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Licor Beirão: 100% Português, 100% Autêntico

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À frente de uma das marcas mais queridas dos portugueses, Daniel Redondo fala-nos sobre inovação, internacionalização e o compromisso de manter viva a essência do Licor Beirão.

Ao longo de décadas, o Licor Beirão consolidou-se como um verdadeiro símbolo nacional. Que elementos considera decisivos para que esta ligação afetiva entre a marca e os portugueses se mantenha tão forte e genuína?

O Licor Beirão tornou-se um símbolo nacional porque cresceu sempre com os portugueses, mas também porque desde muito cedo comunicou de forma ousada, inesperada e irreverente – muito antes de o país saber o que era publicidade moderna. Essa irreverência nasceu com o meu avô, José Carranca Redondo, e continua a passar de geração em geração. Logo nos anos 1940 e 50, quando quase ninguém fazia publicidade, ele percorreu o país com um escadote e um balde de cola a afixar cartazes nas estradas e cafés de norte a sul, criando aquela que seria “a primeira grande campanha publicitária de uma marca nacional”. Numa época profundamente conservadora, teve a audácia de lançar um cartaz com uma pin-up americana, que gerou polémica nacional. Essa atitude irreverente moldou a personalidade do Licor Beirão e criou uma ligação afetiva com os portugueses, que sempre reconheceram a marca como algo próximo, genuíno e com sentido de humor.

Tanto a geração do meu pai como a nossa têm procurado manter vivo este legado com a mesma coragem criativa. A marca foi pioneira ao comunicar diretamente cocktails – como o Caipirão e o Morangão – numa altura em que nenhuma outra bebida o fazia, abrindo novos momentos de consumo e rejuvenescendo a marca. Esta trajetória ganhou força quando, em 2002, o Licor Beirão marcou pela primeira vez presença na Queima das Fitas de Coimbra, apostando no Caipirão, que rapidamente se tornou num fenómeno entre os estudantes e cimentou a relação da marca com o público jovem. Hoje, essa dinâmica mantém-se viva, com exemplos recentes como o Maracujão, que tem sido um sucesso nos festivais de verão e reforça a presença da marca em contextos de celebração, música e convívio, mantendo-a vibrante e conectada às novas gerações.

No fundo, esta ligação deve-se sobretudo à autenticidade de uma marca familiar que sempre se manteve fiel a si própria, à irreverência criativa que nos acompanha desde a origem e à capacidade de evoluir com naturalidade, acompanhando os portugueses em cada geração.

 

Daniel Redondo, CEO do Licor Beirão & Casa Redondo

 

A história do Licor Beirão é indissociável do equilíbrio entre tradição e modernidade. De que forma a empresa tem conseguido preservar uma herança centenária, sem deixar de inovar e acompanhar as novas tendências de consumo?

Preservar uma herança centenária implica respeitar aquilo que nos trouxe até aqui, sem deixar de inovar. Mantemos intactos o método tradicional de produção, os valores familiares e a autenticidade do sabor. Mas evoluímos continuamente na forma como nos apresentamos ao mundo: modernizámos a garrafa, tornámo-la mais sustentável, investimos em tecnologia, comunicação digital, novos rituais de consumo e num portefólio cada vez mais contemporâneo.

Um bom exemplo do respeito pela autenticidade da marca é a recente atualização da garrafa, em 2023: quisemos torná-la mais sustentável, mais funcional e alinhada com as tendências atuais, mas sem perder os elementos que contam a nossa história. Por isso, apesar de toda a modernização, a fita que envolve cada garrafa de Licor Beirão continua – e continuará sempre – a ser colocada à mão. É um detalhe simples, mas simbólico, que garante que cada garrafa tem um toque humano e reflete o cuidado artesanal que herdámos da nossa família.

Este equilíbrio entre tradição e modernidade – entre manter o que importa e transformar o que precisa – é o que tem permitido ao Licor Beirão atravessar décadas sem nunca perder a sua essência.

A comunicação do Licor Beirão é frequentemente apontada como uma das mais criativas e irreverentes do panorama nacional. O que está por detrás desta visão humorada e autêntica da marca, e como tem evoluído essa estratégia ao longo do tempo?

