Para assinalar o Dia Internacional do Coworking, que se celebra a 9 de agosto e que destaca o papel dos espaços de trabalho flexíveis na transformação da forma como as pessoas trabalham, a mais recente edição do Work from Anywhere Index da International Workplace Group (IWG) revela que Portugal é o único país com duas cidades classificadas entre os dez melhores destinos do mundo para combinar trabalho remoto e lazer em 2026
O índice anual classifica as cidades de acordo com um conjunto de critérios que avaliam capacidade para apoiar o trabalho remoto durante uma viagem, incluindo o clima, a velocidade da banda larga, o alojamento, os transportes, a gastronomia, a cultura e a disponibilidade de espaços de trabalho flexíveis. A divulgação surge numa altura em que um novo estudo da IWG demonstra a crescente popularidade das políticas de trabalho flexíveis, possibilitadas pelo regime híbrido e pelo acesso a espaços de trabalho em todo o mundo.

A presença simultânea de Porto e de Lisboa no top 10 mundial destaca a capacidade de Portugal para combinar atratividade internacional, conectividade digital, ligações de transporte, experiências culturais e acesso a espaços de trabalho profissionais.
As dez melhores cidades para combinar trabalho remoto e lazer em 2026
- Banguecoque
- Tóquio
- Barcelona
- Porto
- Vancouver
- Budapeste
- Nápoles
- Medellín
- Lisboa
- Seul
A diversidade do top 10 demonstra ainda que os melhores destinos de workcation oferecem mais do que experiências de lazer e turismo. Devem combinar conectividade, transportes, alojamento adequado e acesso a espaços de trabalho flexíveis com as experiências culturais, gastronómicas e de estilo de vida que tornam vantajoso prolongar uma viagem.
Porto e Lisboa colocam Portugal no centro da tendência global das workcations
O reconhecimento do Porto e de Lisboa surge numa altura em que o trabalho remoto e híbrido se tornou uma parte consolidada do mercado de trabalho português.
No primeiro trimestre de 2026, 21,1% da população empregada em Portugal trabalhou a partir de casa com recurso a tecnologias de informação e comunicação, representando aproximadamente 1,12 milhões de pessoas. Este valor foi ligeiramente superior ao registado no mesmo período de 2025, demonstrando que o trabalho remoto continua a fazer parte da forma como uma proporção significativa dos profissionais em Portugal organiza a sua vida profissional.[i]
Esta transformação da forma de trabalhar é apoiada pela infraestrutura digital de Portugal. No final do terceiro trimestre de 2025, de acordo com a ANACOM, as redes de alta velocidade cobriam 96% dos alojamentos familiares em Portugal. Uma conectividade digital fiável é particularmente relevante para os destinos de workcation, permitindo que os profissionais mantenham a produtividade e acedam aos sistemas das empresas enquanto permanecem afastados do seu local habitual de trabalho.
Mercado de espaços de trabalho flexíveis cresce em Lisboa e no Porto
O mercado imobiliário comercial está também a adaptar-se à crescente procura por formas de trabalho mais flexíveis.
O setor tem registado um crescimento anual superior a 20% desde 2018, impulsionado pelo trabalho híbrido, pela procura das empresas por soluções imobiliárias mais ágeis e pela crescente importância das redes descentralizadas de espaços de trabalho. Refletindo esta evolução, a IWG opera já 30 espaços de trabalho flexíveis em Portugal, 20 entre Porto e Lisboa, e os restantes noutras cidades emergentes e balneares, proporcionando aos profissionais acesso a locais de trabalho situados em importantes zonas empresariais e bairros locais.[iii]
Embora o clima, a cultura, a gastronomia e o estilo de vida contribuam para a atratividade de um destino de workcation, o acesso a espaços de trabalho seguros e devidamente equipados é essencial para os profissionais que precisam de trabalhar de forma produtiva, realizar reuniões ou colaborar com colegas enquanto viajam.
Políticas de Work from Anywhere tornam-se generalizadas
O novo estudo da IWG, a maior plataforma mundial de espaços de trabalho flexíveis, concluiu também que mais de metade dos profissionais, 51%, afirma que a sua entidade empregadora já disponibiliza uma política de Work from Anywhere.
O seu impacto é amplamente positivo: 90% afirmam que o WFA melhorou o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e 80% consideram que melhorou a produtividade. A política está também a influenciar as decisões de carreira, com 80% a afirmar que tornaria uma nova função mais atrativa e 62% a considerar mudar de emprego para beneficiar de uma melhor política de WFA.

