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Performance, design e sustentabilidade : A revolução elétrica da Polestar

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A Polestar vive um momento decisivo, com a maior ofensiva de produto da sua história — quatro novos modelos até 2028 — que reforça o seu estatuto na mobilidade elétrica premium. Em entrevista à Revista Business Portugal, Miguel Pinto, Managing Director da Polestar Portugal, explica como a nova geração de veículos redefine a performance sustentável e destaca o papel do mercado português na estratégia europeia da marca.

A Polestar anunciou recentemente a maior ofensiva de produto da sua história, com quatro novos modelos em três anos. Que papel terá cada um destes lançamentos na consolidação da marca como referência global em mobilidade elétrica premium?

A Polestar apresentou a maior ofensiva de produto da sua história, com quatro novos modelos até 2028, reforçando a nossa posição no segmento premium elétrico. O Polestar 5, que chega este verão, será o nosso modelo de referência em tecnologia, performance e luxo. É o nosso halo car, um Grand Tourer que personifica da melhor forma o que significa a Polestar. Ainda este ano iremos lançar uma nova versão do Polestar 4, o nosso bestseller, capaz de combinar espaço, versatilidade e performance para atrair uma base de clientes ainda mais ampla. 

Em 2027, iremos lançar o novo Polestar 2, um automóvel totalmente novo e sucessor do primeiro Polestar 100% eléctrico e que se aproxima das 200 mil unidades vendidas.

E em 2028 chegará o Polestar 7, um SUV compacto premium que nos coloca no maior segmento de elétricos da Europa. 

Depois de alcançarmos o melhor ano de vendas de sempre em 2025, estes quatro lançamentos consolidam uma gama já altamente competitiva e preparada para lançar a Polestar para outro patamar, quer de volume, quer de notoriedade.

A Polestar estabeleceu metas de se tornar uma empresa totalmente neutra em carbono até 2040. De que forma esta visão influencia decisões de produto, parcerias industriais e modelo de negócio, e como garante que a sustentabilidade não é apenas narrativa, mas mensurável em cada veículo vendido?

Na Polestar, levamos a sustentabilidade muito a sério. Ainda recentemente, mostrámos o nosso descontentamento com a decisão de Bruxelas de recuar nos seus objetivos de eletrificação. A meta de sermos neutros em carbono até 2040 é um pilar estratégico da Polestar, orientando todas as nossas decisões: desenvolvimento de produto, seleção de fornecedores e processos industriais.

Somos muito seletivos nas parcerias – trabalhamos apenas com fornecedores que possam acompanhar a nossa ambição climática e garantir rastreabilidade total. Além disso, a nossa rede global é expandida de forma disciplinada assegurando que o crescimento está alinhado com padrões ambientais rigorosos. 

O mais importante é que tudo é mensurável. Cada novo modelo tem uma pegada de carbono transparente, auditável e comparável, e a marca publica relatórios que permitem acompanhar evoluções ano após ano. Para nós, sustentabilidade não é narrativa. É um compromisso para ser levado a sério e em boa medida, umas das caraterísticas que melhor diferencia a Polestar. 

Os modelos Polestar distinguemse pela combinação de design escandinavo, desempenho e tecnologia avançada, desde sistemas de infoentretenimento baseados em plataformas digitais modernas até soluções de segurança e eficiência. Que características técnicas considera mais emblemáticas desta nova geração de modelos e como estas moldam a experiência de condução elétrica?

Esta nova geração de modelos Polestar representa o auge da nossa engenharia. Se tivesse de destacar três áreas chave, seriam:

– Arquitetura elétrica de 800V, que permite carregamentos até 350 kW. 

– Autonomias cada vez mais alargadas aproximando-se dos 700 km WLTP. 

– Plataformas leves e rígidas, graças ao uso intensivo de alumínio colado, capazes de melhorar a dinâmica e a eficiência. 

A tudo isto juntase software avançado (fomos os primeiros a anunciar uma parceria com a Google que tem vindo a ser cada vez mais aprofundada) e segurança ativa de última geração. É esta combinação de fatores que também distingue a Polestar.

Portugal tem sido um mercado de forte crescimento para a marca, com um aumento de vendas superior a 80% em 2025 e a abertura de novos Polestar Spaces em Lisboa, Porto e Algarve. Que leitura fazem deste desempenho e que prioridades definiram para aprofundar a presença no canal empresarial e particular nos próximos anos?

O desempenho em Portugal confirma algo que já vínhamos a sentir: o consumidor português está extremamente recetivo a marcas elétricas premium que ofereçam tecnologia, design e transparência.

Em 2025, crescemos bastante no mercado nacional, impulsionados pelo sucesso do Polestar 4  – que se tornou o motor de crescimento da marca não só em Portugal mas também na Europa. 

A expansão da rede de parceiros acompanhou a mudança do nosso modelo de negócio e permite uma maior proximidade com o cliente. 

Para os próximos anos pretendemos consolidar não só a presença em frotas (o nosso principal canal de vendas), mas também acelerar o canal particular que tem vindo a crescer gradualmente. 

Olhando para a próxima década, em que a eletrificação irá intensificarse e a concorrência será ainda mais feroz, qual é a visão da Polestar para o mercado português em 2030 em termos de quota, rede, serviços e portefólio, e que papel espera que o país desempenhe na estratégia europeia da marca?

Portugal será um mercado, cada vez mais, relevante na estratégia global da Polestar. O nosso país já é visto como um mercado de referência, onde a Polestar tem vindo a crescer de ano para ano. A eletrificação está a acelerar, a infraestrutura melhora todos os anos e o perfil do consumidor português está muito alinhado com marcas tecnológicas e sustentáveis. Até 2030, pretendemos aumentar a quota de mercado e o nosso volume de vendas através de uma gama de produtos reforçada e de uma rede de parceiros fortificada que nos permitirá competir em mais de 50% de todos os segmentos elétricos.

Acredito que Portugal irá continuar a desempenhar um papel estratégico para a Polestar e contribuir para a transição, com vista a uma mobilidade mais limpa, em prol de um futuro ambiental mais sustentável.

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