PUB

PUB

Sandra Daza e a reinvenção da Gesvalt

Data:

Partilhar

À frente de uma transformação estratégica e cultural na Gesvalt, Sandra Daza consolidou-se como uma das vozes mais influentes da consultoria de ativos na Europa. Em entrevista exclusiva, a CEO do grupo espanhol reflete sobre os desafios de liderar em um setor historicamente masculino, celebra conquistas que redefiniram o posicionamento da empresa e partilha uma visão de futuro marcada por inovação, diversidade e liderança autêntica.

Com uma carreira marcada pela sua promoção dentro da Gesvalt para o cargo de CEO, quais foram os maiores desafios e conquistas que definiram a sua trajetória como mulher em cargos de liderança?

Entre os marcos mais relevantes, destaco ter feito parte da transformação da Gesvalt, passando de uma empresa de avaliações para uma empresa de consultoria, consolidando um modelo de negócios mais completo e centrado no cliente. Também superámos etapas difíceis, como a crise económica, que nos levou a reforçar a nossa proposta de valor.

A Gesvalt destacou-se por ser uma referência em consultoria e avaliação de ativos. Que estratégias considera fundamentais para manter a empresa na vanguarda de um setor tão competitivo e em constante evolução?

Na Gesvalt oferecemos serviços personalizados adaptados a cada setor, contexto e tipo de ativo. Esta proximidade e flexibilidade são fundamentais para gerar confiança e acrescentar um valor real, sustentadas por uma visão global que integra todas as nossas áreas de negócio e potencializa as sinergias entre os diferentes países nos quais atuamos. Nesta base, impulsionamos a inovação como motor de crescimento e adaptação, respondendo às mudanças do mercado, mantendo a excelência e antecipando-nos às novas exigências do setor.

Sandra Daza, CEO do Grupo Gesvalt
Sandra Daza, CEO do Grupo Gesvalt

O setor imobiliário e financeiro tem sido tradicionalmente dominado por homens. Como avalia a evolução da presença feminina neste ambiente e que impacto acredita ter a liderança feminina nestes setores?

Considero que houve muito progresso nos últimos anos, embora ainda haja um caminho a percorrer. Cada vez mais mulheres assumem cargos de responsabilidade e contribuem com as suas qualidades essenciais para um ambiente que exige adaptação e inovação. Acredito firmemente que a diversidade não é apenas uma questão de equidade, mas também de competitividade, já que as empresas que incorporam o talento feminino estão mais preparadas para enfrentar desafios e gerar valor sustentável.

Que conselho daria a outras mulheres que aspiram a cargos de liderança ou a empreender em áreas tecnicamente exigentes, como a consultoria estratégica ou avaliação de ativos?

Recomendaria que confiem na sua preparação e no valor que podem oferecer, sem se deixarem limitar por estereótipos. Também é fundamental que se cerquem de boas referências, construam redes de apoio, sejam perseverantes e mantenham sempre a curiosidade e a capacidade de adaptação. Além disso, recomendo que liderem a partir da autenticidade, pois a força da liderança vem justamente da diversidade de estilos e perspetivas.

 

Newsletter

Últimas Edições

Artigos Relacionados