O ranking de 2026 surge num contexto de maior consolidação das políticas de trabalho remoto, com os profissionais a procurarem cada vez mais destinos capazes de responder às suas necessidades tanto profissionais como pessoais. O acesso a um espaço de trabalho flexível no destino é uma parte importante dessa decisão, sendo referido por 38% como um fator fundamental na escolha do local onde trabalhar remotamente durante uma viagem.
Flexibilidade ajuda os profissionais a prolongarem as suas viagens
O trabalho remoto está a transformar cada vez mais a forma como as pessoas viajam. Quase metade dos profissionais, 48%, planeia prolongar umas férias ou uma escapadinha através do trabalho remoto em 2026, enquanto 46% afirma estar mais disponível para fazê-lo do que no ano anterior.
A tendência está já bem estabelecida, com 43% dos profissionais a terem trabalhado remotamente a partir de um destino de férias sem utilizarem dias de férias.
Bem-estar, tempo com a família e custos impulsionam a procura
Evitar o burnout e apoiar o bem-estar é a principal razão pela qual os profissionais pretendem prolongar as viagens através do trabalho remoto, mencionada por 54%.
Segue-se a possibilidade de passar mais tempo com familiares e amigos, referida por 53%, e de aproveitar melhor os dias de férias disponíveis, mencionada por 52%. As pressões financeiras estão também a influenciar este comportamento, com 51% a afirmar que o custo de vida aumentou a probabilidade de utilizarem políticas de trabalho híbrido e flexível para prolongarem as férias.
Conectividade continua a ser um fator fundamental
Ao escolherem um local onde trabalhar remotamente durante uma viagem, uma ligação Wi-Fi fiável é claramente a principal prioridade, selecionada por 38% dos inquiridos, à frente da qualidade do alojamento, da gastronomia e dos transportes, mencionada por 12%.
Viagens e alojamento mais acessíveis motivariam 46% dos profissionais a prolongar uma viagem através do trabalho remoto, sublinhando a importância de destinos capazes de combinar as necessidades práticas de trabalho com uma boa relação qualidade-preço.
Profissionais procuram orientações claras das empresas sobre o trabalho remoto
Os dados sugerem também que, embora o interesse pelas viagens com recurso a políticas de trabalho remoto esteja a crescer, os profissionais continuam a procurar garantias de que essa modalidade durante uma viagem é aceite e apoiada pela sua entidade empregadora.
Orientações claras e uma maior confiança relativamente às expectativas poderiam ajudar mais profissionais a adotar esta prática, com 44% a afirmar que se sentiriam motivados se soubessem que esta opção não afetaria a forma como o seu trabalho é percecionado e 39% a referirem a necessidade de orientações mais claras por parte da entidade empregadora.
Mark Dixon, Executive Chairman e Fundador da IWG, afirma: “Estamos a assistir a um número cada vez maior de profissionais que prolongam as suas viagens para trabalhar remotamente ou que escolhem passar períodos mais longos no estrangeiro enquanto nómadas digitais. Graças ao trabalho híbrido e à tecnologia cloud, os colaboradores têm agora a liberdade de trabalhar onde e quando for mais conveniente, seja num espaço de trabalho flexível próximo de casa ou num centro de coworking do outro lado do mundo. Para muitas pessoas, os dias das longas deslocações diárias para o trabalho terminaram e existe uma maior liberdade para trabalhar a partir de novas localizações.
“Esta tendência veio para ficar, com muitas empresas a adotarem, a longo prazo, políticas de trabalho flexível e remoto, particularmente durante os meses de verão, o que não só melhora o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e reduz o burnout, como também proporciona ganhos significativos de produtividade.”
Com mais de 5.000 espaços de trabalho flexíveis em mais de 120 países, a rede da IWG inclui muitos dos principais destinos mundiais para viagens e trabalho à distância, ajudando os profissionais a acederem a espaços de trabalho profissionais onde quer que decidam prolongar uma viagem.
Para saber mais e reservar o seu próximo espaço para uma workcation, consulte: www.iwgplc.com
Metodologia
O Work from Anywhere Index 2026 classifica 50 localizações através de fontes publicamente disponíveis e de referências públicas reconhecidas.
Cada cidade recebe uma pontuação entre 0 e 10 em fatores que incluem segurança, clima, alojamento, gastronomia, transportes, custo de vida, velocidade da banda larga, felicidade, disponibilidade de espaços de trabalho flexíveis, qualidade cultural, sustentabilidade, opções de vistos para nómadas digitais e acesso à natureza.
A avaliação global inclui também uma Pontuação de Qualidade baseada na qualidade da gastronomia, do ambiente de alojamento e das opções de transporte. Esta pontuação reflete a qualidade da oferta de cada cidade, e não o seu custo, sendo calculada através da média dos três componentes, arredondada para o múltiplo de 0,5 mais próximo.
Fontes nacionais








