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Nogueira Fernandes: Um mundo em madeira

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Nasceu de uma necessidade e de um sonho comum entre cinco irmãos, num pequeno armazém em Perafita, impulsionados pela determinação de transformar um desafio em oportunidade. Da união familiar e da vontade de trabalhar com as próprias mãos nasceu a Nogueira Fernandes – hoje uma referência nacional na construção em madeira, reconhecida pela qualidade, inovação e sustentabilidade das suas soluções. Mais do que uma empresa, é uma história de resiliência e compromisso, que evoluiu de um espaço modesto para uma estrutura industrial moderna e certificada, sem nunca perder a proximidade humana nem o sentido de partilha que estiveram na origem do projeto. Este percurso, marcado por sucessivas fases de crescimento, consolidação e regresso às origens, reflete a forma como a organização construiu o seu próprio legado: um mundo em madeira, feito de rigor, experiência e visão de futuro. Entre a aposta em novas tecnologias e a preservação do saber‑fazer artesanal, a Nogueira Fernandes mantém-se fiel à sua essência – crescer com sustentabilidade, respeitando as pessoas, o ambiente e o propósito que a uniu desde o primeiro dia.

De que forma o contexto de origem da Nogueira Fernandes – cinco irmãos, um armazém modesto em Perafita e o recurso ao subsídio de desemprego – continua a influenciar hoje a cultura de resiliência, proximidade e sentido de família dentro da empresa?

A Nogueira Fernandes nasceu de uma necessidade e de um sonho comum entre cinco irmãos, num pequeno armazém em Perafita e com recursos muito limitados. Esse início moldou profundamente a nossa cultura. Crescemos com a consciência de que nada é garantido e de que cada conquista exige esforço, união e compromisso. Hoje, mesmo com uma estrutura sólida e processos certificados, mantemos essa base familiar: proximidade entre equipa, espírito de entreajuda e respeito por cada pessoa envolvida. A resiliência que marcou o início continua viva.

 

 

Em que medida a mudança de instalações, desde o armazém inicial em Perafita até à Zona Industrial da Varziela e o regresso a Perafita, foi mais do que uma necessidade operacional, constituindo um percurso simbólico de afirmação da identidade da Nogueira Fernandes no setor da construção em madeira?

Cada mudança representou uma fase de crescimento e afirmação. Sair de um armazém pequeno para instalações industriais maiores foi o reflexo de uma ambição clara: profissionalizar, evoluir e ganhar capacidade produtiva. O regresso a Perafita teve um significado ainda mais profundo. Foi o voltar às origens com outra dimensão, outra estrutura e reconhecimento no setor. É um percurso que simboliza exatamente aquilo que somos: uma empresa que cresce sem esquecer de onde veio.

Até que ponto a combinação entre produção flexível, serviço de excelência e forte enfoque na sustentabilidade é verdadeiramente percebida pelos clientes como uma proposta de valor distinta, e como pode essa perceção ser medida e reforçada?

Os clientes reconhecem na Nogueira Fernandes essa combinação entre a flexibilidade produtiva, acompanhamento próximo e compromisso ambiental. Essa perceção mede-se no retorno e na recomendação: muitos dos nossos projetos surgem por referência direta. Reforçamos essa diferenciação através da transparência no processo, qualidade consistente e aposta em soluções sustentáveis certificadas.

 

De que maneira os valores declarados – inovação, sustentabilidade, rigor, qualidade, experiência e compromisso – se traduzem em comportamentos concretos no dia a dia da equipa?

Os nossos valores estão presentes em tudo o que fazemos. A inovação vê-se na forma como procuramos novas soluções e melhoramos continuamente os nossos métodos de trabalho. O rigor e a qualidade estão no cuidado com cada detalhe, desde o projeto até à construção final. A sustentabilidade é uma preocupação diária, uma vez que utilizamos madeira certificada, e trabalhamos com processos controlados e certificados. A experiência e o compromisso refletem-se na dedicação da equipa e no acompanhamento próximo de cada cliente.

