A Ediarea, liderada por José Costa, tem vindo a afirmar-se no setor da construção civil. A empresa baseia a sua atuação na adaptação constante às exigências do mercado e na resposta direta às necessidades dos clientes. Num contexto de crescimento sustentado da procura por habitação e reabilitação, o projeto tem reforçado a sua presença através de uma gestão pragmática e próxima do terreno.
Da experiência internacional ao regresso às origens
A Ediarea nasceu de um percurso longo na construção civil e ganhou forma em 2015, quando José Costa decidiu estruturar um projeto que já vinha a desenvolver de forma independente. Depois de anos a trabalhar para outros e de experiências em Angola e no Brasil, o regresso a Portugal marcou a viragem. “Foi tudo experiência acumulada na construção”, resume.
Com uma equipa inicial de três pessoas, a empresa cresceu, de forma gradual, e conta atualmente com cerca de 20 trabalhadores. O desenvolvimento tem sido, segundo o responsável, consistente, ainda que sem ruturas. “Tem sido possível manter a atividade de forma estável. Temos uma vida equilibrada, mas sustentada por muito trabalho e sacrifício para cumprir todos os compromissos”, refere, destacando a continuidade de um percurso marcado pela estabilidade e pela exigência constante do setor.
Construção, reabilitação e resposta ao mercado
A empresa atua na construção civil em diferentes vertentes, que vão desde a execução de obras de raiz até à reabilitação de edifícios. A estas áreas acrescenta ainda serviços de serralharia e pintura, ajustando a sua intervenção às especificidades de cada projeto e às exigências concretas de cada obra.
A sua atividade estende-se por todo o território nacional, tendo igualmente desenvolvido projetos em Espanha. Esta presença geográfica alargada tem contribuído para reforçar a versatilidade da Ediarea, que trabalha tanto na construção de habitação nova como na recuperação e valorização de imóveis existentes.
Sustentabilidade e desafios do setor
Relativamente à adaptação às exigências ambientais, José Costa refere que a empresa tem procurado ajustar-se aos meios disponíveis e responder da melhor forma às necessidades dos clientes. A sustentabilidade é integrada de forma prática na execução dos projetos, em função das exigências de cada obra e da gestão dos recursos existentes. O setor, no entanto, enfrenta uma pressão crescente, impulsionada pelo aumento da procura por habitação, tendência que contraria algumas expectativas.
Apesar do crescimento da procura, o principal desafio continua a ser a falta de trabalhadores. “A mão de obra é o ponto principal. Temos dificuldades em encontrar pessoas para trabalhar”, afirma José Costa, apontando um problema transversal a todo o setor da construção. Esta escassez leva até ao crescimento de soluções alternativas, como casas pré-fabricadas, embora o empresário reconheça que mesmo esses modelos enfrentam limitações semelhantes.
Crescer com prudência
Quanto ao futuro, a estratégia da Ediarea assenta na contenção e na responsabilidade. “É tentar manter. Crescer, se o mercado assim exigir, mas sem assumir obras cuja execução não seja garantida”, sublinha José Costa. Num setor sujeito a oscilações e incertezas, a empresa opta por uma linha de equilíbrio, privilegiando a estabilidade da sua operação, o cumprimento rigoroso dos compromissos assumidos e a manutenção da confiança dos clientes como elemento central da sua atividade.






