Numa visão onde o desporto cruza identidade, indústria e emoção, João Pedro Barros, CEO da Partilha Fundamental, explica como a parceria com a Under Blue tem vindo a redefinir o conceito de marca — transformando produtos em símbolos de pertença e projetos em plataformas de afirmação nacional e internacional.
De que forma a Partilha Fundamental contribuiu para reforçar a identidade da Under Blue, marca fundada em 2005?
Fundada em 2005, a Under Blue consolidou-se como uma marca 100% portuguesa de referência no setor têxtil e desportivo, distinguindo-se pela qualidade, inovação e capacidade de responder às exigências de clubes, federações e instituições. A parceria com a Partilha Fundamental acrescentou uma nova dimensão ao seu crescimento. Enquanto especialistas em ativação de marcas, desenvolvemos estratégias de comunicação, merchandising oficial, produtos licenciados e experiências que aproximam as marcas das pessoas. Este percurso foi possível graças à visão do Filipe Magalhães, que acreditou desde o primeiro dia na força da Under Blue e colocou a sua experiência ao serviço de um projeto que hoje veste milhares de pessoas em Portugal e além-fronteiras.
Em conjunto demonstrámos que uma marca não vende apenas produtos. Cria identidade, gera valor, fortalece a indústria têxtil e constrói relações duradouras.

Sendo a Partilha Fundamental uma empresa especializada em ativação de marcas, como se materializa essa visão na parceria com a Under Blue?
A parceria entre a Under Blue e a Partilha Fundamental representa muito mais do que desenvolver equipamentos desportivos.
Representa uma visão integrada entre cultura, comunicação, indústria têxtil, licenciamento e experiência de marca.
O nosso objetivo passa por criar linhas de produção diferenciadas, desenvolver produtos oficiais licenciados e transformar cada coleção numa ferramenta de valorização das instituições, dos clubes, das federações e dos países que representamos.
Acreditamos que uma camisola deve contar uma história, representar uma cultura e criar um sentimento de pertença.
É essa visão que permite transformar o desporto numa plataforma de promoção da indústria têxtil, da criatividade, da economia e da identidade nacional.
Que papel considera que teve a estratégia de ativação da Partilha Fundamental na expansão da Under Blue e na consolidação da sua notoriedade?
A estratégia da Partilha Fundamental sempre passou por criar valor antes de criar produto. Desenvolvemos projetos de ativação de marca, merchandising oficial, licenciamento, experiências para consumidores e soluções que aproximam instituições, patrocinadores e adeptos. Em 2026, a Partilha Fundamental foi distinguida como a empresa n.º 1 em Ativação de Marcas, através da Escolha do Consumidor – Best Work Experience, um reconhecimento que confirma a consistência do nosso trabalho, a confiança dos nossos parceiros e a força da visão que temos vindo a construir.
Esta distinção demonstra que a inovação, a proximidade e a criação de experiências continuam a ser fatores diferenciadores.
Ao lado da Under Blue, ajudámos a consolidar uma marca portuguesa que hoje representa qualidade, confiança, diferenciação e capacidade para competir nos maiores palcos nacionais e internacionais.

No caso da Federação Cabo-verdiana de Futebol, de que forma esta parceria foi além do vestuário?
A parceria com a Federação Cabo-verdiana de Futebol representa um dos projetos mais marcantes da história da Partilha Fundamental e da Under Blue.
Desde 2020, graças à visão do Presidente Dr. Mário Semedo, de toda a Direção da Federação, do Dr. Filipe Magalhães e das equipas da Under Blue e da Partilha Fundamental, assumimos uma missão muito maior do que produzir equipamentos.
Assumimos a responsabilidade de ajudar a construir uma identidade nacional através do desporto. Cada coleção foi desenvolvida para representar a história, a cultura, o orgulho e a ambição de Cabo Verde, aproximando milhões de cabo-verdianos residentes no país e na diáspora. O percurso da Seleção Nacional no Mundial de 2026 confirmou essa visão. Independentemente da eliminação frente à Argentina, Cabo Verde conquistou o respeito do futebol mundial pela sua organização, qualidade competitiva e valores.
O extraordinário acolhimento da Seleção no Dia da Independência, 5 de julho, demonstrou que este projeto ultrapassou o futebol e se transformou num símbolo de união nacional.
A Federação Cabo-verdiana de Futebol tornou-se um exemplo de organização, visão e capacidade de representar um país com dignidade e excelência.

Que significado teve o protagonismo internacional da Seleção e do guarda-redes Vozinha?
O Mundial de 2026 ficará para sempre na história de Cabo Verde. A participação da Seleção Nacional mostrou ao mundo que um país de dimensão reduzida pode competir ao mais alto nível quando existe organização, talento, liderança e uma visão estratégica.
O protagonismo do Vozinha foi um dos maiores símbolos dessa caminhada. As suas exibições extraordinárias transformaram-no numa das figuras mais mediáticas do Mundial, levando o nome de Cabo Verde aos principais meios de comunicação internacionais.
Esse reconhecimento valorizou não apenas o atleta, mas também a Federação Cabo-verdiana de Futebol, o trabalho desenvolvido pela sua Direção, pela equipa técnica, pelos jogadores e por todos os parceiros envolvidos neste projeto. Para a Partilha Fundamental e para a Under Blue, foi um enorme orgulho contribuir para este percurso.
O nosso compromisso continuará a ser ajudar a Federação Cabo-verdiana de Futebol a fortalecer a sua marca, desenvolver produtos oficiais licenciados, valorizar a indústria têxtil, aproximar a diáspora e afirmar Cabo Verde como uma referência internacional dentro e fora do desporto.
Porque vestir Cabo Verde nunca significou apenas produzir uma camisola. Significa representar um povo, promover uma cultura, fortalecer uma nação e deixar um legado para as gerações futuras.








