Paulo Pereira da Silva, CEO da Renova, marcou presença num almoço-debate promovido pelo International Club of Portugal para apresentar a mais recente aposta da empresa: um papel higiénico feito com fibras têxteis recicladas, destinado a novos mercados no norte e centro da Europa. O encontro serviu para discutir a internacionalização da marca e os desafios de inovar num setor tradicional, colocando Portugal na vanguarda da indústria de produtos de higiene.
A Renova lançou a nova marca, Textilpapier, em países como Noruega, Dinamarca, Alemanha e os países bálticos, tanto em lojas físicas como online. “Noruega e Dinamarca são mercados totalmente novos para a Renova, onde entrámos há poucos meses com este produto inovador”, destacou Paulo Pereira da Silva, sublinhando que o produto combina “a suavidade do têxtil e a higiene do papel”. Em Portugal, o novo papel higiénico já está disponível em algumas lojas físicas e plataformas digitais.

Durante o almoço, que reuniu profissionais e investidores, o CEO da Renova abordou também a forma como a tecnologia tem sido determinante no desenvolvimento da empresa. “Temos feito muita coisa com recurso à Inteligência Artificial, desde o produto à embalagem, passando pelo tratamento de dados”, explicou. A inovação é vista como central na estratégia da marca, que desde cedo apostou em conceitos disruptivos, como o papel higiénico de cor preta, que projetou a Renova internacionalmente no segmento ‘premium’.
Paulo Pereira da Silva recordou ainda que a internacionalização da Renova não se limita à Europa. A marca portuguesa está presente em mercados como Espanha, França, Reino Unido, México, Coreia do Sul e China. Neste último país, a aposta recaiu nas lojas online e nas redes sociais, especialmente o TikTok, onde a empresa mantém um gabinete com dois funcionários chineses para estudar tendências e estratégias digitais.

A estratégia de expansão baseia-se no fortalecimento da marca: “A Renova escolheu fazer a sua internacionalização através da marca. O meu trabalho tem sido o de desenvolver uma marca portuguesa pelo mundo”, afirmou. Para o CEO, a inovação não se limita aos produtos, mas envolve também a cultura empresarial. “Para continuar a inovar, é preciso escolher as pessoas e deixar as equipas trabalhar, delegando poder. E criar uma cultura de empresa. Inovar é a nossa sobrevivência, senão morremos”, acrescentou.

Com quase um século de história, desde a sua fundação em 1939 em Torres Novas, a Renova tem sabido adaptar-se a novos hábitos de consumo, combinando tradição com tecnologia. O lançamento do Textilpapier representa mais um passo na consolidação da marca em mercados exigentes, onde a sustentabilidade e a qualidade são cada vez mais valorizadas pelos consumidores.