Se tivesse de escolher três obras que simbolizem melhor o percurso e a identidade da Nogueira Fernandes, quais seriam e por que razões essas construções traduzem, de forma exemplar, os valores de inovação, rigor e sustentabilidade que a empresa assume como centrais?

A primeira obra seria o nosso primeiro armazém em Perafita, porque representa o início de tudo – apenas os cinco irmãos, muita vontade de trabalhar e um sonho comum.

A segunda são, sem dúvida, todas as casas que construímos ao longo dos anos. Cada projeto é único, feito à medida de cada cliente, e todos tiveram um papel importante no crescimento e afirmação da empresa. Por fim, destacamos o Eco-Resort Pestana Dunas, no Porto Santo, um projeto marcante pela sua dimensão e exigência técnica, que simboliza a nossa capacidade de executar obras de grande escala mantendo os valores de rigor, inovação e sustentabilidade.

 

 

 

Que desafios a Nogueira Fernandes enfrenta hoje no mercado (por exemplo, concorrência em CLT, pressão de preços, escassez de mão de obra qualificada) e como é que a organização equilibra a resposta a esses riscos com a preservação da sua identidade de “um mundo em madeira”?

A escassez de mão de obra qualificada é um desafio transversal ao setor. Além disso, a burocracia associada à certificação de produtos exige tempo e rigor técnico. Procuramos equilibrar estes obstáculos mantendo a nossa identidade, investindo na formação interna e reforçando processos certificados que garantem qualidade e confiança.

O que significa, de forma prática e mensurável, “assumir uma posição de referência no mercado” para a Nogueira Fernandes: em que segmentos, com que métricas de sucesso e em que horizonte temporal?

Para nós, ser uma empresa de referência significa ser reconhecida pela qualidade, confiança e inovação na construção em madeira.

Queremos consolidar a nossa posição sobretudo na habitação e no turismo, continuando a crescer de forma sólida e consistente. Medimos esse reconhecimento através da procura pelos nossos serviços, da satisfação dos clientes e da dimensão dos projetos que nos são confiados. O objetivo é reforçar essa presença nos próximos anos.

Como pode a aposta no CLT ser alavancada não apenas como uma extensão natural da construção em madeira, mas como um eixo estratégico para entrar em novos mercados, parcerias internacionais e modelos de negócio mais sustentáveis?

O CLT representa uma evolução natural para um novo patamar industrial. Este material permite-nos alargar a nossa oferta para novas soluções estruturais e reforçar a capacidade de produção para venda não só de CLT, mas também de vigas lameladas. Esta evolução, abre portas a novos mercados, parcerias e oportunidades de crescimento, ao mesmo tempo que reforça a nossa posição e prepara a empresa para um futuro ainda mais sólido e inovador dentro do setor.

 

 

Que transformações tecnológicas (digitalização da produção, BIM, automação, Inteligência Artificial no design e na gestão de projeto) a Nogueira Fernandes deve priorizar para garantir que a visão de futuro não colide com o seu ADN artesanal e de proximidade ao cliente?

A evolução tecnológica é essencial para continuarmos a crescer com qualidade e eficiência. Temos investido em equipamentos de última geração que permitem maior precisão, rapidez e controlo na produção.
Ainda assim, a tecnologia não substitui aquilo que nos define: a proximidade com o cliente e o cuidado humano em cada projeto. O nosso objetivo é conjugar inovação e modernização com o saber-fazer artesanal e o acompanhamento personalizado.

Qual a visão que a Nogueira Fernandes traça para os próximos anos, de modo a posicionar “um mundo em madeira” não apenas como uma marca nacional de excelência, mas como um legado global de construção responsável e inspiradora?

A nossa visão passa por continuar a afirmar a Nogueira Fernandes como uma marca de referência na construção em madeira, dentro e fora de Portugal. Queremos crescer de forma sustentável, investir em inovação e alargar a nossa capacidade produtiva, especialmente com a entrada do CLT e das vigas lameladas. “Um mundo em madeira” é a base dessa visão: criar soluções duradouras, humanas e sustentáveis que possam inspirar futuras gerações.

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