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Gestão Segura da Medicação: O compromisso do Grupo Fastfarma

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Num contexto de crescente envelhecimento da população e aumento da polimedicação, a Preparação Individualizada da Medicação (PIM) afirma-se como uma resposta estruturante para garantir segurança, adesão terapêutica e qualidade de vida dos utentes. No Grupo Fastfarma – Farmácia Aliança, Porto e Farmácia Sto. António, Rio Meão – , este serviço tem vindo a consolidar-se como uma solução de referência, assente no rigor farmacêutico e na inovação tecnológica. Gonçalo Sousa, um dos farmacêuticos responsáveis pelo serviço PIM, explica como esta abordagem integrada está a transformar a gestão da medicação, tanto em contexto institucional como domiciliário.

A Preparação Individualizada da Medicação (PIM) tem vindo a assumir um papel cada vez mais relevante no âmbito dos cuidados farmacêuticos. Como definem
este serviço e qual consideram ser a sua principal missão?

PIM- Preparação individualizada de medicação, consiste na utilização de caixas dispensadoras (ou alvéolos em fitas ou discos de alvéolos) que permitem ao farmacêutico fazer a organização da medicação do utente com o intuito de auxiliar o utente a gerir melhor a sua medicação.

A principal missão deste serviço é garantir que o utente toma a medicação certa, na dose certa, na altura certa. Esta frase, apesar de parecer um cliché, é o grande objetivo e fundamento da PIM na promoção de saúde, garantindo adesão à terapêutica, segurança e uso racional e correto dos medicamentos.

 

Gonçalo Sousa, Farmacêutico responsável pelo serviço PIM

 

Qual é a importância da Preparação Individualizada da Medicação para as Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e para os utentes com que se encontram em regime domiciliário, nomeadamente no que respeita à melhoria da sua qualidade de vida?

Relativamente às ERPI, confere uma fiabilidade maior no processo de administração da terapêutica, quer para as equipas de enfermagem, quer para as famílias que têm os seus familiares nessas instituições. As equipas de enfermagem apenas fazem uma verificação da medicação que já vem preparada antes da administração, em vez de realizarem todo o processo, o que lhes liberta tempo para estarem dedicadas aos cuidados dos utentes. As famílias, sabendo que esse processo é feito pelos especialistas do medicamento, ganham mais confiança na instituição.

No regime de domicilio, é possível garantir segurança na toma dos medicamentos, sem confusão de horários ou troca de medicação, garante-se ainda que o utente está sempre acompanhado para deteção de efeitos secundários ou outras situações decorrentes da terapêutica, colocando com vantagem a gestão da terapêutica na alçada do farmacêutico.

A Preparação Individualizada da Medicação pode ser realizada através de diferentes métodos. Que soluções disponibilizam atualmente nesta área e quais são as principais características e vantagens de cada uma?

O método de trabalho é sempre estabelecido em função das necessidades dos utentes e das características das instituições.

Sistema manual de tabuleiro semanal: sistema mais tradicional em que se dividem os diferentes medicamentos pelas alturas do dia para cada dia da semana. É um método mais utilizado para pessoas que estão no seu domicilio a cargo de cuidadores ou somente porque preferem não ter a responsabilidade de organizar a medicação. Cumprindo as regras deste serviço, todo o processo é acompanhado pelo farmacêutico que realiza a revisão terapêutica, avalia as alterações e que comunica permanentemente com o utente ou com o cuidador, bem como com o médico sempre que necessário. Embalamento semi-automático pela máquina KRZ: cada bolsa contém nome do utente, nome do medicamento, aspeto do medicamento, lote, validade e horário da toma. Permite manter o medicamento no seu blister primário. Cada bolsa aporta entre 1 a 3 princípios ativos. Ótimo para uma instituição que faça o embalamento de cada princípio ativo isolado;

Embalamento semi-automático Timedi: cada bolsa contém as mesmas informações que a KRZ, com o acrescento que pode aportar até 7 princípios ativos diferentes. Cada embalagem deve ser lida pelo scan da máquina, antes de colocar o princípio ativo correspondente. Permite embalar a medicação pelas refeições subsequentes, dia após dia.

