Com mais de três décadas de trajetória marcada pela inovação e exigência técnica, a Qualcroqui foi distinguida como uma das Top 5% Melhores PME de Portugal — um reconhecimento que coroa o percurso iniciado em 1992 e que traduz o esforço contínuo de uma equipa dedicada a elevar o setor eletromecânico nacional. Em entrevista, Fernando Ricardo, Gerente da empresa, partilha os marcos desta evolução, os desafios da especialização e as ambições de expansão internacional.
A distinção como uma das Top 5% Melhores PME de Portugal é um reconhecimento de excelência. O que representa para si e para a equipa da QUALCROQUI esta distinção, tendo em conta o percurso iniciado em 1992?
Esta distinção é um reconhecimento pelo trabalho realizado. No dia a dia estamos sempre em pressão para que possamos entregar equipamentos aos clientes com a melhor qualidade e no melhor prazo. Obriga a muitos sacrifícios de toda a equipa, tanto na produção como na assistência técnica.

A evolução da empresa desde uma estrutura individual para uma PME de referência no setor eletromecânico reflete uma aposta clara na diversificação e especialização. Que marcos considera mais determinantes neste crescimento e como têm garantido a qualidade e a confiança dos vossos clientes?
Desde cedo, decidimos que teríamos de fazer algo diferente, um produto que não fosse apenas mais um e que nos permitisse sair da concorrência do preço pelo preço. Houve a possibilidade de entrar nas pontes rolante e sistemas de levação e movimentação de cargas. Foi um desafio muito grande, mas que a cada dia se mostrou mais interessante. Os clientes desde cedo mostraram gosto pelo nosso trabalho e muitos nos incentivaram a fazer mais.
Sempre investimos em equipamentos, tanto de corte como de soldadura, viaturas próprias para transporte e montagem de todos os sistemas, dando-nos liberdade e flexibilidade.
O setor das instalações elétricas e da construção de equipamentos técnicos exige atualização constante, rigor técnico e capacidade de resposta personalizada. Quais têm sido os principais desafios enfrentados e como têm adaptado a vossa estratégia à evolução tecnológica e às necessidades do mercado?
Por forma a evoluir neste mercado tão difícil e exigente, para além da renovação dos equipamentos produtivos e a formação contínua, vamos acompanhando o que se faz lá fora com visitas a feiras e fornecedores. Estamos atentos ao que melhor se faz e vamos fazendo um esforço para elevar o nível. No ano 2024, adquirimos uma linha de soldadura robotizada, onde dois robots soldam a totalidade das vigas das pontes rolante. No final de 2024, iniciámos a construção de uma de duas naves com 2000 metros quadrados cada. No início do mês de junho, teremos a produção já instalada na nova fabrica em Tomar, para onde deslocaremos toda a produção.

Com este reconhecimento e uma trajetória sólida, quais são as perspetivas para o futuro da QUALCROQUI? Que áreas de desenvolvimento, inovação ou expansão estão a considerar para reforçar a posição da empresa no setor eletromecânico?
Para futuro contamos com uma expansão internacional que se iniciou em 2020 e que tem vindo a crescer. Já estamos em mercados como Marrocos, Nigéria, Argélia, Angola, Espanha e França.




