Há um quarto de século que a Municípia se posiciona na vanguarda da transformação digital dos territórios, traduzindo dados em conhecimento e conhecimento em decisões que sustentam uma governação pública mais informada e eficiente. Sob a liderança de António Fernandes, Diretor-Geral, a empresa tem consolidado uma visão estratégica que alia inovação tecnológica, rigor científico e profunda compreensão das realidades locais. De Portugal aos países lusófonos, a Municípia tem exportado tecnologia, método e competências, contribuindo para a criação de ecossistemas digitais que fortalecem a autonomia municipal e promovem uma gestão territorial mais inteligente, sustentável e participativa. Com soluções como as Infraestruturas de Dados Espaciais, o CityHub, o Observatório IMPACT e os Gémeos Digitais, a empresa tem sido pioneira na construção de um novo paradigma de administração pública: mais ágil, interoperável e centrada no cidadão, onde a informação se transforma em ação e o território em conhecimento partilhado.
Ao longo de 25 anos, a Municípia transformou dados em conhecimento e conhecimento em decisões – que papel tem esta visão na construção de territórios mais inteligentes e sustentáveis?
Ao longo de 25 anos, a Municípia tem sido pioneira na transformação digital dos territórios, convertendo dados em conhecimento e conhecimento em decisões. Acreditamos que a inteligência territorial nasce da integração de dados – geoespaciais, estatísticos e operacionais – em ecossistemas digitais coerentes. Plataformas como a Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE), o CityHub, o Observatório IMPACT e os Gémeos Digitais permitem aos municípios gerir o território com autonomia, eficiência e sustentabilidade, promovendo políticas públicas baseadas em evidência e alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
A digitalização do território é hoje um imperativo das políticas públicas. Como equilibra a Municípia a precisão tecnológica com a necessidade de servir comunidades humanas e realidades locais diversas?
A digitalização do território é, antes de mais, uma missão de serviço público. A Municípia equilibra precisão tecnológica e dimensão humana ao desenvolver soluções ajustadas à identidade e às realidades locais. A nossa abordagem combina rigor técnico e empatia territorial, traduzindo a complexidade tecnológica em instrumentos acessíveis e participativos que fortalecem a governação, envolvem os cidadãos e promovem transparência. Cada território tem a sua singularidade – e é a partir dessa diversidade que construímos cidades mais inteligentes e humanas.

Em que medida os vossos projetos internacionais – em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Timor-Leste e Marrocos – têm contribuído para exportar conhecimento português e criar sinergias com as administrações locais?
Nos países onde atuamos, a Municípia exporta não apenas tecnologia, mas conhecimento e método. Cada projeto internacional é uma oportunidade de capacitar equipas locais, reforçar a autonomia institucional e criar ecossistemas digitais colaborativos. A partilha de competências em gestão territorial, cadastro e governação digital tem projetado o modelo português de inteligência territorial como referência no espaço lusófono. Assim, Portugal afirma-se como exportador de inovação e boas práticas na administração pública, consolidando uma rede de cooperação técnica e estratégica entre países.
A integração de tecnologias emergentes, como Inteligência Artificial e análise preditiva, está a redesenhar a forma como os territórios são planeados. De que maneira estas ferramentas estão a ser incorporadas nas soluções oferecidas pela Municípia?
A integração de Inteligência Artificial, análise preditiva e modelação 3D/4D é hoje uma realidade nas soluções da Municípia. Na IDE, assegura-se a qualidade e interoperabilidade dos dados; no CityHub, a IA correlaciona informação e apoia decisões; no Observatório IMPACT, a análise preditiva projeta cenários de sustentabilidade; e nos Gémeos Digitais, simulam-se realidades dinâmicas que antecipam impactos e otimizam políticas públicas. A tecnologia é assim usada como instrumento de inteligência pública, colocando o conhecimento ao serviço de decisões mais informadas, eficientes e transparentes.

O valor do território mede-se tanto pela sua infraestrutura como pela sua identidade. Como é que a Municípia integra a dimensão cultural e social do espaço nas suas soluções de informação geográfica?
O território é também expressão da sua história, cultura e comunidades. A Municípia integra estas dimensões nas suas soluções geográficas, digitalizando o património, a memória e as dinâmicas sociais. A IDE valoriza o património histórico e ambiental; o CityHub aproxima o cidadão da gestão municipal; e o Observatório IMPACT mede dimensões sociais, culturais e educativas. Desta forma, a tecnologia torna-se um meio de valorização da identidade e de promoção da coesão, demonstrando que a sustentabilidade territorial depende tanto da infraestrutura como das pessoas que lhe dão vida.
Olhando para o futuro, que visão orienta a Municípia na próxima década em termos de inovação, expansão e contributo para uma administração pública mais ágil e baseada em dados?
A visão da Municípia para a próxima década assenta em três eixos: inovação contínua, expansão colaborativa e governação pública orientada por dados. Pretendemos continuar a inovar no cruzamento entre geotecnologia, IA e gémeos digitais; reforçar a presença nacional e internacional; e contribuir para uma administração pública mais ágil, interoperável e centrada no cidadão. Queremos evoluir da digitalização para a inteligência pública, onde cada decisão é suportada por dados fiáveis e cada território é compreendido de forma integrada, participativa e sustentável.