 

 

 

A mecanização do processo de PIM tem vindo a introduzir importantes ganhos ao nível da segurança e da eficiência. De que forma esta evolução tecnológica contribui para reforçar a fiabilidade do serviço?

A evolução tecnológica trouxe grandes vantagens, principalmente nas máquinas de unidose que obrigam a que, o farmacêutico que prepara a medicação, faça a leitura da embalagem no scanner da máquina. Desta forma, se uma embalagem não correspondente for lida, a máquina não permite que essa medicação seja adicionada. Portanto, mais validação, mais rigor, menos oportunidade de erro.

A validação da terapêutica por profissionais farmacêuticos constitui uma etapa essencial neste processo. Qual a importância desta intervenção na garantia da correta preparação da medicação, na prevenção de eventuais interações medicamentosas e na promoção da segurança do utente?

Como profissional do medicamento, o farmacêutico está, naturalmente, mais atento a possíveis interações medicamentosas e outras ocorrências que possam lesar a saúde do utente. Claro que atualmente é possível recorrer a programas e/ou websites específicos para suportar esta análise de forma rápida e fidedigna, demonstrando que a evolução tecnológica é uma ferramenta preciosa também nesta área.

No entanto, para que esta intervenção seja frutífera, é essencial que existe uma boa comunicação entre os vários profissionais de saúde das diferentes áreas que acompanham os utentes, nomeadamente medicina, enfermagem e farmácia. Só assim é que se garante o total beneficio para a saúde do utente.

 

 

Num contexto marcado pelo envelhecimento da população e pelo aumento das doenças crónicas, de que forma consideram que o serviço de PIM pode contribuir para apoiar os profissionais de saúde, os cuidadores e as instituições na prestação de cuidados mais seguros e eficazes?

A população envelhecida com maior longevidade e cada vez mais polimedicada potencia a necessidade de criar mais mecanismos de apoio à qualidade de vida e segurança de todas as pessoas que dependem no seu quotidiano de terapias medicamentosas. A farmácia é considerada um local de saúde privegiliado com a presença permanente de farmacêuticos A nossa equipa tem alta disponibilidade e competencia para apoiar e estruturar este serviço nas suas diversas vertentes, prestando ainda o aconselhamento sobre todas as questões relacionadas com o medicamento, nutrição clinica, suplementação, utilização de ajudas técnicas e produtos de saúde,

Quais são os principais desafios e oportunidades para o desenvolvimento da PIM em Portugal e que papel pretende o Grupo Fastfarma continuar a desempenhar na inovação e evolução deste serviço?

A maior oportunidade deste serviço é o facto de estar em claro crescimento e ser cada vez mais requisitado, não apenas por ERPIs, mas também por empresas de cuidados no domicílio e por utentes singulares, que se libertam da responsabilidade de se orientarem sozinhos com a gestão dos múltiplos medicamentos a tomar diariamente.

O principal desafio será manter o nível de qualidade, à medida que este serviço é cada vez mais requisitado. Algo que se consegue com investimento nas equipas de farmacêuticos com formação especializada, bem como em tecnologias que facilitem o trabalho e anulem os erros. O Grupo Fastfarma, tem já um método estruturado e consolidado para a realização do serviço PIM, sendo um processo certificado pela norma ISO 9001 e BPF. Passa sempre por colocar uma máquina de automatização em cada instituição, criar um modelo de trabalho rigoroso e adaptado cuja responsabilidade é sempre de um farmacêutico, que interpreta as prescrições médicas, organiza a medicação, realiza a revisão da terapêutica e estabelece contacto com as diferentes equipas, de enfermagem e médica.  Todavia, cumprindo com os requisitos que este serviço obriga, procuramos sempre adaptar o nosso método às necessidades e particularidades de cada caso, sendo isso também um desafio, que estamos prontos para aceitar.

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