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Uma década de crescimento e visão estratégica

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Ao assinalar dez anos de atividade, a Fortaleza Seguros consolida-se como um projeto de referência no setor segurador angolano. Com uma visão integrada entre banca e seguros, a companhia aposta na inclusão financeira, na inovação e na diversificação dos canais de distribuição. Carlos Firme, CEO da Fortaleza Seguros, analisa os principais marcos do percurso e os desafios e oportunidades do setor.

Uma origem estratégica e bases sólidas de crescimento

Fundada há uma década, a Fortaleza Seguros nasceu da identificação de uma lacuna no mercado angolano e de uma visão integrada entre banca e seguros. Desde o início, o modelo de banca seguros foi central, permitindo à companhia tirar partido de uma rede bancária com presença nacional, ganhar escala, proximidade ao cliente e eficiência operacional, evitando elevados custos de distribuição.

Paralelamente, a Fortaleza investiu na construção de bases sólidas: formação de equipas, desenvolvimento de lideranças, criação de processos e lançamento de novos produtos. Sob a liderança de Carlos Firme, CEO há quatro anos, este percurso foi reforçado com a modernização da arquitetura tecnológica, um marco estruturante que aumentou a segurança, a eficiência e abriu caminho à inovação digital.

Da banca de seguros à diversificação dos canais

Embora a banca seguros continue a ser uma matriz fundamental, a Fortaleza tem vindo a alargar progressivamente a sua presença noutros canais, nomeadamente junto de mediadores e corretores. Esta evolução representa uma mudança estratégica significativa, colocando a companhia em segmentos mais exigentes do mercado, com clientes de maior dimensão e complexidade.

Este canal, que tem sido um dos principais motores de crescimento recente, obriga a elevados níveis de competitividade, eficiência no serviço e qualidade na gestão de sinistros. Para a Fortaleza, trata-se de um passo natural na sua maturidade enquanto seguradora, reforçando a sua posição num mercado cada vez mais diversificado.

 

 

Carlos Firme, CEO

 

Seguros como pilar do desenvolvimento económico

Para Carlos Firme, não há desenvolvimento sustentável sem um setor segurador forte, capaz de proteger pessoas, empresas e investimentos. Em Angola, esta realidade ainda está longe de se concretizar: os seguros representam cerca de 0,5% do PIB, muito abaixo dos 3% a 5% registados em países africanos comparáveis e dos níveis das economias desenvolvidas. Num país jovem, esta fragilidade reforça a urgência de acelerar a inclusão financeira e a formalização da economia.

Digitalização e proximidade com o cliente

Com uma população maioritariamente jovem, a Fortaleza aposta na digitalização como eixo estratégico. O reforço dos canais digitais, apoiados por novas tecnologias e Inteligência Artificial, visa simplificar processos, melhorar o acompanhamento de sinistros e aproximar a seguradora dos clientes, tornando o serviço mais eficiente e acessível.

Investimento, fiscalização e literacia

O futuro do setor segurador em Angola passa pelo investimento, pela diversificação económica e por uma maior fiscalização dos seguros obrigatórios. Atualmente, apenas 15% dos automóveis em circulação têm seguro automóvel obrigatório e 5% das empresas têm seguro obrigatório em acidentes de trabalho, revelando um elevado potencial de crescimento. Para Carlos Firme, este avanço exige não só regulação mais eficaz, mas também maior literacia financeira e sensibilização da sociedade. Ao completar dez anos, a Fortaleza Seguros apresenta-se como um projeto maduro, com bases sólidas e uma visão clara para o futuro. Num setor ainda em desenvolvimento, a companhia assume o seu papel como agente de transformação, apostando na inovação, na inclusão financeira e na proteção do investimento como motores essenciais para o crescimento sustentável de Angola. Para Carlos Firme, o caminho é exigente, mas inevitável: sem um setor segurador forte, o desenvolvimento do país ficará sempre incompleto.

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