Num contexto educativo em rápida transformação, o Santo António International School afirma-se por uma abordagem que alia exigência académica, consciência intercultural e formação de carácter. A Diretora, Felipa Gomes da Costa, revela como o SAIS prepara alunos não apenas para o sucesso académico, mas para uma participação consciente e diferenciadora num mundo global.
De que modo evolui o currículo do SAIS para o ano letivo 2026/2027, integrando pensamento crítico e competências multidisciplinares para preparar os alunos para contextos interculturais globais?
O SAIS tem uma visão muito própria do que pretende para os seus alunos: prepará-los para o mundo real, e não apenas para os exames. O nosso currículo Cambridge acompanha os alunos desde o ensino primário até ao final do secundário num percurso coerente e progressivo que desenvolve, a cada etapa, capacidades de análise, argumentação e pensamento independente. A nossa comunidade escolar conta tambem com alunos de 49 nacionalidades, o que transforma cada sala de aula num espaço genuinamente intercultural. É como base neste princípio que oferecemos em todas as fases escolares a disciplina de Global Perspectives. Esta disciplina capacita os nossos alunos a questionar, investigar e a comparar visões e pontos de vista de diferentes georgafias mundiais.

Como a escola mede e promove a excelência académica, com indicadores específicos de desempenho e inovação pedagógica?
Os números dizem muito. Nos últimos seis anos, o SAIS manteve uma taxa de 100% de alunos com quatro ou mais classificações de A* a C no IGCSE. No A Level e AICE Diploma, a taxa de aprovação ronda os 100%, e a pontuação máxima de 420 pontos foi atingida por vários alunos. Tivemos ainda uma aluna que em 2018 obteve a classificação mais alta do mundo em DT (Design and Tecnology), e um essay de Global Perspectives que foi selecionado pela Cambridge como um model essay. Estes resultados refletem a dedicação e entrega duma equipa docente comprometida, com uma taxa de antiguidade robusta, turmas com número de alunos reduzido de forma a conseguir manter a qualidade do ensino com um rácio de professor – alunos o mais baixo possível. Desta forma conseguimos um acompanhamento muito próximo para cada aluno.
No contexto de um ambiente familiar católico, de que forma o SAIS equilibra a formação académica de elite com o desenvolvimento integral da empatia, autonomia e valores éticos nos alunos?
Este é o fator que nos distingue. No SAIS, a excelência académica nunca é um fim em si mesmo. O que fazemos é o resultado de se formar pessoas íntegras, conscientes e resilientes. O nosso ethos católico não é uma formalidade no calendário escolar, é o fio condutor de tudo o que fazemos, da forma como nos relacionamos, de como tratamos os que são diferentes de nós, de como respondemos à adversidade. A disciplinas de religious education está presente desde a primária até ao primeiro ano dos IGCSEs como parte integrante duma cultura escolar que valoriza o respeito pelo próximo, a ética e a construção de carácter. Quando olhamos para os testemunhos dos nossos antigos alunos que hoje estudam em universidades em Portugal, no Reino Unido, na Irlanda, na Holanda, na Suíça, em Espanha e variadíssimas outras partes do mundo, o que descrevem não é apenas o que aprenderam, mas em quem se tornaram. Isso é o que mais nos orgulha.
Que iniciativas personalizadas são implementadas para apoiar o bem-estar emocional e o crescimento pessoal de cada aluno, fomentando uma verdadeira “família escolar”?
O bem-estar dos nossos alunos é uma prioridade estrutural, não um complemento. O Pastoral Care e o Well-being são fundamentais no SAIS. Cada aluno tem um diretor de turma que o acompanha de perto, e as nossas turmas têm uma dimensão que permite que cada aluno seja verdadeiramente conhecido pelos professores, pelos coordenadores, pela direção.
Temos também vários programas tais como o MUN (Model United Nations), os Clubes Desportivos, as atividades extra-curriculares, as assembleias e os eventos tais como o SAIS Got Talent e os musicais, que criam momentos de pertença e celebração coletiva. Há um sentido de comunidade aqui que não se ensina, vive-se – a cultura de escola é evidente. E os nossos antigos alunos são a prova disso: continuam ligados à escola, regressam, fazem mentoria e apoiam os mais novos. Somos uma família escolar no verdadeiro sentido da palavra!

Que estratégias inovadoras, como estágios práticos e programas linguísticos, o SAIS adopta para alinhar o ensino com as demandas de um mundo em rápida mudança?
Acreditamos que a educação tem de ter contacto com a realidade profissional. Desta forma, durante os anos escolares dos IGCSEs os nossos alunos participam em programas de work experience junto de várias entidades parceiras. É o momento em que o currículo ganha textura em que um aluno percebe, na prática, o que é trabalhar, colaborar, resolver problemas reais. A nível desportivo, levamos os nossos alunos além fronteiras literalmente. As nossas equipas participam regularmente em torneios nacionais e internacionais, com deslocações ao estrangeiro que são tanto uma experiência desportiva como uma experiência de vida. Oferecemos também o Prémio Infante Dom Henrique – DofE, um programa de reconhecimento internacional que desafia os jovens a desenvolver competências de liderança, serviço à comunidade, aptidão física, orieentering e aventura ao ar livre e que é altamente valorizado pelas universidades em todo o mundo.
A competência linguística é central na nossa missão: promovemos a fluência em inglês e português como requisito base, e oferecemos ainda espanhol, francês, alemão e mandarim. O SAIS é, por definição, uma escola multilingue e multicultural e isso prepara os nossos alunos para o mundo de uma forma que nenhum manual consegue substituir.
Como planeia a escola expandir parcerias internacionais e recursos tecnológicos para elevar ainda mais a qualidade do ensino, garantindo resultados superiores em avaliações globais?
Estamos numa fase empolgante da história do SAIS. A abertura do Campus II, dedicado ao A Level/AICE Diploma, e do Campus III, para os mais novos desde tenra idade. Esta fase representa não apenas um crescimento físico, mas uma visão pedagógica mais completa e ambiciosa. Cada campus tem uma equipa centrada nas necessidades específicas de cada fase escolar, o que nos permite aprofundar ainda mais a relação entre professor e aluno. Em termos de parcerias, somos membros do CHESS (O Conselho de Diretores de Escolas de Língua Inglesa), e da AEEP, o que nos coloca em diálogo constante com as melhores práticas internacionais. A nossa ligação à Universidade de Cambridge, enquanto sede da nossa componente curricular, garante acesso contínuo a recursos, formação e reconhecimento mundial. E no que diz respeito à tecnologia, a nossa filosofia é clara: as TIC são uma ferramenta ao serviço da aprendizagem, não uma dependência. O futuro do SAIS ergue-se sobre os alicerces consistente do nosso passado, da nossa história, do rigor, valores e comunidade que acredita genuinamente no poder da educação para transformar vidas. Together we always stand Stronger!