A irreverência e o humor não são uma estratégia ocasional: fazem parte da identidade do Licor Beirão há décadas. Sempre acreditámos que comunicar com leveza, inteligência e proximidade cria afinidade verdadeira com as pessoas. Esse tom distingue-nos e permite que a marca dialogue simultaneamente com diferentes gerações, mantendo-se jovem e relevante. Ao longo dos anos, a estratégia evoluiu para plataformas digitais, ativações culturais e formatos participativos, mas a essência mantém-se: sermos autênticos, humanos e fiéis ao espírito português.

A internacionalização tem ganho cada vez mais expressão na vossa estratégia. Quais as principais aprendizagens e desafios neste processo de levar um sabor tão português a novos mercados?

A internacionalização tem sido um caminho muito estratégico para nós, até porque Portugal vive hoje um momento único a nível global: é um país cada vez mais admirado, procurado e valorizado pela sua cultura, pela autenticidade e pelo modo de viver. Sendo o Licor Beirão “O Licor de Portugal”, sentimos naturalmente a responsabilidade – e a ambição – de levar este espírito português além-fronteiras. E temos encontrado parceiros que não só reconhecem a qualidade e diferenciação do nosso produto, como querem fazer parte desta missão connosco.

O nosso crescimento lá fora tem sido impulsionado por esse reconhecimento e por um trabalho muito consistente de construção de marca. Há mercados onde o progresso é particularmente visível. Na Holanda, desenvolvemos pela primeira vez uma campanha especificamente criada para um país estrangeiro, adaptando a linguagem e a criatividade ao consumidor local – e os resultados foram muito positivos. Na Alemanha, estamos já presentes em mais de 3.000 pontos de venda através da cadeia de supermercados REWE, o que demonstra o potencial da marca e a capacidade de trabalhar com distribuidores de grande escala.

Temos também reforçado o nosso portefólio internacional com movimentos estratégicos importantes. A aquisição da marca Safari foi um passo decisivo para aumentar a massa crítica e ganhar relevância junto dos distribuidores internacionais. E, a partir de janeiro de 2026, assumiremos a distribuição mundial de Sheridan’s, o que reforça não só a confiança dos parceiros globais na Casa Redondo, mas também a nossa competitividade num mercado que privilegia players com portefólios fortes, consistentes e complementares.

Este processo de internacionalização tem-nos ensinado que cada mercado exige uma abordagem própria – é preciso explicar o produto, criar rituais de consumo e adaptar a comunicação sem perder a essência. Mas também nos mostra que o Licor Beirão tem uma história, um sabor e uma personalidade capazes de viajar. Por isso, continuamos a trabalhar, com ambição e humildade, para levar o sabor e o espírito português a cada vez mais países.

Que projetos ou ambições animam o vosso futuro e como imaginam preservar, daqui a várias décadas, este legado que é ao mesmo tempo empresarial e emocional?

O nosso futuro passa por continuar a construir uma Casa Redondo capaz de elevar marcas portuguesas ao mundo. Queremos que o Licor Beirão preserve, daqui a várias décadas, o mesmo valor emocional que tem hoje, mas com maior presença internacional, mais inovação e novos rituais de consumo. Apostamos em sustentabilidade, criatividade, tecnologia e expansão global para garantir que a marca se renova continuamente, sem perder o que nos torna únicos. Ao mesmo tempo, sentimos um enorme orgulho em fazer parte da história – não só de Portugal, mas também do setor das bebidas espirituosas a nível internacional. As operações mais recentes, como a aquisição da marca Safari em 2024 ou a mais recente compra do Licor Sheridan’s, representam algumas das maiores conquistas alguma vez realizadas por uma empresa portuguesa neste mercado. E têm ainda mais significado por serem lideradas por uma empresa familiar, provando que é possível, a partir da Lousã, ganhar escala e conquistar a confiança de parceiros internacionais de referência.

Estas conquistas reforçam a nossa ambição para o futuro: continuar a afirmar a Casa Redondo como uma referência global no setor das bebidas espirituosas, com um portefólio cada vez mais forte e competitivo, mas mantendo sempre vivas as raízes portuguesas e o espírito que tem passado de geração em geração – e que nos inspira, em cada etapa, a deixar a empresa mais robusta do que a recebemos, honrando o legado familiar enquanto construímos o futuro.

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