividade das empresas portuguesas.

 

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