PUB

PUB

ICPT promove debate sobre os desafios políticos de Portugal

Data:

Partilhar

O presidente do Chega, André Ventura, participou no dia 16 de abril num almoço-debate intitulado “Os desafios políticos de Portugal”, promovido pelo International Club of Portugal.

Durante o evento, foi questionado sobre a possibilidade de entendimentos com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, após as eleições legislativas marcadas para 18 de maio. Em resposta, Ventura afirmou a sua preferência por um Governo “sem maioria, mas com ética e transparência”, frisando que essa seria a sua escolha caso fosse necessário viabilizar a governação. Sublinhou que existem “suspeitas que parecem graves sobre alguém que é candidato a primeiro-ministro”, e defendeu que “antes de qualquer maioria, é preciso exigir transparência e esclarecimento”.

O líder do Chega voltou a pressionar Luís Montenegro a dar explicações sobre as alegações que envolvem a empresa Spinumviva e o seu património, sublinhando: “Ninguém está aqui a falar da vida privada e da vida íntima, estamos a falar de questões que são importantes do exercício de funções de primeiro-ministro, do seu enriquecimento e de recebimento de vantagens”. Acrescentou ainda que “é isto que tem de ser esclarecido como exigência fundamental à construção de qualquer maioria”.

Ventura reiterou que “entre um Governo de maioria sem ética e um Governo sem maioria, mas com ética”, prefere “sempre o Governo sem maioria, mas com ética e com transparência”. Enfatizou ainda que “de nada valerá a estabilidade se daqui a três semanas, ou quatro, ou cinco semanas formos confrontados com outras notícias que implicam ou implicarão ainda mais o primeiro-ministro e que derrubarão um governo que tenha maioria, maioria absoluta ou qualquer outra”, terminando com um apelo direto a Luís Montenegro para “sair da frente e deixar os outros governar”.

Durante o seu discurso no almoço-debate, André Ventura lançou ainda críticas à postura do líder socialista, colocando em causa a sua autenticidade. Pedro Nuno Santos, afirmou, “é provavelmente o líder do PS de esquerda mais radical que nós tivemos nos últimos anos, mas está a querer apresentar ao país uma versão, um novo fato”, acrescentando que agora “se apresenta calmo e moderado”. Ventura alertou ainda para “os lobos que vêm com pele de cordeiro e vêm fingir que querem ser moderados e estadistas”.

O líder do Chega prosseguiu, dizendo: “Ele agora não quer mostrar que é o neto do sapateiro, nem o homem da TAP, nem o homem da ferrovia. Agora é o estadista candidato a primeiro-ministro” nas eleições legislativas de 18 de maio, questionando de forma crítica “como é possível que os portugueses venham a acreditar nisso”.

Para concluir, deixou uma mensagem ao eleitorado: “No dia 18 de maio, os portugueses saberão escolher entre a autenticidade, entre quem quer dizer a verdade e as coisas como elas são, e quem está a fabricar uma personagem”.

Newsletter

Últimas Edições

Artigos Relacionados