Durante o almoço-debate promovido pelo International Club of Portugal, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, anunciou que alguns hospitais portugueses ativaram o nível 1 dos planos de contingência devido às elevadas temperaturas que se fazem sentir em várias regiões do país. A medida inclui o reforço das equipas dos serviços de urgência e a adoção de ações preventivas para proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, anunciou durante o almoço-debate promovido pelo International Club of Portugal, realizado no dia 24 de junho, que alguns hospitais portugueses já ativaram o nível 1 dos planos de contingência devido às elevadas temperaturas que se fazem sentir em várias regiões do país. A medida foi implementada nos distritos com maior risco de calor e resulta da necessidade de preparar os serviços de saúde para o aumento da procura por cuidados médicos durante este período.
O nível 1 dos planos de contingência inclui um conjunto de medidas desenvolvidas em articulação com a Proteção Civil e outras entidades. Entre essas ações estão a divulgação de recomendações à população, apelando para que as pessoas evitem a exposição ao sol durante as horas de maior calor, mantenham uma boa hidratação e tenham especial cuidado com os grupos mais vulneráveis, nomeadamente idosos, crianças e doentes crónicos.
Além das medidas de prevenção, os hospitais reforçaram as equipas dos serviços de urgência para responder ao aumento do número de utentes. Segundo a ministra, a maior procura verifica-se sobretudo nos distritos onde a onda de calor é mais intensa, embora também se tenha registado um crescimento da afluência na região de Lisboa. Apesar deste aumento, Ana Paula Martins garantiu que o Serviço Nacional de Saúde tem conseguido responder às necessidades da população.
A ministra recordou ainda que as ondas de calor podem ter um impacto significativo na saúde pública, contribuindo para o agravamento de doenças crónicas e para o aumento da mortalidade. Dados recentes do INEM revelam que, durante o mês de junho, foram recebidas cerca de seis mil chamadas a mais do que no mesmo período do ano anterior, um aumento associado às elevadas temperaturas e ao agravamento de situações de doença aguda.
Durante o debate, Ana Paula Martins afirmou também que Portugal está preparado para responder a um eventual caso de ébola no país. Apesar de considerar baixo o risco de a doença chegar a Portugal, garantiu que existem protocolos definidos para a identificação, diagnóstico, isolamento e acompanhamento de eventuais casos, em articulação com a rede internacional e europeia de emergência sanitária.







