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Miranda do Douro celebra a sua história e projeta o futuro

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Na voz de Helena Barril, Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, o 10 de julho é mais do que um marco na história local: é uma convocatória ao orgulho mirandês, um momento de celebração da identidade cultural e uma plataforma para projetar o concelho como destino de referência na Terra Fria Transmontana.

O Feriado Municipal de Miranda do Douro assinala um marco histórico na identidade da cidade. De que forma esta data é também uma oportunidade para reforçar o orgulho local e projetar o território como destino de cultura e desenvolvimento?

A data de 10 de julho, dia da cidade de Miranda do Douro, está associada à atribuição do foral de cidade a Miranda em 10 de julho de 1545. É uma data histórica, que merece ser lembrada, celebrada e por isso se tornou, desde há longos anos, feriado municipal.

 

Helena Barril, Presidente

 

As comemorações de 10 de julho integram diversas atividades culturais e comunitárias. Como é que estas iniciativas contribuem para a dinamização da economia local, nomeadamente nos setores do turismo, comércio e restauração?

Miranda, como cidade histórica, com a identidade cultural, as suas tradições, as paisagens, as suas gentes, a Língua Mirandesa, é um território com uma vitalidade em crescendo, com um fluxo turístico já com algum peso, aproveita a semana que integra o dia da cidade, com um conjunto de iniciativas, desde concertos de música mirandesa, fado, teatro, ópera, para ter uma oferta cultural diversificada e atrativa com um forte impacto económico na cidade.

Miranda do Douro tem uma herança cultural riquíssima, desde a língua mirandesa ao património arquitetónico. Que iniciativas estão em curso ou previstas para preservar e valorizar esse legado, afirmando o concelho como destino cultural de referência na Terra Fria Transmontana?

Miranda do Douro tem uma língua única, oficialmente reconhecida, que este executivo se tem dedicado e procurado valorizá-la ainda mais, quer no protocolo que a Câmara Municipal celebrou com a INCM, que visa a publicação de atos oficiais na Língua Mirandesa, no Diário da República. Está criada a Estrutura de Missão para a promoção da Língua Mirandesa. A confeção da Capa de Honras Mirandesa está inscrita no Inventário Nacional, desde novembro de 2022 e as Danças de Rituais dos Pauliteiros nas Festas Tradicionais de Miranda do Douro, foram inscritas no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, em março de 2025. Se somarmos a isto as outras componentes do território, podemos afirmar, sem qualquer dúvida, o concelho de Miranda é uma referência de excelência, como destino turístico.

Que mensagem gostaria de deixar aos munícipes e aos visitantes nesta data tão simbólica, tendo em vista o futuro da cidade e o papel da Câmara Municipal no seu crescimento sustentável e coeso?

O valor histórico e cultural de Miranda, deve continuar a ser celebrado e encarado como um legado, os Pauliteiros, as festas do solstício de inverno, o dia da exaltação da capa de Honras, como valores culturais, diferenciadores, num território único, unido pelas raças autóctones, as paisagens e a gastronomia. Se temos orgulho naquilo que somos, queremos continuar a trabalhar na valorização da identidade do povo mirandês e também, trazer até nós outras manifestações culturais para que possamos continuar a ter uma oferta cultural rica, diversa e atrativa para quem vive no concelho e para quem nos procura, como destino turístico.

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