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Conselho consultivo dá novo impulso ao Portugal Digital Summit 2025

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A maior conferência de transformação digital do país regressa a 22 e 23 de outubro ao Centro de Congressos de Lisboa, agora com um Conselho Consultivo composto por 20 líderes e especialistas.

O objetivo é reforçar a orientação estratégica do evento e elevar a qualidade do debate sobre o impacto da Inteligência Artificial (IA) na economia e na sociedade portuguesa, uma edição organizada pela ACEPI em parceria com a GoingNext.

Porque é que este Conselho importa para empresas e decisores

A criação do Conselho responde a uma necessidade clara, a de aproximar empresas, reguladores, academia e tecnologia para acelerar a transição digital, num momento em que decisões sobre dados, cibersegurança, pagamentos e ativos digitais se tornam estruturais.

Em Portugal, os prestadores de serviços de ativos virtuais (VASPs) continuam sujeitos a registo no Banco de Portugal para fins de prevenção de BC/FT, enquanto a plena aplicação do MiCA aguarda designação nacional da autoridade competente para licenciamento. Um detalhe regulatório com impacto direto na inovação e na gestão de risco.

Para utilizadores e PMEs que operam online, é útil acompanhar modelos de mercado emergentes. As corretoras P2P em Portugal que possibilitam compra e venda direta entre particulares também são consideradas, sobretudo quando o quadro europeu para cripto e pagamentos evolui rapidamente.

Ao mesmo tempo, o Regulamento Europeu dos Pagamentos Imediatos já impõe um primeiro conjunto de obrigações aos prestadores de serviços de pagamento desde janeiro de 2025, acelerando a liquidação em segundos e elevando a fasquia da experiência do cliente.

Quem compõe o Conselho e que valor acrescenta

O Conselho é presidido por Gabriel Coimbra e integra perfis que cobrem política pública, infraestruturas digitais, energia, banca e cloud. Entre os membros, estão o presidente do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e chairman da TAP, Carlos Oliveira, e Ana Lehmann (European International Business Academy).

Também Catarina Ceitil (CIO da Galp), Luísa Ribeiro Lopes (.PT), Gonçalo Marques Oliveira (CIO do Grupo Pestana), a presidente da ANACOM, Sandra Maximiano, a CEO do Banco CTT, Francisco Barbeira e a diretora-geral da Google Cloud Portugal, Sofia Marta. A diversidade setorial é a chave.

Ela liga a definição estratégica à execução, com impacto direto em temas como a identidade digital, resiliência das redes, interoperabilidade de dados e serviços financeiros. Segundo Alexandre Nilo Fonseca, presidente da ACEPI, ao reunir líderes de diferentes sectores, reforçamos o objetivo de antecipar tendências.

A edição de 2025 contará com cerca de 150 oradores nacionais e internacionais, distribuídos por 12 palcos temáticos, com foco na IA aplicada a setores como energia, banca, serviços públicos e saúde. O formato combina keynotes, estudos de caso e mesas-redondas concebidas para gerar conhecimento acionável.

Regulação que mexe com o dia a dia: MiCA e pagamentos imediatos

Desde 30 de dezembro de 2024, a prestação de serviços com criptoativos na UE depende de autorização ao abrigo do MiCA. Em Portugal, o diploma nacional de execução ainda não foi publicado, pelo que a autoridade competente para licenciar CASP permanece por designar.

No período transitório, entidades já registadas no BdP podem continuar a operar, sujeitas a obrigações de BC/FT. Para novos entrantes, o BdP não pode ainda receber pedidos de autorização MiCA. Este enquadramento é particularmente importante para fintechs, plataformas de ativos digitais e fornecedores B2B.

No lado dos pagamentos, o Regulamento (UE) 2024/886 (Instant Payments Regulation) entrou em vigor a 8 de abril de 2024, com primeiras obrigações a 9 de janeiro de 2025 para os PSP da área do euro. Além disso, o rulebook SCT Inst 2025 do EPC entra em vigor a 5 de outubro de 2025, garantindo alinhamento técnico entre bancos e processadores.

Para o utilizador final e para o retalho, isto traduz-se em transferências em segundos, 24/7, e em menor atrito no checkout, fatores que serão inevitavelmente tema nos palcos de pagamentos e comércio digital da cimeira. A transição digital chegou ao consumo de massas.

Um 48,9% das pessoas entre 16 e 74 anos fizeram compras online em 2024, segundo dados compilados pela ANACOM a partir do INE. O padrão de compra mostra a maturidade do utilizador português e justifica a prioridade a pagamentos instantâneos, autenticação forte e proteção do consumidor.

Do lado empresarial, os indicadores de Economia Digital em Portugal evidenciam que a utilização da Internet e a adoção de ferramentas digitais continuam a subir, com o ecossistema a ganhar massa crítica em comércio eletrónico, serviços cloud e analytics. Estes dados ajudam a enquadrar o papel do Summit como barómetro e catalisador de tendências para o próximo ciclo.

Na administração pública, o foco tem sido a experiência do utilizador e a interoperabilidade, áreas onde a partilha de boas práticas acelera ganhos de eficiência. Na banca, temas como modelos explicáveis, gestão de risco e fraude em pagamentos imediatos deverão dominar.

Na energia, a IA e a IoT otimizam redes e manutenção preditiva. Na saúde, a prioridade passa pela integração de dados clínicos com privacidade e segurança por desenho. A presença, no Conselho, de atores de referência nestes setores facilita a passagem da teoria à prática.

 

*Este artigo é da inteira responsabilidade da Bazoom 

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