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Formação para o futuro

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O IQ, IP-RAM ajusta a sua oferta formativa às necessidades reais e emergentes do mercado regional, combinando análise prospetiva, ligação às empresas e forte componente prática para garantir elevada empregabilidade e redução do abandono escolar.

Como é que o Instituto para a Qualificação, IP-RAM, identifica e antecipa as necessidades específicas do mercado de trabalho madeirense, nomeadamente através do Estudo Prospetivo das Qualificações da RAM, para alinhar a sua oferta de ensino e formação profissional?

O Instituto para a Qualificação, IP-RAM (IQ) define a sua oferta formativa a partir de um diagnóstico contínuo das necessidades do mercado de trabalho regional, tendo por base a Atualização do Estudo Prospetivo das Qualificações da RAM 2021-2027, dados do Observatório Regional de Educação, indicadores de empregabilidade dos ex-formandos e a auscultação do tecido empresarial.

Esta abordagem permite identificar necessidades atuais e antecipar tendências futuras, como o envelhecimento da população, a transição digital e energética, a evolução dos setores económicos e a predominância de pequenas e médias empresas na região. Destaca-se a adequação da formação às necessidades das empresas que tem atingido 100% em alguns cursos, após a realização da formação em contexto de trabalho.

 

Sara Estudante Relvas, Presidente do Conselho Diretivo

 

De que forma os Cursos Profissionais e de Aprendizagem promovidos pelo IQ, IP-RAM, no âmbito do Programa Madeira 2030 e cofinanciados pelo FSE+, respondem às tendências atuais de empregabilidade na Região Autónoma da Madeira, como a descida do desemprego e o aumento das ofertas de emprego?

Os Cursos Profissionais e de Aprendizagem, promovidos no âmbito do Programa Madeira 2030 – FSE+, à evolução do mercado de trabalho na RAM. A oferta incide em áreas com elevada procura, como saúde, apoio social, manutenção industrial, tecnologias, gestão e turismo, integrando uma forte componente prática e formação em contexto de trabalho. Os resultados confirmam esta estratégia, com taxas de empregabilidade muito elevadas, que em alguns cursos atingem 100% um ano após a conclusão.

Como integra o IQ, IP-RAM, áreas emergentes como automação, robótica, manutenção industrial e refrigeração na sua oferta formativa para 2026/2027?

A integração de áreas emergentes é também uma prioridade. O Laboratório Digital Indústria 4.0, recentemente criado, permite formação em automação, robótica, eletrónica e eficiência energética. São ainda promovidos cursos nas áreas da manutenção industrial e da refrigeração, alinhados com a digitalização e a modernização dos sistemas produtivos.

De que modo o IQ, IP-RAM colabora com entidades empregadoras e o sistema nacional de qualificações para certificar formadores e cursos, assegurando que a formação profissional seja diretamente aplicável às perspetivas do mercado?

A atuação do IQ assenta numa forte articulação com o Sistema Nacional de Qualificações e com o tecido empresarial. A oferta está alinhada com o Catálogo Nacional de Qualificações, assegurando a certificação das competências adquiridas. As parcerias com entidades empregadoras apoiam a atualização dos conteúdos e a realização de formação em contexto de trabalho. A contratação de profissionais dos vários setores, como formadores externos, reforça a ligação ao mercado. O IQ dispõe ainda de um Sistema de Gestão da Qualidade certificado, que promove a melhoria contínua dos processos internos.

Quais os indicadores de sucesso do IQ, IP-RAM, na redução do abandono escolar nos cursos profissionais e na colocação de diplomados no mercado de trabalho, e como pretende potenciar estes resultados face à robustez económica observada na Madeira em 2026?

Os resultados alcançados demonstram o impacto positivo da intervenção do IQ. Em 2025, 88% dos formandos concluíram com sucesso ações de níveis 4 e 5, foram emitidos 606 certificados e, através do Centro Qualifica, foram encaminhados 151candidatos para ofertas de educação e formação ou processos RVCC. Estes indicadores, associados à redução do abandono escolar e à elevada empregabilidade, que em alguns cursos atinge os 100%, comprovam a relevância da formação profissional na Região. Para consolidar estes resultados, o IQ continuará a apostar na atualização da oferta, na articulação com as empresas, nas áreas tecnológicas e digitais e, ainda, no desenvolvimento contínuo das competências internas, destacando-se que, em 2025, 92% dos colaboradores frequentaram pelo menos uma ação de formação.

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