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Prevenir, preparar, responder

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Num setor em que cada detalhe pode determinar uma resposta perante uma emergência, a Safestage Medical Solutions quer colocar a prevenção no centro da experiência. Liderada pelo Diretor-Geral Francisco Castro Matos, nasceu com uma convicção: a assistência médica em eventos não deve ser vista apenas como uma obrigação operacional, mas como uma componente estratégica da segurança e da experiência de quem participa.

Uma ideia assente na diferença

A Safestage surgiu da experiência acumulada por Francisco Castro Matos em contexto de urgência hospitalar e proteção médica de eventos. A experiência permitiu-lhe identificar uma oportunidade: fazer de outra forma. “Eu entendia que era possível fazer algo diferente. Não necessariamente algo que fosse melhor por si só, mas algo diferente do que era feito no mercado”. É nesta diferença que a empresa procura construir o seu posicionamento. A assistência clínica é o ponto de partida, mas a proposta passa por acrescentar valor ao cliente. A operação abrange eventos corporativos, festivais, competições desportivas e grandes acontecimentos. Na Safestage, a segurança é encarada como um processo que começa muito antes da realização de qualquer evento. A dimensão, a natureza da iniciativa e, sobretudo, os riscos que lhe estão associados são criteriosamente avaliados para definir um dispositivo clínico adequado às suas características.

“Todo o trabalho é feito a montante”, explica Francisco Castro Matos, salientando que, nos eventos de média dimensão, o planeamento deverá, idealmente, iniciar-se com dois a três meses de antecedência.

Este trabalho envolve uma articulação próxima com os promotores, os serviços de proteção civil, o INEM e as restantes entidades competentes, permitindo antecipar possíveis cenários e adequar os meios às necessidades identificadas.

Nesta análise, o número de participantes constitui apenas um dos fatores a considerar. A natureza do evento e os comportamentos que lhe estão associados podem determinar níveis de risco substancialmente diferentes, mesmo perante uma afluência semelhante. Um festival de carácter familiar, por exemplo, apresenta desafios distintos de uma concentração com o mesmo número de pessoas, mas associada a outros contextos e comportamentos.

“90% do trabalho está a montante do próprio evento”, afirma o diretor geral, reforçando a importância de uma preparação rigorosa e antecipada como condição essencial para assegurar uma resposta eficaz perante qualquer eventualidade.

 

Francisco Castro Matos, Diretor-Geral

 

 

Uma rede nacional, uma resposta próxima

A resposta assenta numa rede de mais de 200 médicos, enfermeiros e técnicos de emergência, distribuídos pelo território nacional. Os profissionais são mobilizados de acordo com as características do evento, mantendo-se uma estrutura de coordenação clínica.

Esta abordagem combina escala com proximidade. A empresa procura trabalhar com recursos existentes nas comunidades, nomeadamente Bombeiros e Cruz Vermelha, complementando aquilo que já existe. “Procuramos trabalhar com os Bombeiros, com a Cruz Vermelha e não em substituição dessas entidades, em complementaridade”. Sempre que possível, parte da operação é assegurada localmente, permitindo que o investimento permaneça na comunidade.

Resolver no local

A autonomia clínica é outro dos pilares. Sempre que possível, o objetivo é resolver a ocorrência no próprio evento, reduzindo encaminhamentos desnecessários. Segundo Francisco Castro Matos, a empresa apresenta uma taxa de resolução no local na ordem dos 98%. “A ideia é que o evento seja autónomo”, explica, ressalvando que existem situações em que a estabilização inicial tem de ser seguida de encaminhamento para unidades de saúde.

Uma resposta rápida e eficiente protege as pessoas sem transformar uma ocorrência num fator de interrupção para todo o evento.

Pessoas no centro de uma empresa em crescimento

A diferenciação da Safestage estende-se também à forma como estabelece e desenvolve a relação com os profissionais que integram a sua rede. Apesar de se tratarem de colaboradores externos, a empresa procura envolvê-los na sua dinâmica e reconhecê-los como uma parte essencial da estrutura operacional.

“Não olhamos para essas pessoas como parte instrumental da operação, mas como componente basilar da própria empresa”, afirma o diretor geral. Esta perspetiva sustenta o conceito de “Família Safestage”, assente numa relação de proximidade, confiança e sentido de pertença. Num setor em que muitos profissionais colaboram com diferentes entidades, a empresa considera que esta ligação pode constituir um fator diferenciador.

A formação assume igualmente um papel relevante na estratégia da Safestage. Para além da assistência médica em eventos, a empresa desenvolve formação em primeiros socorros e soluções ajustadas às especificidades de cada organização, procurando responder de forma concreta aos riscos inerentes a cada atividade. “Faz mais sentido estar a focar-me naquilo que é mais provável acontecer em cada local e capacitar as pessoas para agir em conformidade”, explica o diretor geral, defendendo uma abordagem orientada para as necessidades efetivas de cada contexto.

 

 

O próximo passo

Com cerca de sete meses de atividade, a Safestage encontra-se numa fase de consolidação, marcada por um crescimento sustentado e pela participação em eventos de diferentes dimensões e características. Para Francisco Matos, este período inicial tem sido essencial para afirmar a marca e reforçar a sua presença num mercado exigente. A estratégia para os próximos anos está igualmente definida. “Em 2026, data a conhecer e, em 2027, faz acontecer”, afirma Francisco Castro Matos, sintetizando uma visão que passa por utilizar o presente para consolidar a identidade da empresa e preparar uma nova etapa de crescimento.

A ambição é clara: ampliar a escala da operação e afirmar a empresa como uma referência na área da assistência médica em eventos, mantendo os princípios que orientam a sua atuação desde o início. Entre eles, destacam-se a capacidade de antecipação, a proximidade com os profissionais e parceiros e a adaptação às especificidades de cada evento. Num setor em que a competência técnica deve ser acompanhada por confiança e capacidade de resposta, a Safestage pretende crescer de forma sustentada, sem perder a identidade que tem vindo a construir. O objetivo é continuar a antecipar riscos, reforçar a preparação e garantir uma resposta qualificada sempre que a segurança das pessoas o exige.

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