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Óbidos reafirma-se como destino sustentável

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Com duas praias distinguidas com a Bandeira Azul e uma programação cultural que rompe a sazonalidade, Óbidos reforça a sua posição como destino de turismo sustentável e criativo. Em entrevista, Filipe Daniel, Presidente da Câmara Municipal, destaca o equilíbrio entre tradição, inovação e cuidado ambiental como pilares da estratégia do concelho.

O Município de Óbidos voltou a ser distinguido com a Bandeira Azul em dois dos seus locais balneares. De que forma esta distinção reforça o posicionamento do concelho enquanto destino de referência para o turismo sustentável e consciente?

A atribuição da Bandeira Azul às praias do Rei Cortiço e do Bom Sucesso reforça o compromisso do Município com o Património Ambiental, segurança balnear e educação para a sustentabilidade. Esta é a quinta vez consecutiva que aquelas praias recebem este importante galardão e isto não sucede por acaso. Esta distinção reforça o sentimento generalizado da preservação ambiental e segurança dos nossos espaços balneares, como sublinha a estratégia clara que o Município tem vindo a seguir no que respeita ao desenvolvimento sustentável do território. Esta distinção traduz uma visão integrada, na qual a proteção e recuperação dos ecossistemas, a educação ambiental, a acessibilidade e a sensibilização comunitária desempenham um papel central. A Natureza, os munícipes e os turistas merecem os melhores cuidados e é para isso que as equipas da autarquia, juntamente com parceiros locais, têm vindo a trabalhar. Ser reconhecido com este galardão é também uma forma de afirmar o nosso compromisso com um turismo mais consciente, responsável e com menor impacto. Vivemos tempos em aqueles que nos visitam valorizam cada vez mais destinos que respeitam o ambiente, que promovem boas práticas e que proporcionam experiências autênticas. As nossas praias, inseridas num património natural ímpar como a Lagoa de Óbidos, são exemplo disso – espaços de lazer, mas também de conhecimento, equilíbrio e bem-estar. É neste cruzamento entre natureza, responsabilidade e qualidade que procuramos consolidar o posicionamento de Óbidos enquanto destino de referência para o turismo sustentável, não sendo demais recordar que, em novembro do ano passado, Óbidos foi eleita Best Tourism Village pela ONU.

 

Filipe Daniel, Presidente

 

Para além das praias galardoadas, Óbidos é reconhecido pelos seus festivais e agenda cultural. Que papel desempenha a cultura na estratégia de afirmação turística do concelho?

A cultura é, para nós, muito mais do que um complemento à atividade turística: é um motor identitário, económico e social. Ao longo dos anos, a nossa estratégia tem assentado no reconhecimento da cultura como um ativo fundamental para atrair visitantes durante todo o ano, mas também para promover o envolvimento da comunidade e afirmar o território como um centro de criação, fruição e experimentação artística. Óbidos continua a ter épocas altas em termos de turismo, mas nunca tem verdadeiramente épocas baixas. Temos uma marca cultural consolidada, assente em eventos emblemáticos como o FÓLIO – Festival Literário Internacional, o Mercado Medieval, a Semana Santa de Óbidos, o Óbidos Vila Natal ou o Festival Internacional de Chocolate. Cada um destes eventos atrai milhares de visitantes, dinamiza a economia local e projeta o nome de Óbidos a nível nacional e internacional. Mas a cultura em Óbidos não vive apenas nos grandes momentos: ela está presente nas exposições da Galeria Nova Ogiva, nas bibliotecas de proximidade, nos Museus, na programação nas freguesias, nas parcerias com artistas, escolas e universidades. Esta diversidade permite-nos chegar a públicos muito diferentes, prolongar a permanência dos visitantes, gerar novas oportunidades e afirmar Óbidos como uma vila criativa, vibrante e profundamente ligada à sua herança e ao território.

 

 

Quais são as principais novidades que o Município de Óbidos prepara para a temporada de verão 2025, em termos de eventos, experiências e dinamização do território?

O verão de 2025 será marcado por uma programação rica, descentralizada e orientada para oferecer experiências autênticas a quem escolhe Óbidos como destino. Podemos afirmar que o Mercado Medieval é um dos pontos altos do ano, uma viagem no tempo onde uma parte significativa da nossa comunidade proporciona uma experiência inesquecível ao visitante, mas em termos culturais não há como esquecer a crescente preponderância que o Festival do Bom Sucesso tem vindo a granjear. No entanto, Óbidos não se resume apenas aos eventos. Temos um vasto território, muito multifacetado e capaz de atrair diversos públicos. Desde o turismo de natureza, com os percursos interpretativos, a observação de aves e outras espécies ou o entardecer nas margens da Lagoa de Óbidos, ao golfe, à gastronomia, ao património religioso o difícil é mesmo escolher. Podemos ainda referenciar que estamos a trabalhar na criação de um circuito de turismo literário e artístico, aproveitando os recursos da Vila Literária e o talento dos jovens criadores da região. Como é evidente, queremos que este seja um verão de experiências marcantes, sustentáveis e com impacto positivo no território e na comunidade.

Óbidos é um exemplo de como se pode aliar tradição e inovação, do património histórico à gastronomia e à programação literária. Que estratégia tem sido seguida para valorizar estes recursos de forma integrada e atrativa para diferentes tipos de visitantes?

A nossa estratégia tem sido clara: preservar o que nos distingue e, ao mesmo tempo, criar novas formas de viver, interpretar e partilhar o nosso património. Óbidos tem uma identidade fortíssima, visível nas suas ruas, nas suas tradições, na sua paisagem e no seu modo de vida. É um anfiteatro por natureza. Dentro e fora da vila muralhada. Mas essa identidade não é estática – é dinâmica, reinventada em cada projeto cultural, em cada iniciativa comunitária, em cada encontro com quem nos visita. Temos procurado integrar os nossos recursos – históricos, culturais, naturais e humanos – numa lógica de valorização cruzada. Por exemplo, a gastronomia não é apresentada apenas como um produto de consumo, mas como expressão cultural e patrimonial com destaque para o que conseguimos retirar da Lagoa. E a literatura não está apenas nos livros, mas nas ruas, nas livrarias, mas também nos cafés, nas escolas, nos muros onde se escreve poesia. Este trabalho de valorização integrada permite-nos oferecer uma experiência turística diferenciadora, com profundidade e sentido, capaz de responder às motivações de visitantes muito diversos, desde famílias a investigadores, desde amantes de história a viajantes em busca de bem-estar.

 

 

 

Que mensagem gostaria de deixar aos nossos leitores sobre o que torna Óbidos um destino imperdível neste verão de 2025?

Óbidos é um lugar onde tudo parece caber: o silêncio das muralhas e o som dos concertos ao pôr do sol e à noite, a memória das tradições e a pulsação da criação contemporânea, a praia e o livro, a natureza e a arquitetura, o sabor e a palavra. Este verão, convidamos todos os que nos leem a fazer parte desta vila viva, autêntica e surpreendente. Venham por um dia, fiquem por uma semana, regressem sempre que quiserem. Descubram as nossas praias com Bandeira Azul, participem nos nossos festivais, explorem os trilhos, experimentem os sabores, deixem-se envolver pela nossa cultura. Óbidos não é só para ver – é para sentir, viver e guardar. Porque quem visita Óbidos leva sempre um pouco de nós consigo. E volta. Sempre volta.

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