No seguimento da importância e relevância que a distinção Produto do Ano assume em Portugal, entrevistámos José Borralho, CEO do único sistema de avaliação que distingue os produtos que se destacam pela inovação e com avaliação direta dos consumidores.

Quais foram os principais desafios, ao longo destes 21 anos, para manter a credibilidade e relevância do Produto do Ano? Como a internacionalização do Produto do Ano influenciou a sua evolução em Portugal?
Manter a credibilidade e relevância do Produto do Ano durante 21 anos exigiu resiliência, inovação e um compromisso inabalável com a transparência. O mercado evoluiu, os consumidores tornaram-se mais exigentes e as marcas enfrentaram novos desafios. Como nos mantemos durante 21 anos? Reinventámo-nos constantemente, ouvindo o consumidor e as marcas, garantindo que o selo Produto do Ano reflete, de facto, as escolhas reais dos consumidores. A forte internacionalização do projeto fortaleceu também a marca, permitindo-nos trazer insights globais, validar tendências e reforçar o valor da certificação em Portugal. Expandimos horizontes, mas mantivemos a essência: premiar a inovação que impacta o dia a dia dos consumidores.
Como é que o Produto do Ano se tem adaptado às mudanças no comportamento do consumidor ao longo das décadas? Existe algum setor que se tenha destacado pela adoção do selo como fator de diferenciação?
A adaptação às mudanças do consumidor tem sido uma missão contínua. Nos primeiros anos, o Produto do Ano era um diferencial de confiança e negócio na área do grande consumo; hoje, é uma ferramenta estratégica para marcas de qualquer setor que queiram destacar-se num mercado hipercompetitivo. Apostámos na digitalização, na interatividade e na ampliação dos setores avaliados para refletir as novas prioridades do consumidor. Setores como a cosmética, a alimentação, serviços e os produtos sustentáveis destacaram-se na adoção do selo, pois nele encontraram um fator de diferenciação que influencia diretamente a decisão de compra.
Em 2024, disse-nos que o futuro do Produto do Ano passaria, essencialmente, pela sua capacidade de abranger novos setores. Pode dar mais detalhes sobre os novos setores que o Produto do Ano pretende alcançar?
O Produto do Ano está preparado para crescer além dos setores tradicionais. Em 2025, queremos fortalecer a presença em áreas como tecnologia, serviços digitais, mobilidade sustentável e até soluções financeiras inovadoras. O consumo mudou e a inovação vai muito além dos produtos físicos. O selo tem de acompanhar essa transformação e premiar marcas que redefinem a forma como vivemos e consumimos.
Como vê o futuro dos prémios e distinções como o Produto do Ano, num mercado cada vez mais digital e orientado por dados, onde a influência das redes sociais e das avaliações dos consumidores em tempo real ganha cada vez mais peso nas decisões de compra?
O futuro dos prémios como o Produto do Ano passa pela sua evolução como referência de confiança num mundo saturado de informação. Num mercado cada vez mais digital, a validação real dos consumidores será ainda mais valiosa. Redes sociais e avaliações em tempo real são influentes, mas o Produto do Ano continua a oferecer um selo imparcial, baseado em metodologia rigorosa e estudos aprofundados. Cabe-nos, obviamente, adaptar as nossas metodologias, como o temos vindo a fazer já, a esta urgência temporal, facultando informação em espaço de tempo cada vez mais curto. A combinação entre credibilidade e adaptação digital será a chave para continuar a ser o selo de referência para consumidores e marcas.




