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Como a Reckon.ai impulsiona o retalho autónomo ao elevar a experiência de compra

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Rutger Planken, CEO da Reckon.ai, uma scale-up do Porto, especializada em reconhecimento de produto com IA,  em entrevista à Revista Business Portugal, explica como a tecnologia só ganha escala quando elimina fricção, reduz desconfiança e transforma conveniência em experiência.

O retalho autónomo está a ganhar força rapidamente em toda a Europa. A Reckon.ai está a apostar numa ideia tão simples quanto ambiciosa: tornar o retalho autónomo natural, intuitivo e quase invisível para o consumidor. Para Rutger Planken, CEO da empresa, o verdadeiro desafio já não está apenas na inovação tecnológica, mas na capacidade de fazer com que a experiência de compra seja tão fluida como abrir o frigorífico em casa.

 

Rutger Planken, CEO

 

Numa altura em que o consumo sem contacto humano se tornou mais familiar, sobretudo depois da pandemia, a empresa acredita que o futuro passa por jornadas de compra rápidas, práticas e sem fricção. Quando a operação é simples e a interação é imediata, o cliente compra mais e compra melhor – e é precisamente nessa equação que a Reckon.ai quer continuar a crescer.

O caminho, porém, não está isento de obstáculos. Em mercados como Portugal e Espanha, a adoção destas soluções continua muitas vezes travada por uma perceção de risco. Questões como fraude, segurança, privacidade de dados e integração tecnológica surgem, frequentemente, antes mesmo de se falar de rentabilidade. Rutger Planken reconhece essa barreira cultural e comercial, sublinhando que, em muitos casos, os operadores ainda olham mais para o que pode correr mal do que para o potencial de crescimento.

A comparação com outros mercados é reveladora. Onde a conversa se centra mais no retorno, na eficiência e no aumento de vendas, a tecnologia ganha outra tração. A própria Reckon.ai aponta para ganhos significativos de desempenho, com transações mais ricas e uma experiência de compra que se aproxima da lógica de consumo doméstico. A ideia é simples: quando a compra deixa de parecer uma operação e passa a parecer um gesto natural, o valor para o utilizador torna-se evidente. No entanto, essa fluidez só é possível quando acompanhada por elevados padrões de confiança, nomeadamente no que diz respeito ao cumprimento rigoroso do RGPD. Para a Reckon.ai, a proteção de dados não é apenas uma obrigação legal, mas um elemento central da proposta de valor e da relação com o consumidor. Nomeado CEO em outubro de 2025, Rutger Planken assumiu a liderança num momento-chave para a empresa. O seu objetivo é estruturar o crescimento sem comprometer o foco. E isso implica uma disciplina clara: menos personalização excessiva, mais consistência; menos dispersão, mais clareza na proposta de valor.

A transformação da Reckon.ai não se faz apenas de produto e estratégia, mas também de cultura. A empresa valoriza equipas abertas, o diálogo franco e a integração de perspetivas diversas, reconhecendo que é dessa pluralidade que emergem as melhores soluções. Na sua visão, a inovação deixa de ser um domínio exclusivo da tecnologia para se tornar uma responsabilidade partilhada por toda a organização. Crescer implica também falhar – tentar fazer melhor. Quando existe um ambiente de segurança para experimentar, o progresso acelera de forma consistente. No fundo, a Reckon.ai procura demonstrar que escalar no retalho autónomo vai além da tecnologia: exige confiança, simplicidade e capacidade de adaptação. É nesse posicionamento que a empresa se afirma, ao desenvolver soluções tão naturais que o consumidor quase se esquece da sua presença. Paralelamente, assume também um papel pedagógico no mercado, ajudando os clientes a tirar o máximo partido da tecnologia. Num equilíbrio entre automação, experiência e proteção de dados, a empresa posiciona-se como parte de uma nova geração de soluções que tornam a compra mais segura, intuitiva e centrada no consumidor.

Reckon.ai: eleva as experiências de compra.

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